Estamos diante de uma das “leituras obrigatórias” da literatura sobre investimentos. Escrito em 1926 em forma de parábolas por George Clason, “O homem mais rico da Babilônia” traz lições sobre finanças  que valem para os dias atuais. 

A obra se passa na antiga Babilônia, região onde havia muita riqueza e abundância de bens naturais. Engana-se quem pensa que o território era abundante em recursos ou bens naturais. Principalmente, em função disso, era necessário explorar ao máximo todo o potencial criativo e empreendedor dos habitantes. É por isso que a Babilônia foi um dos mais importantes centros urbanos da antiguidade.

Algo que pode nos dar uma pequena ideia da importância dela é o Museu de Pérgamo, na cidade de Berlim na Alemanha que está aberto a visitação. Neste museu pode-se ver algumas estátuas e obras que foram reconstruídas, além de outras construções onde se pode imaginar um pouco sobre a riqueza daquele povo produzida pela sua própria necessidade de criar e produzir algo que os sustentasse. Os babilônios aprenderam o valor do dinheiro e a melhor maneira de investi-lo, o que é retratado nesta obra literária.

Por que ler O homem mais rico da Babilônia?

O livro é leitura obrigatória para quem deseja aprender um pouco mais sobre finanças. Toda a narrativa gira em torno de diversos ensinamentos, como, por exemplo, o de que não é preciso ser um especialista em finanças para ter sucesso na vida financeira. O livro mostra como utilizar o dinheiro de forma correta, evitando desperdícios. Portanto, se você quer tirar grandes lições desse livro pequenino é só seguir nesse artigo comigo.

O que fala no livro O Homem Mais Rico da Babilônia?

Apesar de ser baseado no sucesso dos antigos babilônicos, o livro mostra soluções atuais para evitar a falta de dinheiro, como não desperdiçar recursos durante tempos luxuosos. O livro aconselha também a buscar conhecimento e informação em vez de apenas lucro, assegurando uma renda para o futuro. Destaca a importância de manter a pontualidade no pagamento de dívidas e, sobretudo, cultivar as próprias aptidões, tornando-se cada vez mais habilidoso e consciente.

Qual era o homem mais rico da Babilônia?

O homem mais rico da Babilônia era Arkad. Ele começou sua fortuna de modo bastante humilde. Era um homem como a maioria dos moradores, era filho de comerciantes, não tinha nenhum talento especial e muito menos seria herdeiro de fortuna alguma. 

Mas, ele queria construir seu próprio tesouro e foi assim que fez o primeiro depósito da sua fortuna numa bolsa gasta pelo uso. O fato de enxergar a bolsa vazia fazia com que ele buscasse diferentes soluções para conseguir uma bolsa cheia e poder desfrutar de todas as coisas boas da vida. Foi a partir daí que decidiu investigar como alguém conseguia acumular riquezas e chegou a diversas lições que estão no decorrer do livro. 

O homem mais rico da Babilônia Resumo

O livro “O homem mais rico da babilônia” inicia quando seus principais personagens que nunca conseguiram acumular nenhuma posse se unem e procuram conhecimento externo para conseguirem algo a mais. O principal protagonista da história é Arkad, que não conseguia separar um dinheiro para economizar até que um dia conhece Algamish. Este era uma espécie de bancário, emprestava dinheiro para as pessoas. Assim, Arkad lhe pergunta o que fazer para ter dinheiro como ele.

São sete as principais ideias do livro:

  1. De cada dez moedas que ganhar, gaste apenas nove;
  2. Faça orçamento de seus gastos para dar conta de suas necessidades, alguns prazeres e mesmo assim poupar 10%;
  3. Faça o dinheiro multiplicar: aplique em atividades que tragam lucro ou rendimentos;
  4. Guarde dinheiro em lugar seguro, onde haja liquidez e tenha lucro;
  5. Seja dono de sua própria casa;
  6. Cuide de sua velhice e de sua família fazendo planos de proteção financeira para o futuro. Faça aquilo que ama e torne-se excepcionalmente bom nesta atividade;
  7. Aumente sua capacidade de ganhar: cultive seus poderes, estude, torne-se mais experiente e sábio;

Em o homem mais rico da babilônia é citado também o fato de que você não deve investir em coisas que não se tem conhecimento. Warren Buffet um dos milionários do mercado financeiro tem duas regras:

  1. Nunca perder dinheiro
  2. Não esquecer da regra número 1

As possibilidades de erro ao investir em algo que não tem o conhecimento, são sem dúvidas quase que certas. Aplicar seu dinheiro de forma segura é a única maneira de enriquecer. Você irá se beneficiar dos juros compostos e deixar o dinheiro trabalhando por você.

Outro tema interessante é o que diz respeito as despesas consideradas “necessárias”. O autor considera que seriam as mesmas tanto para quem recebe um salário muito alto, quanto como para quem recebe um salário mais baixo. No livro é apresentado um conceito que a base é a mesma, e o restante é apenas vaidade, desejo…Enfim, todas aquelas razões que levam ao consumismo desenfreado causando um suicídio financeiro. Caso você queira saber mais sobre o assunto, escrevi um artigo falando sobre como evitar as armadilhas do consumo.

O livro é dividido em 11 capítulos, descritos a seguir:

  1. O homem que deseja ouro

O primeiro ensinamento vem através do personagem Bansir que é um fabricante de carruagens. Em um determinado dia, ele sonha que é rico e não se preocupa com nada mais além de gastar seu dinheiro da maneira que bem entender. Entretanto, ao acordar e se deparar com sua realidade pobre, começa uma reflexão. Ele faz um apanhado geral em sua vida e observa que ela se resume a trabalhar incansavelmente, recebendo em troca o mínimo para sobreviver. Cansado desse ciclo, ele vai atrás de alguém que já é rico para entender como essa pessoa chegou lá. 

  1. O homem mais rico da Babilônia

Bansir tenta entender o porquê Arkad se destacou tanto em termos de riqueza e ele não, uma vez que cresceram juntos e tiveram a mesma infância. Nessa parte do livro, o autor passa mais uma vez a mensagem de que aqueles que não possuem o conhecimento de como gerar o dinheiro, na maioria das vezes, não conseguem ser plenamente felizes e financeiramente saudáveis. Os principais motivos para isso são: estão gastando de forma descontrolada, ou estão tão receosos de voltarem à pobreza que deixam de desfrutar o mínimo prazer que o dinheiro pode proporcionar.

  1. Sete soluções para a falta de dinheiro
  • Comece a fazer seu dinheiro crescer;
  • Controle seus gastos;
  • Multiplique seus rendimentos;
  • Proteja seu tesouro contra a perda;
  • Faça do lar um investimento lucrativo;
  • Assegure uma renda para o futuro;
  • Aumente sua capacidade para ganhar;
  1. Encontrando a deusa da boa sorte

Essa parábola tem a ver com sorte. Uma das conclusões que podemos tirar deste capítulo é de que os jogos de azar não são capazes de transformar homens pobres em ricos, já que as probabilidades estão sempre contra os jogadores e a favor da banca. Além de que, na maioria das vezes, mesmo quando se ganha esporadicamente, se perde no geral mais do que se ganhou.

A conclusão final que fica da parábola é de que para serem bem-sucedidos e atraírem a boa sorte devem controlar o espírito de procrastinação presente em todos os homens. Outra conclusão é que se deve confiar nos próprios julgamentos e ter cuidado com as mudanças de pensamento, pois a tendência é que se mude mais de opinião quando se está certo do que quando se está errado.

  1. As cinco leis do ouro
  • O ouro vem de bom grado e numa quantidade crescente para todo homem que separa não menos que um décimo de seus ganhos, a fim de criar um fundo para o seu futuro e o de sua própria família.
  • O ouro trabalha diligentemente e satisfatoriamente para o homem prudente que, possuindo-o, encontra para ele um emprego lucrativo, multiplicando-o como os flocos de algodão no campo.
  • O ouro busca a proteção do proprietário cauteloso que o investe de acordo com os conselhos de homens mais experimentados em seu manuseio.
  • O ouro foge do homem que o emprega em negócios ou propósitos com os quais não está familiarizado ou que não contam com a aprovação daqueles que sabem poupá-lo.
  • O ouro escapa ao homem que o força a ganhos impossíveis ou que dá ouvidos aos conselhos enganosos de trapaceiros e fraudadores ou que confia em sua própria inexperiência e desejos românticos na hora de investi-lo.
  1. O emprestador  de dinheiro da Babilônia

Deixo aqui esse sábio conselho do emprestador de dinheiro da Babilônia : “Se deseja ajudar um amigo, faça-o, mas de modo que os fardos dele não sejam colocados sobre os seus ombros, pois em nosso desejo de ser úteis, podemos correr o risco de carregar os fardos que pertencem a outrem”.

  1. As muralhas da Babilônia

Eram frequentes as tentativas de invasão e saques na Babilônia. Com essa parábola, o autor traz uma reflexão sobre o nosso anseio por se sentir seguro. Nos dias atuais, se mostra em poupanças e investimentos, que podem nos resguardar de tragédias inesperadas, nos mostrando que não temos condições de ficar sem uma proteção adequada.

  1. O negociante de camelos da Babilônia

Tarkad é um jovem imprudente que deve a muitos e já no início da narrativa nos é revelado que não come há dois dias por falta de dinheiro. Pela situação em que se encontra, pensa inclusive em cometer pequenos furtos para saciar sua fome.

Dabasir é um negociante de camelos muito bem-sucedido que emprestou dinheiro a Tarkad por consideração ao pai do jovem, pois eram amigos.

A parábola termina com um alerta sobre onde a imprudência com o dinheiro pode levá-lo. Além de mostrar que sempre há uma maneira de sair de seus problemas.

  1. As tabuinhas de argila da Babilônia

As tabuinhas contam com maiores detalhes a história do negociante de camelos já iniciada na parábola passada, descrevendo em detalhes o plano de três passos para sanar suas dúvidas e trazer mais prosperidade:

  • Poupar um décimo (10%) de tudo que ganhar, a fim de garantir sua futura prosperidade.
  • Destinar sete décimos (70%) de tudo que ganhar para o sustento de suas necessidades básicas, já que o plano deve permitir sua sobrevivência e o mínimo existencial para ele e sua esposa.
  • Destinar dois décimos (20%) de tudo que ganhar para saldar suas dívidas.
  1. O homem de mais sorte da Babilônia

A penúltima parábola do livro traz uma reflexão sobre a importância do trabalho. Ela faz uma séria reflexão sobre as pessoas que apenas fingem estarem produtivas, quando, na verdade, seu principal objetivo é cumprir o dia de trabalho com menor esforço possível. 

  1. Um esboço histórico da Babilônia

O último capítulo nos situa sobre a situação da Babilônia. Por se tratar de um país muito rico na época, o leitor poderia pensar que o país era situado numa região tropical, repleta de recursos naturais, quando, na verdade, não. A Babilônia é um impressionante exemplo da capacidade do homem para alcançar grandes objetivos, utilizando o que quer que esteja à disposição.Todos os recursos que a sustentavam foram desenvolvidos pelo homem.

Quantas páginas tem O Homem mais Rico da Babilônia?

O livro é uma leitura rápida que conta com 160 páginas.

Qual o preço do livro O Homem mais rico da Babilônia

Você encontra essa obra disponível no site da Amazon, a partir de R$ 38.90.

Como ler O homem mais rico da Babilônia

Minha dica para você tirar o máximo de proveito dos ensinamentos desse livro, é concentrar-se apenas nessa leitura, evite distrações, silencie as notificações do celular.

Outras lições que podemos tirar do livro

  • Busque conhecimento ao invés de riqueza, é de lá que a riqueza vem;
  • As oportunidades não perdem tempo com quem não está preparado, portanto, esteja preparado para quando ela vier;
  • Se não procurar a riqueza, não achará.

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