Eu não vivo reforçando que a carreira financeira pode se desdobrar em inúmeras oportunidades? Pois é, uma delas é a de correspondente bancário. Já ouviu falar?

Antes de te mostrar os detalhes desta profissão, me permita trazer uma rápida informação: sabia que essa carreira é considerada como promissora para o futuro? Afinal, segundo o Banco Central, 43,4% das cidades brasileiras não possuem uma agência bancária, o que torna o correspondente bancário extremamente importante. Não entendeu a relação? Então, continua por aqui que eu vou te explicar melhor.

O que são correspondentes bancários?

Colocando essa profissão da forma mais simples possível, eu posso resumir o correspondente bancário como um intermediário entre os clientes e os serviços financeiros comumente oferecidos por bancos. Aí entra a relação entre essa ocupação e as cidades brasileiras sem agência: na falta destes prestadores de serviço, os correspondentes se tornam fundamentais. Contudo, não é só nessa situação que eles são importantes ou encontrados, é claro.

Os exemplos são inúmeros e você com certeza conhece vários. Já pagou um boleto na lotérica? Conhece alguém que conseguiu crédito em uma construtora? Se deparou com tipos de comércio que, além dos produtos que vendem, ainda aceitam que as pessoas paguem contas? Todos eles são correspondentes bancários.

Quais são os tipos de correspondentes bancários?

Dentro da correspondência bancária, temos alguns tipos principais de atuação. Olha só:

  • Correspondente bancário negocial: aqui, temos um correspondente que trabalha intermediando crédito com garantia de imóvel, financiamento, refinanciamento de automóveis, crédito consignado, entre outros;
  • Correspondente consignado: nessa modalidade, por sua vez, a responsabilidade é relacionada unicamente ao crédito consignado;
  • Correspondente bancário transacional: este correspondente é aquele que vai receber contas de luz, água e telefone, ou tornará possível aplicação e resgate do fundo de garantia.

O que faz um correspondente bancário?

Antes de listar aqui as funções de um correspondente bancário, é primordial esclarecer que este profissional deve ser uma pessoa jurídica. Entendido? Mais adiante, vou explicar como se tornar um.

Agora, voltando às tarefas de um correspondente, estas são:

  • Serviço de cobrança;
  • Pagamento de contas;
  • Fornecimento de cartão de crédito, que estarão sob a responsabilidade do banco ou da instituição que contratou o correspondente;
  • Operações de câmbio;
  • Recebimento e encaminhamento de propostas de abertura de contas;
  • Análise de crédito;
  • Transferências e movimentações.

O que o correspondente bancário não faz?

Assim como existem serviços que o correspondente bancário realiza, há também algumas determinações sobre o que não pode ser feito.

Primeiramente, cito que esta pessoa jurídica jamais poderá cobrar pagamento adiantado de nenhum cliente. Isso acontece porque a remuneração do correspondente vem da instituição que o contratou, não dos clientes que fazem uso de seus serviços.

Além disso, é proibido que o correspondente estabeleça taxas ou cobranças extras pelos serviços que presta, bem como fornecer empréstimos sem estarem vinculados a algum banco.

Qual a vantagem de ser um correspondente bancário?

Se lá no começo deste artigo eu já deixei claro que os correspondentes bancários serão ainda mais importantes no futuro, é porque, com certeza, há muitas vantagens envolvidas. Aqui, eu trouxe algumas para te mostrar.

Atuar em vários ramos

Um correspondente bancário dinamiza processos bancários em prol de seus clientes, certo? Por consequência, tem a chance de atuar em vários ramos, como a oferta de financiamentos em corretoras, quitação de dívidas para contadores, entre outros.

Oferecer serviços de crédito personalizados

Ao se tornar um correspondente, é possível estar vinculado a mais de um banco. Assim, pode trabalhar como uma espécie de consultor para os seus clientes, oferecendo sempre as melhores oportunidades e taxas. Aqui, porém, é muito importante que você realmente entenda de produtos bancários, ok?

Autogestão

Como eu já mencionei, um correspondente bancário é uma pessoa jurídica. Logo, pode ser um profissional independente. E esse fato, é claro, abrange muitas vantagens, como a de estabelecer seus próprios horários e ser o seu próprio gestor. 

Ao mesmo tempo, note que a independência traz consigo algumas responsabilidades, como a de construir uma boa rede de relações, saber divulgar os seus serviços da forma certa e tudo aquilo que é necessário para ser um profissional de sucesso

Remuneração

Um correspondente bancário tem sua remuneração realizada através de comissionamento. Ou seja, quanto mais serviços oferecer e mais clientes tiver, mais as instituições associadas a você irão te pagar comissões pelo seu trabalho. O que me leva, aliás, para a próxima parte deste artigo:

Quanto ganha um correspondente bancário?

Tudo vai depender de qual região do país você mora, de quantos clientes têm e de quantas instituições estão associadas aos seus serviços de correspondência, é claro. Dito isso, em média, o correspondente ganha um salário de aproximadamente R$1600. Nesta conta, lembre-se de considerar o sistema de comissionamento das instituições.

Como ser um correspondente bancário?

Achou uma boa ideia se tornar um correspondente bancário? Então, agora eu vou te ensinar como se tornar um.

O que é preciso para ser um correspondente bancário?

Para atuar como um correspondente, o Bacen precisa autorizar a sua prestação de serviços. 

Se a sua pretensão é apenas realizar serviços comuns, como a possibilidade de pagamento de contas, então, é necessário apenas contatar a instituição com a qual você deseja trabalhar e entregar os documentos que serão exigidos – geralmente, são documentos básicos, como comprovante de residência e identidade. Após, essa instituição entrará em contato com o Bacen, que vai avaliar se há alguma restrição fiscal, criminal ou comercial que possa impedir a atividade.

Em geral, os documentos que te serão exigidos não são nada fora do normal: CNPJ, comprovante de residência, comprovante de conta em banco e similares.

Caso a sua atuação esteja relacionada a operações de crédito, é necessário conseguir a Certificação Profissional de uma instituição reconhecida, como a Febraban ou a Aneps. Ou seja, sem elas, não é possível atuar dessa forma. Além disso, é fundamental que o correspondente sempre tenha consigo um cadastro atualizado de todas as pessoas que trabalham com ele.

MEI pode ser correspondente bancário?

Em vários momentos deste artigo, eu citei brevemente o fato de que um correspondente bancário é uma pessoa jurídica. Essa é uma questão que costuma levantar uma dúvida específica: MEI pode ser correspondente bancário.

A resposta é sim. Contudo, há alguns detalhes a serem considerados.

O primeiro deles é bastante básico: um MEI pode ter apenas um funcionário e tem faturamento limitado nesse CNPJ. Assim, se seus planos consideram um crescimento maior do que isso, talvez o MEI não seja a melhor opção.

O outro porém é que, desde 2012, o Código de Classificação de Atividades Econômicas, que corresponderia às atividades de correspondente bancário, já não está mais disponível para quem é MEI. 

Agora, há apenas a categoria “Outras atividades de serviços prestados principalmente às empresas não especificadas anteriormente”, ou a sub-atividade “escritório de representação – filial de empresa estrangeira, exceto de bancos estrangeiros”. Como o Banco Central não tem nenhuma lei que esclareça os pormenores deste problema, a decisão de aceitar essas categorias fica a cargo da instituição financeira que vai contratá-lo. Por isso, antes de tomar qualquer decisão, cheque essas informações com os bancos com os quais você deseja trabalhar!

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