Presta atenção: temos aqui um conteúdo de prova! Mais do que isso: quem deseja trabalhar com investimentos deve entender de risco de carteira.

Portanto, se você ainda não é familiar com esse conceito, chegou a hora de aprendê-lo.

O que é risco de carteira?

Quando se trata de investimentos, é comum falarmos de riscos e retornos. Os retornos são conceitos bem conhecidos: basicamente, são os lucros que um investidor tem a partir de seus títulos.

O risco de carteira, por sua vez, se refere às chances de um investimento trazer prejuízos ao investidor, ou algum retorno baixo. Inflação e crises econômicas, por exemplo, são dois fatores que podem justificar esse risco de carteira.

Dentro do conceito de risco de carteira, temos três tipos principais:

  • Mercado: risco de perda devido às variações de preços de mercado;
  • Operacional: refere-se à qualidade do serviço de determinada instituição;
  • Liquidez: quando o resgate de uma aplicação traz prejuízos, ou quando o investidor não pode recuperar seu dinheiro no momento em que precisa.

Como calcular o risco de uma carteira?

Há uma teoria na qual se afirma o seguinte: o risco de um ativo pode ser diferente quando este se encontra dentro de uma cartela de investimentos. Em outras palavras, isso significa que é mais eficaz calcular o risco de carteira a partir de um conjunto de investimentos, do que simplesmente obter a média de risco de cada um dos títulos.

A fórmula que se utiliza, portanto, para calcular esse risco de carteira é a seguinte: 

Para calcular três ativos, a fórmula é essa: 

Considere que:

  •  ?p é o risco ou desvio-padrão da carteira;
  • W é o peso do ativo na carteira, ou seja, a participação percentual em relação ao total da carteira;
  • ?2 é a variância de dado ativo e “COVA,B” é a covariância do ativo A com o ativo B.

A partir dessa teoria, podemos concluir que um investidor que diversifica a sua carteira ao escolher riscos que se correlacionam negativamente, pode diminuir – e até eliminar – o risco diversificável. Contudo, note que: o risco sistêmico jamais pode ser eliminado.

O que é princípio da dominância?

O princípio da dominância é outro aspecto bem importante aqui. Basicamente, ele diz respeito àquele investidor mais racional, que prefere o investimento que lhe trouxer maior retorno, desde que o nível de risco seja tolerável.

Para entender melhor como esse princípio funciona, temos esse gráfico aqui:

Nesta figura, temos 4 ativos. O ativo 2 domina o ativo 1 e o ativo 3. O ativo 4, por sua vez, também domina o ativo 3

Contudo, não temos nada mais a dizer sobre a relação entre o ativo 2 e o ativo 4, ou sobre a relação entre o ativo 1 e o ativo 3. Por consequência, a escolha de um desses ativos vai depender do perfil de investidor, do quão tolerante ao risco ele é. 

Quando esse princípio é aplicado em todas as combinações possíveis em uma carteira, chegamos à teoria da Carteira de Mínima Variância (CMV).

A CMV tem por objetivo encontrar o que chamamos de fronteira eficiente. De forma simplificada, é um ponto entre todas as combinações possíveis que possuem o menor nível de risco para qualquer retorno superior ao da CMV.

Para entender melhor, dá uma checada nesse gráfico:

Exercícios de risco e retorno de carteira

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