Certificações Financeiras

Principais riscos ao Investidor

Kleber Stumpf
Escrito por Kleber Stumpf em 7 de novembro de 2019

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Você com certeza sabe que alguns investimentos possuem risco, correto? Mas, o que você deve saber é que todos os investimentos possuem riscos e sempre é bom revisá-los.

Se alguém lhe falar que um investimento não tem risco, fuja, pois é cilada. A verdade é que existem investimentos de baixíssimo risco, como é o caso de Caderneta de Poupança, CDB ou mesmo os títulos públicos. Mas, há vários riscos ao investidor que devem ser sempre lembrados.

Bom, vamos começar?

Risco de Crédito

É o risco do calote. Está presente em todos os investimentos de Renda Fixa.

Lembra que somente em Renda Fixa, pois a Renda Variável não possui este tipo de risco.

Risco de Contraparte

É o risco que o investidor pode vir a sofrer, devido a outra parte não cumprir o acordado. Melhor explicando, é também o risco de calote, porém, fora dos produtos de Renda Fixa.

Atualmente, esse risco é mitigado pelas clearings, que registram as transações realizadas no mercado.

E é bem por isso que estudamos as Clearing House, as Casas de Liquidez e Custódia. Pois, a principal função delas é realmente mitigar o risco de contraparte.

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Risco de Mercado

É o risco do preço de qualquer ativo ser alterado pelas oscilações do mercado. As oscilações no mercado, que também chamamos de Volatilidade, podem provocar a valorização dos ativos ou a desvalorização. Até porque, ela varia = oscila.

E neste caso, quanto maior as oscilações, maior será o Risco de Mercado. Além disso, este risco pode ser sistemático ou não sistemático.

Risco de Mercado – Sistemático

Fatores que influenciam eventos econômicos, afetando o preço de todos os ativos no Mercado Financeiro. Além de não diversificável – não tem para onde fugir – este risco é provocado por crises econômicas, políticas, guerras, desastres naturais ou epidemias.

É um risco que afeta todo o sistema.

Risco de Mercado – Não Sistemático

Risco que envolve o preço dos ativos de apenas uma empresa ou setor da economia. É considerado um risco diversificável, sendo possível reduzi-lo a partir da diversificação da carteira de investimentos.

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Diversificação

Para o Mercado Financeiro e de Capitais, é a estratégia de comprar ativos de diferentes empresas e setores econômicos. Essa estratégia pode reduzir o Risco Não Sistemático do investidor, diante das oscilações de preços dos ativos.

Alguns estudos mostram que devemos ter em nossa carteira 12 ações diferentes para ter uma boa diversificação e não perder a eficiência. O que é uma opção de estratégia.

Risco de Liquidez

É a dificuldade do investidor de vender um determinado ativo por um preço justo e no momento desejado. Isso ocorre quando há no mercado mais vendedores do que compradores do ativo em questão.

Mas, quando ocorre a falta de liquidez, a falta de compradores para o ativo se transformar em dinheiro novamente.

Nesta primeira parte finalizei os riscos mais práticos que possuímos em nosso mercado. Agora vou partir com você nos risco que não podemos deixar de lado e nem esquecê-los.

Se liga!

Risco-País

Este risco é um indicador de capacidade de pagamento de um país. Ou seja, é um risco ao investirmos em um país.

Denominado como EMBI+ (Emerging Markets Bond Index Plus) é calculado por Bancos de Investimento e agências de classificação de risco. Para o cálculo é considerado como o nível do déficit fiscal, o crescimento da economia, a relação entre arrecadação e a dívida de um país – as turbulências políticas, etc.

O índice é calculado em pontos básicos, onde cada ponto corresponde a 0,01 ponto percentual de prêmio. Sempre acima do rendimento dos papéis da dívida dos EUA. 

Se o Risco-País do Brasil for 200, por exemplo, isso significa que os estrangeiros “merecem” um prêmio de 2 pontos percentuais de rendimento acima do que paga um igual papel americano.

Quanto maior o EMBI+, maior tem de ser a remuneração que o governo deve oferecer por seus títulos.

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Cross Default

Este não é exatamente um risco, mas é considerado uma cláusula. O Cross Default é um vencimento cruzado. Ele é muito utilizado em produtos com garantia em contratos financeiros e investimentos em Renda Fixa.

Este possui garantia adicional onde todos os vencimentos da empresa podem refletir na dívida que tem essa garantia. Sabe por quê?

Pense, por exemplo, que empresa emite Debêntures com Cross Default. Se houver um atraso no pagamento do aluguel, o agente fiduciário deste ativo pode acionar a empresa para liquidação das mesmas.

Por isso é uma garantia adicional para diminuir o Risco de Crédito dos ativos. 

Risco de Liquidação

É o risco de que a contraparte não entregue os títulos (liquidação física) ou o valor (liquidação financeira) combinados quando foi efetuado o acordo.

Aqui o risco existe após o investidor já ter cumprido a sua parte do acordo. E aqui também existem as Clearing Houses, pois, como já falei, elas conseguem mitigar esse risco.

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