Certificações Financeiras

Risco de Contraparte

Kleber Stumpf
Escrito por Kleber Stumpf em 7 de novembro de 2019
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Nesta série especial estamos tratando sobre os diversos tipos de riscos nos investimentos. Dentre estes um dos fatores super importantes é o risco de contraparte. Você sabe o que é isso?

O risco de contraparte é um risco que parece pouco usual no nosso dia a dia mas que tem uma alta chance de ocorrer principalmente nas pessoas jurídicas. Este é o risco de que um negócio não cumpra as suas obrigações contratuais.

Mesmo que o risco de contraparte lembre o risco de crédito a grande diferença é que este tipo de risco pode existir com uma contraparte com a qual não exista nenhuma relação de financiamento/empréstimo.

No risco de contraparte estão envolvidas duas partes ou mais. Outra diferenças é que apesar de lembrar um risco de crédito nele não há este risco porque quando alguém adianta recursos bens ou serviços para outra parte e essa não paga o valor devido na data do vencimento havendo uma perda potencial de 100% do valor em risco.

No caso do risco de contraparte na maioria das vezes o risco é apenas parcial e depende da variação de preço do ativo negociado. Seguem alguns exemplos para facilitar sua compreensão:

  • Um empresário contrata um corretor de imóveis para vender um galpão e o preço de mercado desse galpão era de R$ 1 milhão. Devido a incompetência do corretor, várias propostas de negócios foram perdidas, pois o e-mail deste não funcionou durante a semana.
    Quando o problema foi descoberto, ocorreu o lançamento de dois empreendimentos similares, na mesma região, que baixaram o valor do galpão para R$ 800 mil. Esta perda de R$ 200 mil foi gerado pela contraparte e pode ocorrer numa infinidade de situações cotidianas.
  • Uma empresa importa uma máquina por US$ 1 milhão e como ela não tem um centavo de vendas em USD, a empresa tem um descasamento cambial, ou seja, tem receitas em reais e uma dívida em dólar. Desta forma a empresa fica exposta a perdas caso nossa moeda se desvalorize.
    Para minimizar este risco a empresa fecha um derivativo com um banco (pode ser um contrato futuro na BMF, um opção, um swap, etc.). E o Trader lá na mesa de operações, muito mais preocupado com mega transações acima dos USD 100 milhões acaba por esquecer de fechar a operação do nosso empresário. Quando se deu conta, no dia seguinte, o dólar tinha se valorizado contra o real em 2%. Nessa historia, nosso empresário pagou 2% a mais por conta da falha da contraparte.

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Da mesma maneira há milhões de operações financeiras que possuem este tipo de risco. Por isso todos devem estimar o risco potencial, determinar limites máximos por exposição com as contrapartes e controlar o risco durante a operação.

Os bancos americanos de investimentos e toda comunidade financeira internacional possuem gigantescos riscos de contraparte uns com os outros. O mercado acredita que o Bear Sterns seria o banco que mais devia dinheiro para suas contrapartes – devido a derivativos com papéis hipotecários – e este seria o motivo de o governo americano tanto ajudar que fosse absorvido. Uma história similar ocorreu com o Lehman Brother na crise d 2008.

Risco de contraparte compreendido? Se você tiver quaisquer dúvidas deixe nos comentários abaixo.

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