A economia é a base de praticamente tudo o que quem deseja seguir uma carreira financeira precisa conhecer. Mas vai além: ela impacta a vida de todos, todos os dias.

Aprender sobre conceitos econômicos pode te ajudar a tomar decisões financeiras mais conscientes, acompanhar políticas públicas e interpretar com mais clareza os debates sobre economia que influenciam nosso cotidiano.

Por isso, nesse assunto, não há espaço para superficialidade: é indispensável compreender minimamente os conceitos econômicos básicos.

E é exatamente por isso que estou aqui hoje: para esclarecer algumas das dúvidas mais comuns sobre o tema. Entre elas:

  • O que é economia?
  • Qual o objeto de estudo da economia?
  • Quem criou o conceito de economia?
  • Quando surgiu o conceito de economia?
  • Como a economia funciona?
  • Quais são os 4 princípios da economia?
  • Qual é o objetivo principal da economia?
  • Qual é a importância da economia para a sociedade?
  • Quais são os tipos de economia?
  • Quais são as divisões da economia?
  • Quais são os conceitos básicos da economia?
  • Como a oferta e a demanda afetam os preços dos bens e serviços?
  • Como as empresas contribuem para a economia?

Fica comigo e veja que entender economia pode ser mais simples do que parece.

O que é economia?

A economia pode ser descrita como o campo de estudo que busca compreender as formas como a sociedade administra a escassez de recursos para atender às necessidades humanas.

Falar disso, claro, é falar de produção, distribuição e consumo. De finanças, riqueza, renda. Ou ainda de termos como juros, inflação, rendimento. Mas não é tudo sobre dinheiro — nem apenas sobre números.

Afinal, veja: a economia é uma ciência social, não uma ciência exata. Seu foco está no comportamento humano em sociedade, que muda conforme o tempo, o contexto e as expectativas. Não à toa, é um campo vivo, orgânico e em constante transformação.

É uma disciplina ampla, que nos ajuda a entender tendências históricas, interpretar as manchetes de hoje e imaginar os anos que virão.

Vale dizer também que a economia, dependendo do foco, pode abranger do muito pequeno ao muito grande. Quando analisa pessoas e empresas individualmente, chama-se microeconomia. Quando observa países ou o mundo, macroeconomia. Mas, sem pressa — sobre isso, falarei melhor em breve.

Qual o objeto de estudo da economia?

Apesar de ser uma ciência bastante ampla, todas as discussões econômicas giram em torno de um mesmo desafio: como utilizar recursos escassos para satisfazer necessidades humanas que são infinitas. Em outras palavras, trata-se de entender o relacionamento entre escolha e escassez.

Esse dilema está no cerne de tudo: das pequenas decisões individuais — como uma pessoa decide gastar o seu dinheiro — até grandes escolhas políticas, como onde o governo deve aplicar seus recursos.

Um microeconomista, por exemplo, pode estudar o impacto de um aumento no preço da eletricidade sobre o consumo das famílias.
Um macroeconomista, por sua vez, pode analisar as flutuações do Produto Interno Bruto (PIB).

Essa forma de pensar vai ao encontro do que defendia Lionel Robbins (1898–1984), importante economista britânico:

  • “A economia é a ciência que estuda o comportamento humano como uma relação entre fins e meios escassos que têm usos alternativos.”

A definição proposta por Robbins — uma +das mais aceitas até hoje — baseia-se em três características fundamentais da condição humana:

  1. Os desejos humanos são ilimitados;
  2. Os recursos são limitados;
  3. Os recursos podem ser utilizados de diferentes maneiras.

Quem criou o conceito de economia?

O conceito de economia é fruto de contribuições de diferentes filósofos, economistas e pensadores ao longo da história. Sua definição não pode, portanto, ser atribuída a uma só pessoa.

Isso posto, é possível encontrar vestígios de sua utilização antes e depois da economia ser compreendida como uma área de estudo à parte.

A palavra “economia” vem da Grécia Antiga, onde a julgar por sua tradução, era utilizada para descrever a forma como uma família administrava sua casa — ou seja, como as pessoas organizavam os gastos e rendimentos do lar.

Mais tarde, durante o mercantilismo, o termo surge como “economia política” (do francês “économie politique”), mantendo a ideia de administração doméstica criada pelos gregos, mas agora aplicada também à gestão pública.

Já o conceito de economia como uma ciência social, utilizado nos dias de hoje, é fundamentado em teorias desenvolvidas a partir do século XVIII. Entre os pensadores mais influentes para o estabelecimento da economia moderna, é possível citar:

  • Adam Smith (1723-1790): criador da famosa teoria da “mão invisível do mercado”, Smith defendeu o liberalismo e a competição como maneiras de promover o crescimento econômico e o desenvolvimento social;
  • David Ricardo (1772-1823): desenvolveu a teoria do “valor-trabalho”, relacionando o valor das mercadorias ao esforço necessário para produzi-las;
  • John Stuart Mill (1806-1873): discutiu a importância da intervenção governamental na economia, como regulação de monopólios e defesa dos direitos dos trabalhadores, visando o bem-estar social.
  • Karl Marx (1818-1883): é famoso principalmente por suas exposições sobre a “luta de classes”, enfatizando a exploração dos trabalhadores pelos capitalistas. Seu nome é central ainda hoje em debates sobre desigualdade e o papel do Estado na economia.

Estes, contudo, são apenas alguns dos nomes importantes que auxiliaram a moldar a economia como disciplina de estudo. A ideia de economia é um organismo vivo que continua a evoluir, moldado por novas correntes de pensamentos e teorias.

Quando surgiu o conceito de economia?

Os primeiros indícios do que hoje chamamos economia — ou, ao menos, dos temas que ela aborda — podem ser rastreados até a Antiguidade.

Contudo, como seu conceito foi desenvolvido e aprimorado ao longo dos séculos, em diferentes regiões do mundo, não é possível determinar com exatidão onde suas bases foram discutidas pela primeira vez.

Diversas civilizações, como gregos, egípcios, babilônios, romanos, chineses, mesopotâmicos e persas, já desenvolviam ideias rudimentares sobre comércio, agricultura, tributação e outros assuntos ligados à economia. Essas eram, entretanto, apenas noções fragmentadas. Não constituíam uma área de estudo organizada.

A concepção de economia como ciência social estruturada, da forma como a conhecemos hoje, é bem mais recente. Embora não haja consenso entre os teóricos, o surgimento do conceito moderno é geralmente atribuído à publicação de A Riqueza das Nações, de Adam Smith, em 1776. 

Por isso, ele é frequentemente chamado de pai da economia moderna.

Na obra, Smith apresenta a teoria da mão invisível do mercado e identifica trabalho, terra e capital como os três elementos fundamentais da produção, responsáveis por impulsionar o desenvolvimento socioeconômico de um país. 

Ele acreditava que a busca individual pelos interesses próprios geraria uma reação em cadeia capaz de impulsionar a economia, beneficiando toda a sociedade.

Como a economia funciona?

A economia funciona pela interação e relações de troca entre famílias, empresas, governos e instituições financeiras. São esses agentes econômicos que, ao atender às próprias necessidades, fazem o dinheiro circular e mantêm o fluxo de bens e serviços.

De forma simples, a demanda nasce do desejo das pessoas por bens e serviços que satisfaçam suas necessidades. A oferta, por sua vez, surge da produção e da venda desses produtos, que garantem a sobrevivência e o crescimento de quem os fabrica e distribui.

Para consumir, é preciso antes produzir — e é isso que leva as pessoas a oferecerem sua força de trabalho em troca de renda.  As empresas, então, utilizam essa mão de obra e o capital gerado pelas próprias vendas para continuar produzindo, mantendo o ciclo em movimento.

Desse processo surgem também os impostos, arrecadados pelo governo e aplicados, em tese, para reduzir desigualdades e garantir serviços básicos à população.
O governo atua ainda na estabilização da economia, controlando juros, inflação e crescimento por meio de suas políticas públicas.

Já as instituições financeiras entram como intermediárias, concedendo crédito a quem precisa de recursos para investir, produzir ou consumir.

É, por meio dessa relação contínua e interdependente, onde cada agente econômico impulsiona o outro, que a economia se mantém viva.

Passo a passo de como a economia funciona 

Para simplificar, o processo descrito acima pode ser ordenado e resumido em uma sequência básica de etapas:

  1. As famílias oferecem força de trabalho às empresas. Em troca, recebem salário pelo serviço prestado;
    • Exemplo: uma costureira trabalha numa confecção de roupas e recebe um salário mensal pelo seu trabalho.
  2. As empresas utilizam esses recursos — trabalho, máquinas, tecidos e capital — para produzir bens e serviços;
    • Exemplo: a confecção usa o trabalho das costureiras, o tecido comprado de fornecedores e o investimento dos donos da empresa para produzir uma nova coleção de roupas.
  3. As famílias utilizam sua renda para comprar e consumir bens e serviços;
    • Exemplo: com o salário recebido, a costureira compra roupas novas para si e para os filhos, paga contas, faz compras no supermercado e, assim, o dinheiro volta a circular na economia.
  4. As empresas vendem seus produtos às famílias e a outros clientes;
    • Exemplo: a loja de roupas vende peças ao público. Uma empresa maior pode também vender em atacado para outras lojas menores revenderem.
  5. O governo fornece bens e serviços públicos e regula a economia;
    • Exemplo: o governo constrói estradas que facilitam o transporte das mercadorias, fiscaliza as condições de trabalho nas confecções e oferece cursos de capacitação profissional em corte e costura.
  6. Os preços coordenam as interações entre famílias e empresas;
    • Exemplo: se o preço das roupas subir demais, as pessoas compram menos. As lojas, percebendo a queda na procura, podem baixar os preços ou oferecer promoções para equilibrar novamente as vendas.
  7. O governo utiliza políticas para gerir a economia;
    • Exemplo: se o consumo cair muito, o governo pode reduzir a taxa de juros para estimular o crédito e o poder de compra das famílias — o que ajuda o setor de vestuário e o comércio em geral. 

Quais são os 4 pilares clássicos da economia?

De um ponto de vista analítico e histórico, a economia busca responder a quatro problemas fundamentais:

  • O que produzir? (quais bens e serviços devem ser feitos);
  • Como produzir? (quais métodos, tecnologias e formas de trabalho serão usados);
  • Para quem produzir? (quem terá acesso ao que é produzido);
  • Quando produzir? (ou com que prioridade, em algumas formulações).

Essas quatro perguntas estão no centro de qualquer sistema econômico — seja ele capitalista, socialista ou misto.

Qual é o objetivo principal da economia?

É possível afirmar que o seu principal objetivo da economia — ou, ao menos, um dos principais — é promover o bem-estar da população pelo uso eficiente dos meios disponíveis.

Para alcançar essa finalidade, a economia busca compreender e aperfeiçoar os processos de produção, distribuição e consumo de bens e serviços, bem como analisar a forma como a riqueza é gerada e repartida na sociedade.

Outro ponto essencial está na avaliação da utilização dos recursos — especialmente os escassos — e os resultados do trabalho coletivo, de modo a atender às necessidades da população de forma equilibrada e sustentável.

Assim, a economia contribui para manter o equilíbrio entre oferta e demanda, incentivar o crescimento e reduzir desigualdades, garantindo o funcionamento saudável do sistema econômico e a melhoria da qualidade de vida.

Qual é a importância da economia para a sociedade?

A associação direta da economia com os editoriais especiais de jornais e telejornais faz com que muitas pessoas caiam no erro de considerá-la um tema distante e complicado, reservado aos investidores e grandes corporações. Contudo, ela não é chamada de ciência social à toa. As decisões econômicas e o desempenho da economia refletem diretamente no dia a dia de todos os cidadãos, das famílias, e da sociedade como um todo.

A economia se faz presente em exemplos rotineiros, como:

  • Preço da cesta básica e da gasolina;
  • Preço do transporte público;
  • Financiamento de um carro ou casa própria;
  • Tributação (impostos);
  • Prestação de serviços públicos;
  • Níveis de inflação;
  • Taxas de desemprego;
  • Câmbio de moedas estrangeiras;
  • Contas de água, luz e gás.

Desse modo, entre os principais papéis desempenhados pela economia na sociedade, é possível citar:

  • Distribuição de renda: os sistemas econômicos e as políticas econômicas podem afetar a distribuição de renda, incidindo no aumento ou diminuição da desigualdade;
  • Mercado de trabalho: o desempenho da economia influencia a oferta de empregos; crescimento econômico tende a gerar mais vagas, enquanto recessões aumentam o desemprego;
  • Inflação e deflação:  impactam diretamente o poder de compra. Inflação alta reduz o valor do dinheiro; deflação faz o contrário;
  • Políticas econômicas: a soma das políticas econômicas, monetárias e fiscais têm impacto direto na estabilidade da economia e no desenvolvimento social;
  • Políticas públicas: os dados econômicos são essenciais para o desenvolvimento de programas de bem-estar social e políticas centradas em áreas essenciais para a sociedade como a educação, saúde e segurança; 
  • Mercados financeiros: o desempenho da economia também afeta diretamente o mercado de capitais, influenciando a flutuação do preço das ações, títulos e outros ativos financeiros.

Quais são os tipos de economia?

Ao longo da história, a humanidade desenvolveu diferentes formas de organizar a produção e a distribuição de bens e serviços, refletindo necessidades, tecnologias e contextos sociais. Isso significa que os tipos de economia podem ser vistos e agrupados de formas diferentes, dependendo de como se analisa cada aspecto.

É possível, por exemplo, falar de tipos históricos de economia e tipos contemporâneos. Além disso, prova de que a economia é um termo sempre em aberto, também é possível identificar novas tendências que surgem à medida que a sociedade muda e se reinventa.

Para facilitar, apresento abaixo os principais tipos de economia dentro de cada um desses grupos.

Tipos históricos de economia

Com um recorte mais amplo da evolução histórica, esses modelos ajudam a entender como a humanidade organizou a produção e o consumo ao longo do tempo:

  • Primitivismo: indivíduos produzem o que precisam para sobreviver; consumo e produção são locais e limitados;
  • Feudalismo: economia organizada por classes sociais, com produção agrícola controlada pelos senhores feudais;
  • Capitalismo: indivíduos e empresas privadas detêm os meios de produção; decisões econômicas são guiadas pelo mercado e pela oferta e demanda;
  • Socialismo: produção e decisões econômicas planejadas coletivamente, buscando distribuição mais igualitária;
  • Comunismo: variação do socialismo com centralização do Estado sobre a produção e os recursos.

Tipos contemporâneos de economia

Esses modelos refletem como diferentes países estruturam e administram suas economias nos dias de hoje:

  • Economia de mercado: os preços e as decisões sobre como, de que forma e para quem produzir são tomadas pelo mercado e determinadas pela relação entre a demanda e a oferta. Os Estados Unidos são o maior exemplo desse modelo econômico;
  • Economia de mercado livre: variante teórica da economia de mercado, esse modelo defende uma economia com pouca ou mesmo nenhuma intervenção do Estado;
  • Economia planejada: também conhecida como economia socialista, se baseia no controle do governo sobre a produção e a distribuição dos bens e serviços, com o objetivo de promover a igualdade social. É o sistema em vigência em Cuba;
  • Economia de comando: variação extremada da economia planejada, esse regime é baseado no controle total do Estado sobre os aspectos econômicos, como a propriedade dos meios de produção, alocação de recursos e fixação de preços. O exemplo mais conhecido é a Coreia do Norte;
  • Economia mista: combina conceitos da economia planejada e da economia de mercado, como o direito à propriedade privada e o desenvolvimento de políticas sociais. É o tipo de economia adotado pela maioria da Europa ocidental;
  • Economia de subsistência: cada vez menos comum e restrito a pequenas comunidades isoladas, trata-se de um modelo onde é produzido somente o essencialmente necessário para o atendimento das necessidades básicas.

Novas vertentes

Além desses dois grupos, novas tendências econômicas vêm surgindo constantemente, refletindo as preocupações e mudanças sociais do momento. Exemplos incluem:

  • Economia colaborativa: compartilhamento de bens e serviços (Uber, Airbnb, coworkings);
  • Economia do conhecimento: lucro por meio da criatividade, educação e tecnologia;
  • Economia verde: desenvolvimento sustentável, consumo consciente, energias limpas;
  • Economia circular: reaproveitamento de resíduos como matéria-prima para novos produtos;
  • Economia da nostalgia: tendência bastante atual, a economia da nostalgia é caracterizada pela produção e consumo de bens que remetem ao passado e à memória afetiva.

Atenção: diferente dos tipos de economia abrangidos pelos modelos históricos e contemporâneos, estes aqui  não representam sistemas econômicos completos. São apenas vertentes ou adaptações dentro dos modelos já existentes.

Quais são as divisões da economia?

Embora teorias mais modernas sejam divergentes quanto ao número de divisões da economia, tradicionalmente os estudos são divididos em dois grandes grupos:

  • Microeconomia: estuda o comportamento econômico individual na tomada de decisões do dia a dia. Analisa como consumidores, trabalhadores, famílias, empresas ou gestores gastam, produzem ou investem;
  • Macroeconomia: estuda a performance da economia de uma nação. Analisa temas como renda, emprego, taxas de juros, preços, inflação e a natureza dos ciclos econômicos nacionais, mostrando como esses fatores afetam a sociedade.

A associação é bastante clara: como o próprio nome indica, a microeconomia trata do “micro” — decisões individuais e específicas — enquanto a macroeconomia lida com o “macro” — o panorama geral da economia, englobando toda a sociedade e os grandes indicadores nacionais. 

Assim mesmo, para evitar confusão, cabe colocar esses grupos lado a lado em uma tabela comparativa:

AspectoMicroeconomiaMacroeconomia
FocoComportamento econômico individualEconomia de toda a nação
AnalisaConsumidores, famílias, trabalhadores, empresas e gestoresRenda nacional, emprego, inflação, preços, taxas de juros, ciclos econômicos
ObjetivoEntender decisões diárias e escolhas entre alternativasCompreender o desempenho econômico global e formular políticas
Exemplos comunsComo um consumidor decide gastar seu dinheiro; como uma empresa define preçosTaxa de desemprego, crescimento do PIB, políticas monetárias e fiscais

Vale destacar, porém, que a expansão dos temas e demandas que moldam o campo das ciências econômicas torna essa divisão clássica limitante. Hoje, muitos pensadores abordam ramos mais segmentados da Economia, entre os mais conhecidos:

  • Economia pública: analisa o fornecimento de bens e serviços coletivos pagos por impostos;
  • Economia agrícola: estuda os impactos econômicos no setor agrícola e vice-versa;
  • Economia financeira: foca em instituições e mercados financeiros;
  • Economia internacional: avalia políticas econômicas internacionais e vantagens competitivas de países;
  • Economia do trabalho: investiga dados do mercado de trabalho, como salários e taxa de desemprego;
  • Economia gerencial: aplica análises microeconômicas para apoiar decisões corporativas.

Quais são os conceitos básicos da economia?

Amplo por natureza, o termo economia reúne diversos conceitos-chave que se conectam e formam a base do seu estudo, como juros, oferta e demanda, inflação, mercado, entre outros.

A lista é realmente extensa, mas não tem jeito: compreender cada conceito e como eles se relacionam é essencial para entender o funcionamento da economia.

Para facilitar, apresento abaixo um “mini-glossário” com os conceitos básicos mais importantes, organizados em grupos. Assim, você consegue visualizar melhor como eles se conectam e o que cada um nos ajuda a compreender.

Conceitos centrais

Estes conceitos ajudam a entender como preços, consumo e políticas públicas afetam a vida de todos.

ConceitoO que éExemplo prático
JurosCusto do dinheiro ao longo do tempo ou remuneração por emprestar recursosValor extra pago em um empréstimo ou recebido em um investimento
Oferta e demandaRelação entre quantidade disponível de bens/serviços e interesse dos consumidores, determinando preçosUm carro muito procurado e pouco disponível tem preço mais alto
InflaçãoAumento generalizado dos preços ao longo do tempo, reduzindo o poder de compraO preço do pão ou da gasolina sobe, diminuindo o valor do dinheiro
DeflaçãoQueda generalizada dos preços ao longo do tempo, oposta à inflaçãoPreços da gasolina ou da cesta básica recuam
Indicadores econômicosMétricas que medem a saúde da economiaPIB, taxa de desemprego, balança comercial
ImpostosValores cobrados pelo Estado sobre renda, consumo ou patrimônioIR, IPTU, ICMS, IOF
Custo de oportunidadeValor do que se perde ao escolher uma alternativaAo comprar um imóvel, você abre mão do retorno que poderia obter investindo em ações; ao investir em ações, deixa de economizar com aluguel

Produção e recursos

Este grupo mostra como pessoas, empresas e capital se combinam para gerar bens e serviços.

ConceitoO que éExemplo prático
CapitalRecursos usados para gerar riquezaMáquinas, dinheiro ou mão de obra especializada
InvestimentoAplicação de recursos para gerar riqueza futuraAbrir um negócio ou investir na bolsa
EscassezRecursos limitados para desejos ilimitadosÁgua, petróleo, alimentos

Mercados e agentes

Aqui é possível ver como diferentes participantes do mercado interagem e definem preços, produção e concorrência.

ConceitoO que éExemplo prático
MercadoEspaço onde ocorrem trocas de bens e serviçosSupermercado, loja online, bolsa de valores
Setor público e privadoGoverno e iniciativa privadaEscolas públicas e privadas
Competição e monopólioEstrutura de mercadoVários postos competindo ou um único fornecendo gasolina na cidade

Macroeconomia e sociedade

Estes conceitos ajudam a apresentar o panorama geral da economia e como ela afeta toda a população.

ConceitoO que éExemplo prático
RendaTotal de recursos ganhos por uma pessoa ou famíliaSalários, lucros, rendimentos de investimentos ou aluguéis recebidos
Distribuição de rendaForma como a riqueza é divididaDiferenças entre ricos e pobres
Ciclo econômicoFases de expansão e recessão da economiaPeríodos de crescimento seguidos de crise
Equilíbrio de mercadoPonto onde oferta e demanda se igualamPreço que deixa vendedores e compradores satisfeitos
CâmbioRelação de valor entre moedas diferentesQuantos reais você recebe por um euro

Como a oferta e a demanda afetam os preços dos bens e serviços?

Um dos princípios fundamentais da economia, a Lei da Oferta e da Demanda é o principal mecanismo que regula os preços em um mercado. Ela descreve a relação direta entre o valor de um bem ou serviço e o nível de procura por ele.

A oferta refere-se à quantidade de bens ou serviços que produtores e vendedores estão dispostos a disponibilizar por determinado preço. Fatores como custos de produção, avanços tecnológicos, regulamentações e concorrência podem influenciar esse lado da equação.

A demanda, por sua vez, representa o interesse dos consumidores — quanto desejam determinado produto e quanto estão dispostos a pagar por ele. Essa variável flutua conforme a renda, a disponibilidade de produtos semelhantes, a escassez e outros fatores.

Grosso modo, quando a demanda por um produto aumenta e supera a oferta, os preços também tendem a subir, incentivando o aumento da produção. Por outro lado, quando a oferta é maior que a procura, os preços caem e a produção é reduzida.

Embora o conceito não tenha um autor único, seu funcionamento já era percebido antes mesmo de ser formalizado. O economista James Steuart foi o primeiro a registrar o termo em 1767, mas John Locke, em uma carta de 1691, já descrevia a ideia:

  • “O preço de qualquer mercadoria sobe ou desce de acordo com a proporção do número de compradores e vendedores.”

Na teoria, em um mercado de concorrência perfeita, as decisões dos agentes econômicos se ajustam naturalmente, até que oferta e demanda entrem em equilíbrio — o ponto em que o preço se estabiliza.

Como as empresas contribuem para a economia?

Ao lado do Estado, das famílias e dos investidores, as empresas compõem o grupo de agentes econômicos que sustentam o funcionamento do mercado e da economia como um todo. 

Como vimos no tópico anterior, são elas as principais responsáveis pela oferta de bens e serviços — mas o seu papel vai muito além disso.

Antes de mais nada, vale destacar que as empresas se dividem em dois grandes grupos, que se relacionam entre si e com os demais agentes econômicos, colaborando de formas distintas:

  • Empresas não financeiras: englobam todas as companhias que produzem e comercializam bens ou serviços de diferentes naturezas, exceto produtos financeiros;
  • Instituições financeiras: lidam diretamente com produtos financeiros, captando poupança e oferecendo crédito para investimentos produtivos, tanto de pessoas físicas quanto jurídicas.

Em uma relação de interdependência, as famílias oferecem sua mão de obra às empresas não financeiras, que a utilizam para produzir e distribuir bens e serviços. Assim, além de fornecer produtos, as empresas também são grandes geradoras de emprego e renda.

A concorrência entre elas, por sua vez, estimula a inovação — o desenvolvimento de novas tecnologias, processos e soluções que mantêm a economia dinâmica e em constante evolução.

Já as instituições financeiras cumprem outro papel essencial: canalizam os recursos poupados por famílias e empresas, repassando-os para quem precisa de financiamento — inclusive o próprio Estado.

Em suma, as empresas produzem, empregam, inovam e impulsionam o crescimento. São, em muitos sentidos, o motor que mantém a economia de uma nação em movimento.

Como aprender sobre os conceitos de economia?

Muita gente não percebe, mas aprender sobre economia começa por observar o mundo à nossa volta. Cada ida ao mercado, cada imposto pago ou notícia sobre emprego e inflação é, na prática, uma pequena aula.

O primeiro passo é entender os conceitos básicos — como oferta e demanda, escassez e custo de oportunidade — que explicam como famílias e países tomam decisões que influenciam o nosso dia a dia.

Para isso, vale tudo: acompanhar fontes confiáveis de notícias, ler livros introdutórios ou assistir a documentários e vídeos feitos por especialistas.

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Comentários

Jessica Silva - 20/10/2016

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TopInvest - 20/10/2016

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Fagundes - 14/11/2016

Interessante.

TopInvest - 15/11/2016

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Lucas - 16/12/2016

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TopInvest - 17/12/2016

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Breno Pereira - 19/11/2017

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Kleber Stumpf - 19/11/2017

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gabriel gauzelia - 31/05/2019

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Kleber Stumpf - 02/06/2019

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Alan Reis - 31/10/2019

Boa tarde preciso de uma ajuda sobre conceitos poderiam me ajudar ?

Kleber Stumpf - 01/11/2019

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LBLV Brasil - 23/12/2019

Muito bacana este conteúdo sobre conceitos de economia, me ajudou bastante. Obrigado!

Kleber Stumpf - 06/01/2020

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eptimus Tabatinga - 31/10/2023

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Elísio Mendonça - 27/11/2023

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Cândido cole - 29/02/2024

obrigado co conteudo foi muito fundamental, nada mais que agradecer.

Cândido cole - 29/02/2024

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Michele Evangelista Da Silva - 29/02/2024

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Firmino Lopes Hossi - 19/06/2024

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Neves Wachimani Bulaunde - 19/07/2024

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Magda Gaspar Vinevala - 09/09/2024

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Chelsia José - 08/11/2024

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Florência Jorge - 21/03/2025

Gostei do artigo, claro e objetivo. Obrigada!

Cecilia - 22/03/2025

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Airini - 12/04/2025

Muito interessante. Amei😘

marinela - 21/04/2025

gostei deste site bastante esclarecedor . muito obrigada

Edvânia Neves - 23/05/2025

Gostei muito deste artigo foi muito claro,vou começar a seguir mas este site!!! Muito obrigado

TELMA Santos Silva - 27/05/2025

Este artigo é ideal para estudantes de Sociologia no Ensino Médio pois, agrega ideias básicas sobre economia e a sua importância para o desenvolvimento da socidade a partir de sua própria história.

LARAH KAYLANE REBOUCAS SILVA - 23/08/2025

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Pedro - 18/10/2025

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Zikua Eduardo - 24/10/2025

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