Análise Técnica e Análise Fundamentalista. A análise técnica e a análise fundamentalista são as duas maiores escolas de análise, sendo cada uma com uma linha de pensamento bem distinto uma da outra sem considerarmos as grandes diferenças de pensamento dentro da mesma escola.

Já foi comprovado diversas vezes a eficiência das duas linhas de pensamento.

No começo do século até os anos noventa, onde a informação era mais escassa e não robotizada a análise fundamentalista era predominante, já hoje com as diversas ferramentas computadorizadas de análise e até mesmo robôs operando nas bolsas de valores, a análise técnica vem ganhado espaço e já é sem sobra de dúvidas a mais popular.

Mas, se é comprovado que as duas são eficientes, por que não se houve de juntar as duas escolas?

Não seria maravilhoso a análise fundamentalista nos dizer o que comprar e a análise técnica quando comprar ou vender?

Por mais fácil que pareça, a grande diferença da base teórica das escolas dificulta o processo uma vez que cada investidor fica inclinado a preocupar-se mais com uma do que outra.

Análise Técnica

A análise técnica moderna está baseada nos estudos de Charles Dow desenvolvidos junto com Edward D. Jones no início do século XX, Dow publicava suas percepções sobre o mercado semanalmente no jornal “The Wall Street Journal”.

Posteriormente reunidos estes textos, podemos considerar como a base da teoria de Dow. A análise gráfica ou análise técnica de maneira simples, é a utilização dos gráficos de preços para tomar decisões de compra e venda de ativos financeiros.

A análise técnica hoje é composta pela teoria de Dow, que consiste nas tendências dos movimentos de mercado e diversos outros indicadores como Volume, Médias Móveis, Índice do Força Relativa, Bandas de Bollinger e outros. Cada um com uma base de cálculo e uma utilização diferente.

As principais características da análise gráfica são:

–> Analisa padrões nos gráficos de preços;

–> Operações com alto gerenciamento de risco;

–> Operações de curtíssimo prazo (1min) até médio prazo (semanas);

–> Ponto de entrada bem definidos;

–> Utilizado para especulação;

–> Útil em outros ativos como Comodites e Índices Futuros;

Análise Fundamentalista

Quem busca investimentos com boa rentabilidade no longo prazo como forma de poupança ou mesmo de formação de uma previdência complementar provavelmente vai se identificar mais com a análise fundamentalista, escola mais tradicional dos estudos de mercado.

É claro que nem todo mundo será capaz de se transformar em um Warren Buffet, grande entusiasta dessa complexa vertente de análise.

Mas vale a pena compreender alguns dos conceitos que a norteiam. A análise fundamentalista busca, basicamente, avaliar a saúde financeira das empresas, projetar seus resultados futuros e determinar o preço justo para as suas ações.

Para isso, os analistas levam em consideração os chamados fundamentos da empresa, isto é, todos os fatores macro e microeconômicos que influenciam no seu desempenho.

A partir de uma minuciosa análise de todos eles, é possível projetar os resultados da companhia no longo prazo, em geral num período de cinco a dez anos.

“A análise fundamentalista é uma foto do momento da empresa, que permite aos analistas projetar o futuro”, resume Samy Dana, professor de finanças da FGV-SP.

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Por buscar entender todos os fatores que influenciam o desempenho dos negócios de uma companhia, a análise fundamentalista encara o investimento em ações de uma maneira especial: o investidor se torna sócio da empresa.

Uma boa análise leva em conta tanto fatores macro quanto microeconômicos. Nós sabemos que as empresas não dependem só delas mesmas.

Em um momento de crise, por exemplo, mesmo aquelas que tomam atitudes acertadas podem ter problemas. Os principais fatores levados em consideração pela análise fundamentalista são:

–> LPA (Lucro Por Ação);

–> P/L (Preço por Lucro);

–> VPA (Valor Patrimonial da Ação);

–> EBIT (Lucro antes de impostos e despesas financeiras);

–> Margem Líquida;

–> Liquides Corrente;

–> Patrimônio;

–> Lucro;

–> Receita Líquida;

–> ROE (Retorno sobre o Patrimônio);

–> Dívida sobre o Patrimônio Líquido;

–> Comparação Setorial;