Imagine não apenas se tornar oficialmente um planejador financeiro, como ainda ter destaque internacional com um dos selos de maior prestígio do mercado. Assim é ter a CFP, da Planejar.

Este selo não abre somente portas em terras brasileiras, mas em outros países também — Estados Unidos e Canadá, por exemplo, apenas para citar dois deles. 

Quanto ao mercado, está aquecido: o Brasil ainda não tem tantos profissionais certificados pela CFP quanto em outros lugares, mas os números já estão aumentando, então, recomendo que você comece ir atrás da aprovação se quiser aproveitar esta crescente.

Não sabe por onde começar? Comece por aqui. Respondi neste artigo todas as dúvidas que você possa ter sobre a CFP. Olha só:

  • O que é CFP?
  • É possível ser Bancário e CFP ao mesmo tempo?
  • Qual o impacto da certificação CFP na carreira?
  • Vale a pena conquistar o CFP?
  • Como obter a certificação CFP?

No final, deixei uma dica de curso preparatório para você conquistar sua CFP de primeira, com um método exclusivo e imbatível. Bora?

O que é CFP?

CFP é a sigla para Certified Financial Planner — uma certificação financeira internacional, que habilita profissionais a trabalharem como planejadores financeiros pessoais. Como este selo segue os padrões mais altos de excelência, é uma distinção bem grande para se ter no currículo.

Com essa certificação, você comprova que tem conhecimento em todas áreas relacionadas ao planejamento financeiro, bem como a experiência profissional e as habilidades necessárias para desenvolver planos personalizados para seus clientes.

O selo ainda atesta a sua capacidade de gerir patrimônios familiares ou individuais, seja a curto, médio ou longo prazo.

O que faz um planejador financeiro?

Um planejador financeiro é uma espécie de consultor, que ajuda pessoas, famílias ou empresas a gerenciar suas finanças para atingir objetivos de curto, médio e longo prazo. Na prática, isso significa analisar a situação financeira atual, criar estratégias personalizadas e prestar orientações sobre investimentos, seguros e planejamento tributário.

Dá uma olhada nessa visão mais detalhada do dia a dia de um planejador com CFP:

  • Diagnóstico financeiro: envolve a análise de receitas, despesas, dívidas e investimentos para se ter um panorama completo das finanças do cliente;
  • Criação de plano financeiro: com base nas metas do cliente (aposentadoria e compra de imóveis, por exemplo), o profissional com CFP desenvolve um planejamento financeiro personalizado;
  • Otimização de orçamento: ajuda a identificar eventuais pontos de melhoria e economia do cliente, para então organizar gastos e dívidas de forma a otimizar o orçamento e reduzir o grau de endividamento;
  • Recomendação de investimentos: sugere produtos financeiros e investimentos que se alinham ao perfil e aos objetivos do cliente;
  • Planejamento tributário: auxilia na busca por estratégias para reduzir a carga tributária de forma legal, por meio de instrumentos como a previdência complementar, por exemplo;
  • Gestão de seguros e sucessão: oferece orientações completas sobre seguros e planejamento sucessório, especialmente para clientes com patrimônio a gerenciar;
  • Acompanhamento e ajustes: monitora o progresso do plano desenvolvido e faz os ajustes necessários conforme as mudanças na vida do cliente e nas condições de mercado.

É possível ser bancário e CFP ao mesmo tempo?

Não! As funções de bancário e planejador financeiro CFP representam um conflito de interesses. Por isso, não é possível exercer as duas ao mesmo tempo. O que pode acontecer é você ter a CFP no currículo e trabalhar em outra função que não seja a de planejador.

Veja bem: enquanto bancária, uma pessoa é funcionária de uma instituição financeira e, como tal, trabalha com metas e deveres específicos. Um deles é, em geral, oferecer aos clientes produtos do banco em questão, mesmo quando esse produto não é exatamente a melhor opção do mercado para o cliente.

Em termos mais diretos, o dever geral de um bancário é fazer o melhor para o banco, não necessariamente para os clientes. 

o planejador financeiro precisa colocar os interesses do cliente acima de qualquer coisa. Isso pode significar, por exemplo, ter que recomendar um produto financeiro diferente daquele que o banco oferece — e aqui é um dos possíveis conflitos de interesse que existem na relação entre as duas funções.

Então, caso o seu objetivo profissional seja trabalhar em banco, talvez nesse momento o que faça sentido para você sejam as novas certificações da Anbima — CPA, C-Pro R e C-Pro I.

Quem tem CFP pode trabalhar onde?

No Brasil, alguns dos caminhos que a certificação CFP abrem são:

  • Escritórios de planejamento financeiro independente: conhecidos como fee-only, cobram os clientes somente pelo serviço, não pela comissão de produtos. A rotina inclui organização patrimonial, planejamento financeiro e aconselhamento geral;
  • Consultorias: são empresas de consultoria patrimonial e de investimentos, registradas na CVM e cujos planejadores lidam com planejamento tributário básico e construção de planos financeiros;
  • Escritórios de assessores de investimentos: o CFP até pode trabalhar nesses lugares como planejador, mas sem receber comissionamento de produtos, pois isso geraria um conflito de interesses;
  • Planejador particular de famílias: bem comum para CFPs no mundo todo. Aqui, a rotina inclui gestão patrimonial, sucessão, governança familiar e educação financeira;
  • Escritórios de contabilidade e consultorias multidisciplinares: empresas assim costumam ter um pilar financeiro, no qual os profissionais lidam com estruturas societárias, sucessão patrimonial, planejamento tributário e finanças pessoais de empresários.

Mundo afora, CFPs podem trabalhar em escritórios de wealth management, de investment advisors, consultorias independentes, departamentos financeiros de grandes empresas ou de forma particular, para indivíduos e famílias. Essas possibilidades todas são bem comuns na América do Norte, no Reino Unido, na Austrália e em Singapura, inclusive. 

Lembre-se: enquanto planejador financeiro certificado pela CFP, você não pode trabalhar em bancos varejistas, corretoras que pagam comissão, seguradoras com metas comerciais e plataformas que remuneram por distribuição — em todos estes, a função representaria um conflito de interesses.

Mas atenção: apenas ter a CFP não traz limites para a sua carreira. O conflito de interesses existe especificamente no ato de desempenhar a função de planejador financeiro nessas instituições.

Qual o impacto da certificação CFP na carreira?

A certificação CFP transforma a carreira porque muda, antes de tudo, a forma como o mercado enxerga você. Afinal, ela é um selo internacional de excelência. Então, ao obter o título, você sinaliza que domina as finanças pessoais de ponta a ponta — investimentos, gestão de riscos, planejamento tributário, aposentadoria, seguros e sucessão. 

Mas o impacto, é claro, vai além do prestígio — a CFP abre portas que não costumam se abrir para quem está fora desse círculo. É comum que profissionais certificados sejam priorizados em posições de planejamento patrimonial, consultorias financeiras independentes, multifamily offices, áreas de wealth management e até projetos de educação financeira corporativa. 

Com ela, você tem mais chances de migrar para funções mais analíticas, mais estratégicas e, óbvio, melhor remuneradas. E para quem quer empreender como planejador independente, o título funciona como um diferencial competitivo imediato — algo que encurta o caminho até construir autoridade, atrair clientes e cobrar honorários mais altos.

No fim das contas, a CFP é um excelente caminho para quem está em busca de uma reorganização na carreira e ampliação do próprio alcance profissional.

Vale a pena conquistar a CFP?

Se você almeja trabalhar com planejamento financeiro e reconhecimento internacional, vale a pena conquistar a CFP sim — o selo eleva instantaneamente seu nível como profissional de finanças pessoais. 

Afinal, a CFP prova que você domina investimentos, planejamento tributário, previdência, seguros, sucessão e gestão de riscos com profundidade. Consequentemente, isso aumenta a sua credibilidade, atrai melhores oportunidades e diferencia você em um mercado cada vez mais competitivo, onde clientes e empresas buscam alguém realmente qualificado para orientar decisões financeiras complexas.

E ainda tem mais: a CFP abre caminhos que dificilmente se abrem sem essa credencial: atuação em consultorias independentes, multifamily offices, wealth management, planejamento patrimonial e educação financeira corporativa. Para quem quer empreender como planejador financeiro, então, o título acelera a construção de autoridade e permite cobrar honorários mais altos desde o início. 

Agora, uma curiosidade: a Planejar, desenvolvedora da CFP, registrou 230.000 profissionais certificados pelo selo em 2024. Embora o aumento em relação a 2023 seja expressivo — pouco mais de 13%, ainda é um número pequeno para um país de dimensões continentais como o Brasil. 

Então, a minha dica é que você aproveite esse momento de crescente no número de profissionais para sair na frente em um mercado onde a competição só tende a crescer nos próximos anos.

Como obter a certificação CFP?

Para obter a certificação CFP, é preciso comprovar ensino médio completo. Além disso, o caminho é o seguinte:

  • Obter aprovação no exame;
  • Completar em 90 dias o curso da CFP e receber aprovação na entrega do Plano Financeiro solicitado;

Depois das aprovações, é preciso comprovar a experiência profissional no atendimento direto com cliente pessoa física por pelo menos cinco anos, além de aderir ao Código de Conduta Ética e Responsabilidade Candidato e Melhores Práticas.

Abaixo, te explico melhor o que é cada etapa. 

Aprovação no exame

O exame da CFP é realizado três vezes ao ano e testa seus conhecimentos dentro dos padrões globais da certificação, estabelecidos pelo Financial Planning Standards Board (FPSB). Além disso, você pode escolher entre duas opções de provas: modular ou completa. Ao todo, são 140 questões, e a duração do exame completo é de 7h.

Veja quais são os módulos atuais:

  • Módulo I – Planejamento Financeiro;
  • Módulo II – Gestão de Ativos e Investimentos;
  • Módulo III – Planejamento de Aposentadoria;
  • Módulo IV – Gestão de Riscos e Planejamento de Seguros;
  • Módulo V – Planejamento Fiscal;
  • Módulo VI – Planejamento Sucessório.

A partir de abril de 2026, porém, essa estrutura será outra:

  • Módulo I – Planejamento Financeiro: Princípios, Processos e Habilidades;
  • Módulo II – Gestão Financeira;
  • Módulo III – Planejamento de Investimentos e Gestão de Ativos;
  • Módulo IV – Planejamento de Aposentadoria;
  • Módulo V – Planejamento de Seguros e Gestão de Risco;
  • Módulo VI – Planejamento Tributário;
  • Módulo VII – Planejamento Patrimonial e Sucessório;
  • Módulo VIII – Psicologia no Planejamento Financeiro.

A quantidade de questões e duração do exame completo seguirão as mesmas. Os requisitos para aprovação são:

  • Exame completo: mínimo de 70% sobre o total de questões da prova + mínimo de 50% de acertos em cada módulo individualmente;
  • Exame modular: mínimo de 70% de acertos em cada módulo. Nesse formato, não é possível compensar a nota com um módulo diferente.

Depois da aprovação no primeiro módulo, você tem até 24 meses para receber a aprovação nos demais.

Além disso, depois que você receber aprovação no exame total ou em todos os módulos, tem um prazo de 3 anos, contados a partir da data da aprovação, para comprovar os requisitos de educação e experiência profissional.

Curso da CFP 

Após a aprovação no exame, é preciso participar do curso Planejamento Financeiro – Como Desenvolver um Plano Financeiro, além de entregar um plano financeiro feito por você.

A partir da inscrição no curso, você tem 90 dias para terminá-lo. Nele, você vai passar por 8 módulos, cuja carga horária total cerca 138 horas:

  • Módulo 1 – Planejamento Financeiro Integrado (15 horas)
  • Módulo 2 – Gestão Financeira (15 horas);
  • Módulo 3 – Gestão de Risco (10 horas);
  • Módulo 4 – Gestão de Ativos (15 horas);
  • Módulo 5 – Planejamento de Aposentadoria (25 horas);
  • Módulo 6 – Planejamento Tributário (15 horas);
  • Módulo 7 – Planejamento Sucessório (15 horas);
  • Módulo 8 – Síntese e Recomendação, Implementação, Monitoramento e Plano Financeiro (25 horas).

Aqui, os critérios de avaliação são os seguintes:

  • Nota dos testes dos oito módulos (peso 20%);
  • Nota das sete etapas do “Construindo o Plano Financeiro” (peso 20%);
  • Nota do teste final (peso 60%);
  • Avaliação do Plano Financeiro (que pode ser regular, boa ou muito boa).

Para aprovação e habilitação nessa etapa, a nota mínima é composta por 70% ou mais de aproveitamento no curso, além de obter conceito “bom” ou “muito bom” na avaliação do Plano Financeiro.

A certificação CFP tem validade de dois anos. Para manter ela regular, é preciso cumprir com essas obrigações:

  • Pagamento da anuidade;
  • Lançamento de 30 créditos no programa de educação continuada;
  • Ratificar a adesão ao código de ética;
  • Realizar atualização cadastral.

Passe de primeira na CFP

Acredite: essa não é uma missão impossível para quem estuda com a gente. O curso preparatório CFP Planejar da Top é desenvolvido a partir de um método exclusivo, feito especialmente para te trazer a aprovação, seja no exame completo ou nos modulares. São mais de 340 aulas, suporte online dos professores, 17.000 questões comentadas e a garantia de um material atualizado com o edital em vigência. Bora conquistar o mundo com a gente?

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Comentários

Marcos goes - 22/11/2020

Ótimo trabalho! Após perder muito tempo na internet encontrei esse blog que tinha o que tanto procurava. Parabéns pelo texto e conteúdo, temos que ter mais artigos deste tipo na internet. Gostei muito. Meu muito obrigado!!!