Carreiras da Área Financeira

Turnover nos bancos: como se adaptar

Kleber Stumpf
Escrito por Kleber Stumpf em 14 de maio de 2021

Algumas semanas atrás, as demissões em massa no Banco do Brasil deram o que falar nos portais de notícias. Por consequência, muito profissional do ramo ficou apreensivo com o impacto desse tipo de turnover em suas carreiras.

Mas espera aí: o que é turnover?

Turnover é a rotatividade de uma empresa

Em um banco, funcionários são demitidos e admitidos. Isso, aliás, é comum a qualquer empresa – e é chamado de “rotatividade”, ou turnover.

Quando o turnover é alto, gera preocupação. Afinal, significa que muitos funcionários estão sendo desligados – o que pode causar medo do desemprego, ou manchar a reputação da empresa.

Em relação aos bancos, o turnover teve várias justificativas. Uma delas foi a queda do lucro nas instituições financeiras. Outra tem a ver com a digitalização. Com tantos serviços migrando para ambientes virtuais, muitos espaços físicos (e funcionários) se tornaram desnecessários.

Todo esse contexto parece unicamente negativo. Entretanto, se o analisarmos com astúcia, podemos identificar uma forma de contornar esse problema:

A busca pela adaptação

Quando conhecemos determinada situação, o melhor que podemos fazer é descobrir como se adaptar a ela. Nessa, não é diferente.

O mercado financeiro está em constante mudança. Esse alto turnover recente é reflexo disso. O que você precisa, então, é trabalhar para se transformar em um profissional que pode sobreviver a essas reviravoltas.

E como fazer isso?

Através daquilo que nós te incentivamos a fazer todos os dias: se capacitar. Nesse ponto, é claro que estamos falando das certificações financeiras. Além de obrigatórias, elas te colocam em posição de destaque em relação aos concorrentes e dentro de um banco.

Entretanto, buscar capacitação não é apenas sobre isso. É preciso, ainda, estender os seus conhecimentos em todas as direções. Basicamente, se tornar um profissional completo.

As soft skills também devem ser consideradas. É preciso ser resiliente, inovador e saber trabalhar com pessoas. Nos bancos, tanto se fala do conhecimento técnico, que muitos se esquecem de que um bom profissional é aquele que jamais deixa de lado o seu lado humano. 

Também temos, dentro desse âmbito, o mesmo tópico que foi um dos causadores do turnover nos bancos: a tecnologia. Afinal, foi ela quem trouxe tantas mudanças para esse mercado, que continua evoluindo vertiginosamente.

Se você deseja construir uma carreira bancária sólida, precisa se adaptar a ela. Em um ambiente no qual o tradicional fica cada vez mais para trás, você precisa estar pronto para o futuro. E para trabalhar com aquilo que temos hoje, no presente.

Os bancos digitais, por exemplo, ganham cada vez mais espaço na vida dos brasileiros – sem ter nenhuma agência física por aí. Nesses lugares, a busca por profissionais é feita através de requisitos que valorizam, sim, o conhecimento técnico e a experiência. A questão é que os critérios não encerram aí.

Como eu disse, a inovação é um fator-chave na hora da contratação. Criatividade também. Você já explorou esse lado do seu eu-profissional? Não? Então, deveria começar imediatamente.

Se torne um profissional que sobrevive a turnovers

Ao mesmo tempo que as demissões em massa volta e meia ocupam as manchetes, também temos novas vagas que surgem diariamente. Além disso, há instituições financeiras em constante crescimento.

Em outras palavras, o mercado está tão (ou mais) competitivo do que nunca. Investir em você mesmo é a melhor forma de não ser abalado por turnovers. Melhor ainda: de tentar encontrar oportunidades nesses cenários adversos.

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