Já sei: você está estudando para uma certificação financeira ou para um concurso bancário e esbarrou nos famosos “elementos essenciais do crédito”, certo?
Sem stress — neste artigo eu explico, de forma simples, os seis elementos que você precisa conhecer:

  • Montante;
  •  Finalidade;
  •  Prazo;
  •  Garantia;
  •  Risco;
  •  Remuneração.

Bora entender cada um desses elementos e de que forma eles se conectam?

Quais são os elementos do crédito?

Existem seis elementos fundamentais do crédito: montante, finalidade, prazo, garantia, risco e remuneração.

Não existe uma ordem “certa” para estudar esses pontos, mas organizá-los desse jeito ajuda muito. Um puxa o outro naturalmente, quase como uma história que vai tomando forma capítulo por capítulo.

Quer ver isso acontecendo na prática? Nos próximos tópicos, sigo essa sequência para te mostrar como os elementos se conectam e formam o caminho completo do crédito — do começo ao fim.

Montante

O montante é simplesmente o valor que a pessoa pretende tomar emprestado — ou seja, o total do crédito solicitado.

Esse valor é definido a partir da análise de crédito, que busca entender quanto o tomador consegue assumir sem comprometer a própria capacidade de pagamento e quanto a instituição está disposta a liberar. Dependendo da linha de crédito, esse valor pode cobrir apenas uma parte da necessidade ou até o total.

Pensa assim: alguém quer comprar um imóvel para abrir uma padaria. Ao chegar ao banco, a primeira pergunta inevitável seria: “Quanto você precisa?”. Suponha que a resposta seja R$100 mil — esse é o montante.

Logo depois, viria a segunda pergunta natural: “E para que você quer esse dinheiro?”. E é justamente essa resposta que nos leva ao próximo elemento: a finalidade.

Finalidade

A finalidade é, basicamente, o “para quê” do crédito — o objetivo do empréstimo. Pode ser comprar um imóvel, financiar um automóvel, adquirir máquinas, comprar terreno, pagar contas ou reforçar o capital de giro.

Esse é um fator determinante para a avaliação do risco. A finalidade de um negócio, por exemplo, pode ter um risco muito diferente de um empréstimo pessoal voltado para despesas do dia a dia.

No nosso exemplo, a resposta é direta: o crédito será usado para comprar um imóvel e abrir uma padaria. Essa informação ajuda o banco a entender o contexto, o risco e até qual linha de crédito faz mais sentido.

Prazo

O prazo é simplesmente o tempo que o tomador terá para devolver o dinheiro ao banco. Nada complicado — é o período acordado para quitar o empréstimo.

Esse elemento também pesa na análise de risco e no custo do crédito: quanto maior o prazo, maior a incerteza para o credor, o que pode tornar o empréstimo mais caro.

Seguindo nosso exemplo, o banco poderia oferecer um prazo de 60 meses (5 anos) para pagar o financiamento usado na compra do imóvel onde a padaria será aberta.

Garantia

A garantia é aquilo que assegura ao banco que a dívida será paga — pode ser um bem, um avalista ou qualquer recurso que cubra total ou parcialmente o valor emprestado caso o tomador não consiga pagar.

Pense nela como um “contrapeso” do risco. Quando existe garantia, a chance de inadimplência diminui, e isso costuma se refletir em condições melhores de crédito.

As garantias podem ser reais (ligadas a um bem, como imóvel, automóvel, maquinário) ou pessoais (como fiança ou aval). No nosso exemplo da padaria, a garantia poderia ser um automóvel, um equipamento ou qualquer bem que o banco aceite como respaldo.

Risco

No crédito, risco é sinônimo de inadimplência — ou seja, a probabilidade de o tomador não conseguir cumprir o que foi combinado no contrato.

Para avaliar esse risco, o banco olha para vários fatores: capacidade e histórico de pagamento, renda, nível de endividamento e, claro, todos aqueles elementos da operação que você já viu — montante, finalidade, prazo e garantia. Cada detalhe ajuda a formar o retrato do quanto aquela operação é segura ou não.

No nosso exemplo: quero R$100 mil para abrir uma padaria. Como o negócio é novo, vai levar algum tempo até começar a dar lucro, então peço um ano de carência antes de começar a pagar. Para o banco, esse período sem receita representa uma incerteza — e é exatamente essa incerteza que define o risco da operação.

Remuneração

O último elemento é a remuneração, que nada mais é do que a compensação que o banco recebe por emprestar o dinheiro. Em empréstimos, financiamentos e investimentos, essa remuneração aparece na forma de taxa de juros.

O valor da taxa de juros, como você já deve ter percebido, depende do risco da operação e das demais condições do crédito — montante, prazo, finalidade e garantias.

No caso hipotético da padaria, o banco poderia cobrar, por exemplo, uma taxa de aproximadamente 10% ao ano. Esse valor considera o montante de R$100.000, o prazo de 5 anos, o período de carência de 1 ano, o maquinário como garantia e o fato de ser um negócio novo.

Você poderia pensar: “Então vou pagar só R$110.000, certo?”

Errado. A pegadinha está nos juros: aqui eles são compostos, e não simples. Isso significa que os juros vão sendo calculados sobre o saldo que vai aumentando a cada ano. O valor total a ser devolvido ao banco ao final do período seria, portanto, cerca de R$161.051,00.

Deu para entender cada elemento? Então, deixa eu facilitar ainda mais a sua vida e organizar tudo em uma tabela resumida. Olha só:

ElementoO que éExemplo no caso da padaria
MontanteQuanto se pretende tomar, ou seja, o valor do crédito solicitadoR$100.000
FinalidadePara quê será usado o crédito, o objetivo do empréstimoComprar um imóvel para abrir uma padaria
PrazoPor quanto tempo o empréstimo será pago60 meses (5 anos)
GarantiaComo será garantido o crédito, bem ou avalista que assegura o pagamentoMaquinário da padaria (ou outro bem aceito pelo banco)
RiscoQual a probabilidade de inadimplência, considerando todos os elementos anterioresNegócio novo com 1 ano de carência; incerteza sobre lucro
RemuneraçãoQual será a compensação cobrada pelo banco, geralmente na forma de jurosJuros de 10% ao ano; valor total a ser devolvido ≈ R$161.051

Na dúvida, é só seguir essa sequência: quem recorre a crédito precisa definir quanto pretende tomar, depois para quê, por quanto tempo e como será garantido. Com base nisso, o banco avalia qual é o risco e qual será a remuneração. Moleza, né?

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Comentários

Imihayaw - 22/06/2025

Deu para perceber obrigado

Imihayaw - 22/06/2025

Deu para perceber obrigado suo de Angola