O conceito de Lavagem de Dinheiro de acordo com a lei 9.613 de Março de 1968, o crime de lavagem de dinheiro consiste em:
“Ocultar ou dissimular a natureza, origem, localização, disposição, movimentação ou propriedade de bens, direitos ou valores provenientes, direta ou indiretamente de infração penal.”
Incorre na mesma pena, quem, para ocultar ou dissimular a utilização de bens ou valores provenientes de infração penal:
- Os converte em ativos lícitos
- Os adquire, recebe, troca, negocia, dá ou recebe em garantia, guarda, tem em depósito, movimenta ou transfere
- Importa ou exporta bens com valores não correspondentes aos verdadeiros
A pena será aumentada de um a dois terços, se os crimes definidos nesta lei forem cometidos de forma reiterada ou por intermédio de organização criminosa.
A pena poderá ser reduzida de um a dois terços e ser cumprida em regime aberto ou semiaberto, facultando-se ao juiz deixar de aplicá-la ou substituí-las, a qualquer tempo, por pena restritiva de direitos, se o autor, coautor, ou participante colaborar espontaneamente com as autoridades, prestando esclarecimentos que conduza a apuração das infrações penais, á identificação dos autores, coautores e participantes, ou á localização dos bens, direitos ou valores objeto do crime.
De forma resumida, podemos explicar a lavagem de dinheiro no processo pelo qual, os criminosos transformam os ganhos provenientes de crimes (atividades ilegais), em uma “origem” aparentemente legal (os criminosos costumam abrir empresas prestadoras de serviços, construtoras e bens de alto valor agregado).
Normalmente este processo envolve diversas etapas e transações a fim de ocultar a real origem desses valores financeiros e permitindo que estes recursos sejam reutilizados dentro da legalidade. Todo o processo consiste basicamente em “esquentar” o dinheiro proveniente de crimes penais.
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