Neste artigo iremos tratar sobre Fundos de Investimento Sem Carência uma vez que no artigo anterior, abordamos as principais características de fundos de investimento com carência. Além do fato dos mesmos estarem “extintos” atualmente.

A grande parte dos fundos distribuídos por grandes bancos são Fundos de Investimento Sem Carência. Ou seja, não existe um período mínimo para permanecer aplicado no ativo.

Acredito que isso acabou acontecendo devido a uma evolução natural dos procedimentos e das regras dos fundos.

Com o passar dos anos os investidores aumentaram os valores aplicados, e com isso os cotistas ficaram mais exigentes, não tolerando a carência que era imposta.

Em fundos que investem em ativos de liquides menor, exigindo mais tempo para liquidar posições e devolver valores aos cotistas, a carência não incomodava. Porem, em fundos de investimento que visavam replicar o DI não havia a necessidade da existência de carência do fundo. Atualmente, é muito difícil encontrar um que não oferece a possibilidade de resgate com menos de um dia para ter o valor na conta. Estes são os chamados Fundos de Investimento Sem Carência.

Fundos do passado

Hoje, os fundos com carência são minoria, e os seus pares sem carência dominam o mercado. Aliás, atualmente estamos passando por mais uma evolução que está atingindo todos os fundos.

A redução da taxa administrativa, já esta acontecendo! Esta é a taxa cobrada pelas instituições que administram o fundo para realizar a sua administração,  esta taxa já chegou a estar em 6%. O que é um valor absurdo.

Observando o mercado, posso dizer tranquilamente, que é inimaginável investir em um fundo que cobra mais de 3% de taxa de administração.

Em contrapartida,  os fundos estão começando a possuir a chamada taxa de performance. Esta taxa só é cobrada quando o fundo supera o objetivo. Provavelmente o leitor já se deparou com um ativo que cobrava 20% do que excedesse o DI, correto?

Essa pratica, além de ser muito interessante para o bolso do investidor, traz mais transparência ao fundo, e ao gestor.

Desta forma, o gestor e o administrador irão tentar desempenhar um serviço muito mais astuto com intuito de elevar a remuneração do fundo, vislumbrando uma boa taxa de performance.

Se não existe carência, o tempo de resgate pode ser determinante…

Para os investidores que buscam investimentos de curto prazo e sem grandes riscos, uma das melhores opções atuais são os fundos em DI, não é mesmo?

Havendo a necessidade de um retorno maior, os fundos referenciados em DI possuem carência mínima. Em geral de seis meses para o resgate, o que acaba por reduzir a liquidez.

Fundos multimercado por exemplo, nem sempre conseguem devolver o valor aplicado em menos de uma semana, por exemplo…

Existem outros fundos de investimento com rentabilidades maiores mas baixa liquidez, como é o caso de fundos que aplicam em debentures! Existem fundos que não conseguem dar liquidez ao resgate antes de 30 dias.

Tudo isso que estou descrevendo aqui, de certa forma funciona como uma carência. E analisando dessa forma, vejo que os únicos fundos que não teriam tal característica, estão voltados à renda fixa comum. Como os fundos em DI.

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Para o leitor que sempre gosta de conhecer mais sobre o assunto, hoje irei indicar o livro Flash Boys: Revolta em Wall Street. Esta obra conta a historia de alguns personagens que trouxeram ao mercado uma nova maneira de operar.

Através do High Trade Frquency, ou, negociações de alta frequência (tradução livre), que nada mais são que robôs que operam sozinho na bolsa de valores. Esse tipo de operação foi elaborado a partir do momento que investidores detectaram que suas ordens de compras, ou vendas, não eram executadas pelo valor determinado.

Até a ordem chagar a bolsa, ou ao leilão do ativo, o valor disponível para compra ou para venda já tinha se alterado. Fato que, poderia gerar prejuízos sobre grandes valores. Então os personagens do livro iniciaram um projeto para levar a “igualdade” entre as operações.