Dizer que o número de investidores está em alta no Brasil já é, faz algum tempo, chover no molhado. A digitalização do mercado e o maior acesso à informação despertaram o interesse da população por finanças e por novos produtos de investimento. Hoje, mais de 100 milhões de brasileiros já aplicam em renda fixa e cerca de 5,5 milhões investem na bolsa.

Nesse cenário, cresce também a demanda por orientação financeira — papel do consultor de investimentos, profissional autorizado a recomendar estratégias, alocação de carteira e escolhas de ativos.

Apesar disso, a profissão ainda é rara no país. Segundo a Comissão de Valores Mobiliários, existem apenas 2.635 consultores de valores mobiliários registrados no Brasil, um contingente pequeno diante do tamanho do mercado.

Uma oportunidade e tanto para quem pensa em trabalhar com investimentos, não é mesmo?

Se esse é o seu caso, fica comigo: neste verdadeiro guia da profissão, explico em detalhes o que faz esse profissional e, claro, como se tornar um. Olha só o que você vai ver:

  • O que é um consultor de investimentos?
  • Qual é o órgão responsável por regulamentar o consultor de investimentos?
  • Quem pode ser consultor de investimentos?
  • O que faz um consultor de investimentos?
  • Quais certificações fazer para se tornar um consultor de investimentos?
  • Devo escolher a certificação conforme o tipo de cliente?
  • Como ser um consultor de investimentos?
  • Qual a diferença entre um consultor de investimentos e um agente autônomo?
  • Qual o salário de um consultor de investimentos?

Bora conhecer melhor essa profissão?

O que é um consultor de investimentos?

O próprio nome já dá uma boa pista sobre o que faz esse profissional. Em linhas gerais, o consultor de investimentos é um conselheiro do mercado financeiro: é responsável por recomendar aplicações e auxiliar indivíduos e empresas a tomar decisões mais estratégicas sobre seu patrimônio.

Um ponto importante é que o consultor de investimentos deve, por lei, atuar de forma independente. Isso significa que não pode manter vínculo com instituições financeiras nem atuar na distribuição de produtos financeiros.

O que faz um consultor de investimentos?

Em poucas palavras, o consultor de investimentos ajuda seus clientes a montar carteiras capazes de atingir seus objetivos financeiros de curto, médio e longo prazo.

Para isso, o consultor realiza uma série de atividades no dia a dia, como:

  • Identificar as necessidades do investidor;
  • Definir o perfil e montar a carteira de investimentos;
  • Acompanhar o desempenho dos investimentos;
  • Rebalancear e ajustar a estratégia;
  • Acompanhar o mercado financeiro;
  • Reavaliar o perfil do cliente periodicamente.

Para que você tenha uma ideia mais clara da rotina deste profissional, na sequência, explico como funciona cada uma dessas tarefas. Bora lá?

Como é feita a análise do perfil de investidor?

Antes de fazer qualquer recomendação, o consultor deve conhecer o investidor, sua situação financeira, necessidades e objetivos. Para isso, ele analisa informações como:

  • Situação financeira atual;
  • Renda mensal;
  • Capital disponível para investir;
  • Existência de reserva de emergência;
  • Investimentos já realizados;
  • Objetivos financeiros;
  • Possibilidade de aportes regulares; e,
  • Tolerância ao risco.

Esse diagnóstico também pode incluir aspectos mais amplos, como metas de vida, planejamento familiar e horizonte de investimento.

Como funciona o diagnóstico de carteira?

De nada adianta coletar todas as informações sobre o investidor e não saber utilizá-las, certo? Nesta etapa, o consultor de investimentos analisa as respostas obtidas para identificar qual é o perfil do investidor, que normalmente se enquadra em uma destas categorias:

  • Conservador: costuma ser um investidor iniciante ou com maior aversão ao risco. Esse perfil prioriza a preservação do patrimônio e tende a concentrar sua carteira em investimentos de renda fixa, como títulos do Tesouro;
  • Moderado:  investidor que já possui algum conhecimento do mercado financeiro e dos produtos de investimento. Ainda há preocupação com segurança, mas existe abertura para alocar parte do patrimônio em ativos mais arriscados quando o potencial de retorno compensa. A carteira costuma combinar renda fixa e variável;
  • Agressivo/arrojado: é normalmente um investidor experiente e com domínio do mercado financeiro, disposto a assumir maiores riscos, em busca de rentabilidade. Sua carteira tem maior exposição a produtos de renda variável, como ações.

As recomendações sobre como investir o patrimônio só devem ser feitas após a identificação correta desse perfil, já que ele orienta as escolhas futuras. 

A partir desse diagnóstico, o consultor passa a analisar os ativos disponíveis no mercado, avaliar riscos e oportunidades e estruturar uma carteira diversificada alinhada aos objetivos do cliente. Ainda assim, vale lembrar: a decisão final de investir ou não permanece sempre nas mãos do investidor.

Como funciona otimização e rebalanceamento?

Esta é a etapa na qual o cliente já tem seu dinheiro aplicado em alguns títulos. Contudo, este não é o fim da relação. 

Após a montagem da carteira, o trabalho continua. O consultor acompanha a performance das aplicações ao longo do tempo, ajudando o cliente a interpretar os resultados, entender oscilações do mercado e identificar novas oportunidades de investimento.

Sempre que necessário, o profissional deve recomendar ajustes na carteira (rebalanceamento) para manter os investimentos alinhados aos objetivos do cliente e às condições do mercado. 

Como funciona o acompanhamento recorrente do cliente?

Outro ponto extremamente importante no trabalho do consultor de investimentos é o acompanhamento contínuo do cliente e de sua carteira. Isso envolve revisões periódicas do perfil de investidor, de seus objetivos financeiros e da própria estratégia adotada, realizando ajustes sempre que necessário.

Esse acompanhamento é importante porque a situação financeira e as expectativas do investidor podem mudar ao longo do tempo. Além disso, conforme se familiariza com o mercado financeiro, é comum que o investidor passe a compreender melhor os riscos e oportunidades disponíveis. Como consequência, se torna gradativamente menos cauteloso.

Um exemplo clássico dessa evolução são investidores inicialmente conservadores que, com o tempo e maior conhecimento do mercado, passam a considerar a inclusão de ativos de renda variável, como ações, em suas carteiras.

Como funciona o acompanhamento do mercado?

Por fim, o consultor precisa acompanhar de perto o comportamento dos mercados, as mudanças no cenário econômico e o surgimento de novas oportunidades financeiras.

Essa atualização constante é primordial para orientar os clientes com segurança, identificar cenários favoráveis para alocação de recursos e também antecipar riscos que possam afetar o desempenho de suas carteiras.

Consultor de investimentos pode recomendar produtos?

Não só pode como deve. Essa é justamente a função do consultor de investimentos: analisar a situação do investidor, compreender seus objetivos e indicar estratégias e ativos que façam sentido dentro de sua realidade financeira.

Mas atenção: apesar de o consultor estar apto a analisar o mercado, recomendar estratégias e explicar os riscos e características de cada investimento, a decisão final cabe sempre ao investidor. 

Em outras palavras, o consultor orienta e esclarece, mas a escolha de realizar ou não uma aplicação é, em última instância, do cliente.

Qual é o órgão responsável por regulamentar o consultor de investimentos?

No Brasil, a atividade de consultor de investimentos é regulamentada pela Comissão de Valores Mobiliários (CVM), autarquia vinculada ao Ministério da Fazenda, responsável por normatizar e supervisionar o mercado de capitais.

Assim, qualquer profissional ou instituição que pretenda atuar no mercado de valores mobiliários precisa obter autorização da CVM e cumprir os regulamentos estabelecidos pelo órgão.

Como a CVM regula a atividade de consultor de investimentos?

Como grande “xerife” do mercado de capitais, cabe à Comissão de Valores Mobiliários (CVM) estabelecer as regras para o exercício da atividade de consultor financeiro, autorizar o registro dos profissionais e fiscalizar sua atuação.

Todas as regras para o exercício da atividade estão definidas na Resolução CVM 19, que estabelece os requisitos para registro, as responsabilidades dos profissionais e os limites de sua atuação.

Entre outros pontos, a norma determina que o consultor deve atuar com independência, evitar conflitos de interesse e deixar claro ao cliente como funciona sua remuneração e o que está sendo recomendado. Tudo isso deve ser feito com uma linguagem simples, transparente e que não induza o investidor ao erro.

O que mudou com a Resolução CVM 19?

Em poucas palavras, a Resolução CVM 19, de 2021, revisou e atualizou as regras para a atividade de consultoria de valores mobiliários no Brasil, substituindo a antiga Instrução CVM 592 — norma que instituiu formalmente a profissão de consultor de investimentos.  Não alterou, contudo, as obrigações do profissional.

Entre as principais alterações, vale destacar:

  • Credenciamento mais ágil: o processo de registro foi simplificado, permitindo análise mais rápida dos pedidos de autorização para atuação;
  • Maior clareza sobre deveres do consultor: reforço da independência, gestão de conflitos de interesse, segregação de atividades e transparência sobre remuneração e recomendações;
  • Facilitação de requisitos para registro em casos específicos: possibilidade de dispensa de alguns requisitos, como graduação ou exame de certificação, quando o candidato comprova experiência ou qualificação equivalente;
  • Composição de equipes: exigência de que pelo menos 80% dos profissionais de equipes de consultoria sejam consultores certificados ou autorizados;
  • Formulário de informações: obrigatoriedade de preencher e manter dados da empresa, incluindo estrutura de pessoal, histórico e demonstrativos financeiros.

Note que, na prática, a Resolução CVM 19 não alterou a essência da atividade. Apenas consolidou e tornou mais claras as regras, alinhando a regulamentação à evolução do mercado de capitais.

Quem pode ser consultor de investimentos?

Diferentemente de muitas profissões do mercado financeiro, a atuação como consultor de investimentos exige critérios claros e rígidos. Para se tornar um profissional credenciado, é necessário cumprir os seguintes requisitos:

  • Formação: ser graduado em curso superior ou equivalente, em instituição reconhecida oficialmente no país ou no exterior;
  • Certificação: possuir um dos selos aprovados pela CVM;
  • Reputação: ter conduta ilibada;
  • Situação legal: não estar judicialmente proibido de administrar bens ou suspenso de cargo público;
  • Situação financeira: não ter restrições nos órgãos de proteção ao crédito.

Qual formação superior é aceita para consultor de investimentos?

Ter ensino superior completo é requisito para obter o credenciamento de consultor de investimentos, de acordo com a Resolução CVM 19. A boa notícia é que a normativa não explicita nenhuma área de atuação. 

Ou seja, não é necessário ser graduado em áreas tradicionais do mercado financeiro, como Administração, Economia ou Contabilidade. Qualquer curso de nível superior é aceito, inclusive aqueles mais distantes das ciências exatas, como Gastronomia, Artes Cênicas ou Música, por exemplo.

Tecnólogo conta como ensino superior para registro?

Sim. Graduações do tipo tecnólogo também são aceitas para o registro de consultor de investimentos. Assim como não exige uma área específica de formação, a Resolução CVM 19 também não determina se o curso deve ser de bacharelado ou tecnólogo.

O que importa é possuir diploma de ensino superior completo, obtido em instituição reconhecida pelo MEC — ou em instituição estrangeira devidamente reconhecida no país de origem.

Quais requisitos de idoneidade são exigidos?

Além de cumprir os requisitos técnicos, o credenciamento como consultor de investimentos depende de exigências de idoneidade, que asseguram a reputação e a confiança do profissional frente aos clientes. Conforme o Capítulo II da Resolução CVM 19, são eles:

  • Situação funcional: não estar inabilitado ou suspenso para exercer cargo em instituições financeiras ou órgãos reguladores, como CVM, Banco Central, SUSEP, PREVIC ou equivalentes no país de domicílio;
  • Antecedentes judiciais: não ter sido condenado, no Brasil ou no exterior, por crimes que comprometam a idoneidade para atuar no mercado financeiro, como falência fraudulenta, prevaricação, suborno, peculato, lavagem de dinheiro ou crimes contra a ordem econômica, a propriedade pública ou o sistema financeiro nacional;
  • Capacidade de gestão de bens: não estar impedido judicial ou administrativamente de administrar seus próprios bens ou deles dispor.

Consultor pode atuar como pessoa jurídica?

Sim. Consultores de investimentos podem atuar tanto como pessoa física quanto como pessoa jurídica. As regras para cada uma dessas formas de atuação estão detalhadas na Resolução CVM 19.

No caso das empresas de consultoria, os requisitos para autorização constam no Artigo 4º, que estabelece, entre outros pontos:

  • I – Ter em seu objeto social o exercício da atividade de consultoria de valores mobiliários e estar regularmente constituída e registrada no Cadastro Nacional de Pessoas Jurídicas (CNPJ);
  • II – Atribuir a responsabilidade pela atividade de consultoria de valores mobiliários a um diretor estatutário autorizado pela CVM como consultor de valores mobiliários pessoa natural, no caso de consultores domiciliados no Brasil;
  • III – Designar um diretor estatutário responsável pela implementação e pelo cumprimento de regras, procedimentos e controles internos;
  • IV – Garantir que seus sócios controladores diretos ou indiretos possuam certificação financeira aprovada pela CVM e reputação ilibada;
  • V – Manter recursos humanos e tecnológicos adequados ao porte e à área de atuação da empresa;
  • VI – Preencher o formulário de informações previsto na Resolução CVM 19, comprovando sua aptidão para exercer a atividade.

Além disso, a norma também detalha, em outros capítulos, regras sobre prestação de informações, controles internos e segregação de atividades, que devem ser observadas pelas empresas de consultoria.

Para quem deseja aprofundar o tema, vale consultar diretamente o que dispõem os Artigos 4º, 19 e 21.

Quais certificações fazer para se tornar um consultor de investimentos?

Entre os requisitos para o exercício da profissão de consultor de investimentos está a obrigação de obter ao menos uma das certificações reconhecidas pela CVM. Serve qualquer uma dessas:

  • CEA (Certificação de Especialistas ANBIMA);
  • CGA (Certificação de Gestores ANBIMA);
  • CFP (Certified Financial Planner);
  • CNPI (Certificação Nacional do Profissional de Investimento da Apimec);
  • CFA (Chartered Financial Analyst).

Não sabe qual delas escolher ou por onde começar? Não se preocupe! Para te ajudar, abaixo explico melhor como funciona e para que serve cada um desses exames.

CEA

Como o próprio nome sugere, a Certificação de Especialista em Investimentos ANBIMA (CEA) qualifica profissionais do mercado financeiro para recomendar produtos de investimento a clientes.

Quem possui essa certificação pode orientar investidores sobre aplicações de renda fixa, renda variável e derivativos.

Apesar de ainda ser aceita pela CVM como requisito para o credenciamento de consultores de investimentos, a CEA passa atualmente por um processo de transição dentro da ANBIMA. A prova foi descontinuada e o selo está sendo substituído por novas certificações dentro do modelo atualizado da entidade, como a C-Pro I (Certificado Profissional ANBIMA de Investimentos).

É importante destacar, porém, que a CVM ainda não definiu formalmente qual dessas novas certificações substituirá a CEA como requisito para o credenciamento de consultores. Entre as possibilidades discutidas estão a C-Pro I, a C-Pro R ou ambas.

Para ficar de olho: caso a exigência passe a ser o C-Pro R, profissionais que já possuem a CPA-20 podem se beneficiar das regras de migração previstas pela Anbima. 

CGA (Certificação de Gestores ANBIMA)

A Certificação de Gestores Anbima (CGA) habilita profissionais a exercer a gestão de recursos em fundos de investimento de renda fixa, ações, câmbio, multimercados e fundos de índice.

A prova consiste em 45 questões e tem duração de 2 horas e meia. Os principais temas cobrados são:

  • Gestão de carteiras: renda variável;
  • Gestão de carteiras: Renda fixa;
  • Investimentos no Exterior;
  • Avaliação de Desempenho;
  • Gestão de Risco;
  • Legislação, regulação e tributação.

Para conquistar a certificação, é necessário alcançar aproveitamento mínimo de 70%.

Com taxa de aprovação inferior a 40%, a CGA é considerada uma prova difícil — tanto que apenas cerca de 5 mil profissionais possuem essa habilitação.

Vale destacar que, para prestar o exame CGA, o candidato precisa possuir antes a Certificação de Fundamentos em Gestão ANBIMA (CFG). 

Após a inscrição, o candidato tem até seis meses para agendar a prova, que pode ser realizada em centros de aplicação nas capitais de todos os estados do Brasil.

CFP (Certified Financial Planner)

A CFP, sigla em inglês para Certified Financial Planner, é uma certificação internacional que qualifica profissionais que atuam com planejamento financeiro. No Brasil, ela é concedida pela Planejar — Associação Brasileira de Planejamento Financeiro.

Por se tratar de um exame bastante abrangente, a CFP pode ser realizada em etapa única ou de forma modular. Quem opta por fazer toda a prova em um único dia tem até 7 horas para concluí-la. Já na modalidade modular, o tempo e o número de questões variam, totalizando 7 horas e 5 minutos.

Ao todo, o exame é composto por 140 questões, distribuídas em seis módulos:

  • Planejamento financeiro e ética;
  • Gestão de ativos e investimentos;
  • Planejamento de aposentadoria;
  • Gestão de seguros e riscos;
  • Planejamento fiscal;
  • Planejamento sucessório.

Para aprovação na etapa única, o candidato deve obter 70% de aproveitamento geral, com pelo menos 50% de acertos em cada módulo. Já na modalidade modular, é necessário alcançar 70% de aproveitamento em cada prova.

Embora a Planejar não divulgue oficialmente a taxa de aprovação, a certificação CFP costuma ser considerada de dificuldade média a alta.

A prova é aplicada presencialmente em centros autorizados em cidades como São Paulo, Rio de Janeiro, Brasília, Belo Horizonte, Curitiba, Porto Alegre e Recife.

Vale destacar que a aprovação em todos os módulos deve ocorrer em um prazo máximo de 24 meses.

CNPI (Certificação Nacional do Profissional de Investimento da Apimec)

Concedida pela Apimec (Associação dos Analistas e Profissionais de Investimento do Mercado de Capitais), a CNPI é a certificação exigida para profissionais que desejam atuar como analistas de valores mobiliários. Com essa habilitação, o profissional pode elaborar relatórios e recomendações sobre ativos como ações e fundos de investimento.

A certificação possui três modalidades: analista técnico, analista fundamentalista e analista pleno. Para cada uma delas, existe uma combinação específica de provas.

O exame começa por uma etapa comum, chamada Conteúdo Brasileiro (CB), composta por 60 questões de múltipla escolha e duração de 1h50. Nessa fase, são cobrados temas como:

  • Conceitos econômicos;
  • Governança corporativa;
  • Sistema Financeiro Nacional;
  • Mercado de capitais;
  • Renda fixa e derivativos;
  • Conduta profissional e suitability.

Depois dessa etapa, o candidato segue para a prova específica da modalidade escolhida:

  • Conteúdo Técnico (CT1): voltado à análise técnica e ao estudo de gráficos, indicadores e padrões de comportamento do mercado;
  • Conteúdo Global (CG1): focado em análise fundamentalista, finanças corporativas e interpretação de demonstrações financeiras.

Para obter a certificação CNPI-P (analista pleno), é necessário ser aprovado nas três provas: CB, CT1 e CG1.

Para aprovação, o candidato precisa acertar pelo menos 40 questões na prova comum e 40 na prova específica. Apesar desse percentual aparentemente baixo, o CNPI é considerado um dos exames mais difíceis do mercado financeiro.

Os módulos podem ser realizados separadamente, mas existe um prazo: após a aprovação no primeiro exame, o candidato tem até 12 meses para concluir o segundo.

CFA (Chartered Financial Analyst)

 CFA, sigla para Chartered Financial Analyst, é uma certificação considerada uma das credenciais mais prestigiadas do mercado financeiro global. Profissionais com essa habilitação podem atuar como analistas financeiros e de investimentos em diversos mercados ao redor do mundo.

O exame é bastante abrangente e dividido em três níveis, sendo cada um complementar ao anterior e com grau de dificuldade crescente.

  • CFA Level I: composto por 180 questões de múltipla escolha, divididas em duas sessões de 2h15 cada. Os principais temas incluem economia, métodos quantitativos, ética profissional, análise financeira, derivativos, renda fixa, equity e investimentos alternativos;
  • CFA Level II: formado por conjuntos de casos práticos (item sets) seguidos de questões de múltipla escolha. O foco está na análise financeira aprofundada, avaliação de ativos e aplicação de conceitos de investimento;
  • CFA Level III: última etapa do programa, combina questões discursivas e interpretativas, com foco em gestão de portfólio, alocação de ativos e gestão de investimentos.

Devido ao seu alto grau de dificuldade, não há prazo máximo para concluir as três etapas. Cada nível, porém, possui datas específicas de aplicação ao longo do ano, e o candidato tem um número limitado de tentativas.

O exame segue padrões internacionais e é realizado integralmente em inglês, inclusive nas questões discursivas do nível III.

No Brasil, a prova pode ser feita em cidades como São Paulo, Rio de Janeiro, Brasília, Belo Horizonte, Curitiba e Recife.

Existe uma certificação melhor para consultor de investimentos?

Não necessariamente. Do ponto de vista regulatório, todas as certificações aceitas pela CVM CEA, CGA, CFP, CNPI ou CFAhabilitam o profissional a exercer a atividade de consultor de investimentos.

O que muda entre elas é o foco do conteúdo e o nível de profundidade. Algumas são mais direcionadas para planejamento financeiro e relacionamento com clientes, enquanto outras aprofundam temas como análise de investimentos ou gestão de portfólio.

Por isso, a escolha da primeira certificação costuma estar mais ligada ao momento da carreira e ao tipo de formação que o profissional deseja construir. Muita gente começa com uma certificação mais acessível e, conforme a carreira evolui, busca novos selos para ampliar sua atuação.

Como ser um consultor de investimentos?

O caminho para se tornar um consultor de investimentos pode ser dividido em cinco etapas:

  • Obtenha seu diploma universitário: ter ensino superior completo é requisito para obter o credenciamento e atuar como consultor de valores mobiliários. O curso pode ser de bacharelado ou tecnólogo, e em qualquer área;
  • Tire uma certificação financeira: ter um selo reconhecido pela CVM como compatível com a função é outra exigência para o credenciamento. Os aceitos atualmente são CEA, CGA, CFP, CNPI ou CFA;
  • Solicite seu cadastro: com os requisitos técnicos e de idoneidade cumpridos, é necessário solicitar o credenciamento junto à CVM. Vale lembrar que apenas profissionais autorizados podem atuar como consultores;
  • Monte sua base de clientes: uma vez credenciado, o profissional está habilitado a exercer a atividade. O próximo passo é construir sua carteira de clientes. Vale lembrar que consultores devem atuar com independência, sem vínculo comercial com bancos ou corretoras;
  • Mantenha-se atualizado: por fim, mesmo após ingressar na área, é fundamental acompanhar o mercado. Produtos financeiros, condições econômicas e regras do setor podem mudar, e o profissional precisa estar atento a essas transformações.

Este, claro, é apenas um resumo simplificado do processo para ajudar a visualizar de forma ordenada o que é preciso para se tornar um(a) consultor(a) de investimentos. A seguir, respondo algumas das dúvidas mais comuns de quem pretende ingressar nessa carreira.

Como dominar o Sistema Financeiro Nacional para a prova?

Compreender bem o mercado financeiro e o funcionamento do Sistema Financeiro Nacional (SFN) é imprescindível para quem quer ser um(a) consultor(a) de investimentos. Isso é importante não apenas para a aprovação nas certificações exigidas pela CVM, mas também para o exercício da profissão, já que o consultor precisa entender como as instituições, os produtos e os reguladores se relacionam no mercado.

Uma graduação pode ajudar a construir essa base de conhecimento — especialmente em áreas como Administração, Economia ou Contabilidade —, mas isso não é uma exigência da regulamentação. No entanto, ela costuma ser apenas o começo. 

Para aprofundar esse conhecimento, o ideal é buscar cursos específicos sobre investimentos e finanças, além de manter uma rotina constante de estudo e atualização — exatamente como você está fazendo agora ao ler e se preparar sobre o tema.

Como estudar para certificações sem experiência prévia?

Para quem ainda não trabalha no mercado financeiro, uma das melhores formas de estudar para certificações financeiras é com o auxílio de cursos preparatórios, como os oferecidos aqui na TopInvest.

Esses cursos são organizados de acordo com os módulos cobrados nos exames e oferecem materiais de apoio atualizados, essenciais para a preparação, como apostilas, simulados e questões comentadas. Além disso, você também conta com suporte direto de professores, que podem ajudar a esclarecer dúvidas ao longo do processo de estudo.

Como solicitar registro na CVM?

Diploma de faculdade e certificação financeira em mãos? Então, o próximo passo é fazer seu cadastro profissional junto à CVM. Essa etapa não tem mistério: basta reunir os documentos exigidos e enviá-los por meio do Protocolo Digital da CVM, disponível no site do órgão. 

Os documentos que você precisa juntar são os seguintes:

  • Para pessoas físicas:
  • Requerimento assinado pelo interessado;
  • Informações cadastrais previstas na regulamentação que trata do cadastro de participantes do mercado de valores mobiliários;
  • Comprovante de aprovação em exame de certificação;
  • Cópia do diploma de conclusão de curso superior ou equivalente;
  • Cópia do CPF e do RG;
  • Preenchimento do Anexo D da Resolução CVM nº 19.
  • Para pessoas jurídica:
    • Requerimento assinado pelo representante legal;
    • Cópia simples dos atos constitutivos registrada no cartório competente, contendo previsão para o exercício da atividade e a indicação do responsável perante a CVM;
    • Informações cadastrais previstas na regulamentação que trata do cadastro de participantes do mercado de valores mobiliários;
    • Documento com a indicação do diretor responsável pelo dever de verificação da adequação dos produtos, serviços e operações ao perfil do cliente, e respectivas informações cadastrais;
    • Preenchimento do Anexo E da Resolução CVM nº 19.

Os anexos e requerimentos podem ser encontrados na página de consultores de investimentos dentro da Central de Sistemas da CVM.

Já as informações cadastrais de participantes do mercado de valores mobiliários devem ser preenchidas diretamente no sistema eletrônico da CVM, o CVMWeb, na área de cadastro de participantes.

O processo é simples:

  • Entre no CVMWeb utilizando sua conta gov.br;
  • Abra o módulo de Cadastro de Participantes;
  • Preencha os dados solicitados (identificação, endereço, contatos e informações profissionais);
  • Salve ou exporte o formulário para anexar ao pedido de registro;

Depois disso, basta reunir todos os documentos exigidos e enviá-los pelo Protocolo Digital da CVM, indicando no assunto o pedido de registro como consultor de valores mobiliários.

Como captar parceiros e clientes no início?

Já obteve seu registro junto à Comissão de Valores Mobiliários? Então chegou o momento de arregaçar as mangas. 

Diferentemente de outras funções do mercado financeiro, o consultor de valores mobiliários atua de forma independente e não pode ser contratado por corretoras ou bancos para recomendar produtos. Portanto, você será responsável por prospectar seus próprios clientes.

Esse caminho pode ser mais ou menos desafiador, dependendo do seu empenho, credibilidade, rede de contatos e desenvolvimento de habilidades comerciais. No longo prazo, a fidelização vem principalmente da confiança e da entrega de resultados consistentes. Clientes satisfeitos tendem a permanecer por mais tempo e, sobretudo, a indicar seus serviços para outras pessoas, gerando crescimento orgânico.

Ainda assim, você não precisa depender apenas do boca a boca.

Para acelerar a construção da carteira, é importante divulgar seu trabalho e construir autoridade. Em um mercado cada vez mais digital, manter um bom posicionamento online pode fazer toda a diferença.

Criar um site profissional e perfis ativos nas redes sociais ajuda a apresentar seus serviços, explicar sua metodologia e demonstrar conhecimento sobre investimentos.

Se possível, vale a pena investir em profissionais especializados para desenvolver o site, estruturar sua presença digital e até auxiliar na produção de conteúdo.

Com o tempo, essa presença online funciona como uma vitrine permanente do seu trabalho, reforçando sua marca pessoal como consultor independente e facilitando que potenciais clientes encontrem você quando precisarem de orientação financeira.

Qual a diferença entre um consultor de investimentos e um assessor de investimentos?

À primeira vista, essas duas profissões parecem muito semelhantes: ambas orientam investidores sobre onde e como aplicar seu dinheiro. No entanto, existe uma diferença essencial entre elas: a independência na hora de recomendar investimentos.

O assessor de investimentos (AI) — antigo Agente Autônomo de Investimentos — sempre estará vinculado a uma instituição financeira. Já o consultor de investimentos atua de forma independente e não pode, em hipótese alguma, fazer parte de uma instituição financeira.

Mas essa não é a única diferença entre essas duas profissões. Veja algumas das principais:

  • Produtos recomendados:
    • Assessor: só pode oferecer aos clientes os produtos de investimento disponibilizados pela instituição à qual está vinculado;
    • Consultor: não tem essa limitação. Pode recomendar produtos de qualquer banco ou corretora, desde que estejam alinhados aos objetivos do cliente.
  • Remuneração:
    • Assessor: normalmente segue o modelo commission based, no qual o profissional recebe comissões sobre as movimentações ou produtos contratados pelos clientes;
    • Consultor: adota o modelo fee based, em que o profissional combina previamente com o cliente a forma de remuneração — que pode ser um valor fixo mensal ou uma porcentagem sobre o patrimônio.
  • Formação:
    • Assessor: exige ensino médio completo e certificação AAI da Associação Nacional das Corretoras de Valores (Ancord);
    • Consultor: exige ensino superior completo e ao menos uma certificação reconhecida pela Comissão de Valores Mobiliários, como CEA, CGA, CFP, CNPI ou CFA.

Além disso, para quem está dividido entre seguir uma carreira ou outra, pode pesar mais uma diferença: o número de profissionais em cada área.

Embora ambas sejam atividades em expansão, os consultores ainda formam um grupo relativamente pequeno no Brasil. Hoje são pouco mais de 2.600 profissionais registrados como consultores, contra mais de 27 mil assessores credenciados no país — uma diferença de cerca de dez vezes.

Consultor pode ser vinculado a corretora?

Não. Consultores de investimentos não podem ser contratados nem manter vínculo com corretoras ou bancos. Esses profissionais devem atuar de forma independente.

Essa regra existe para evitar conflitos de interesse. Ao trabalhar de forma independente, o consultor pode orientar cada cliente de maneira personalizada, com base apenas em seus objetivos, perfil de risco e planejamento financeiro, sem pressão para recomendar produtos de uma instituição específica.

Como evitar conflito de interesses ao recomendar alocação?

Isso passa principalmente por dois pontos complementares: a independência de atuação do consultor financeiro e a relação fiduciária com o cliente.

Mas como assim?

Primeiro, como não pode manter vínculo com nenhuma instituição financeira, o consultor deve recomendar investimentos após uma verdadeira varredura do mercado, buscando os produtos que mais façam sentido para o cliente — nunca favorecendo um banco ou corretora específicos.

É aí que entra o segundo ponto. Manter uma relação fiduciária significa que o consultor deve colocar os interesses do investidor acima dos seus próprios. Ou seja, as recomendações não podem ser feitas por interesse pessoal, mas sempre com base nos produtos mais adequados ao perfil, aos objetivos e ao planejamento financeiro do cliente.

Funciona como um filtro duplo: se as recomendações não são feitas em benefício de uma instituição nem do próprio profissional, reforça-se a imparcialidade e a idoneidade da orientação.

Mas isso não é tudo. A questão do conflito de interesses aparece diversas vezes ao longo da Resolução CVM nº 19, que regulamenta a atuação do consultor de investimentos. Entre as normas de conduta e regras de atuação previstas no texto, vale destacar:

  • Incluir em contrato assinado com o cliente informações sobre outras atividades exercidas pelo consultor e os potenciais conflitos de interesse entre essas atividades e a consultoria de valores mobiliários;
  • No caso de pessoa jurídica, informar em contrato as atividades exercidas por sociedades controladoras, controladas, coligadas ou sob controle comum, bem como os possíveis conflitos de interesse;
  • Estabelecer os procedimentos a serem seguidos caso surja um conflito de interesse — mesmo que potencial — após a assinatura do contrato, incluindo o prazo para notificação do cliente;
  • Diante de uma situação de conflito de interesses, informar ao cliente o potencial conflito de interesses e as fontes desse conflito, antes de efetuar uma recomendação de investimento;
  • Atuar na estruturação, originação e distribuição de produtos que sejam objeto de orientação, recomendação e aconselhamento aos seus clientes — salvo se observados os dispositivos sobre segregação de atividades previstos na referida resolução;
  • Evitar práticas que possam ferir a relação fiduciária mantida com os clientes;
  • Não manter ou obter registro como assessor de investimentos ou exercer outras atividades que possam gerar conflitos de interesse.

Quando faz sentido migrar de AI para consultoria?

Migrar de assessor para consultor de investimentos não é um movimento incomum, mas deve ser feito com ponderação. Em geral, a mudança faz mais sentido quando o profissional já tem experiência no mercado e credibilidade com investidores, o que facilita a construção de uma base de clientes sem estar vinculado a um banco ou corretora.

Afinal, trabalhar vinculado a uma instituição financeira costuma oferecer mais estabilidade. Já na consultoria, o profissional precisa prospectar e manter seus próprios clientes, o que pode ser um desafio no início.

Além disso, a transição pode ser uma boa ideia quando o profissional:

  • Quer ter mais liberdade para fazer recomendações, sem ficar limitado à prateleira de produtos de uma instituição;
  • Prefere trabalhar com remuneração direta do cliente, em vez de comissões sobre produtos;
  • Busca uma atuação menos comercial e mais focada em planejamento e estratégia de investimentos;
  • Pretende construir um negócio próprio no mercado de investimentos;
  • Quer mais autonomia na rotina de trabalho, com liberdade para definir horários, organizar a agenda e escolher a forma de atendimento aos clientes.

Qual o salário de um consultor de investimentos?

O consultor de investimentos atua de forma independente. Por isso, sua remuneração depende principalmente do tamanho da carteira de clientes e do nível de experiência do profissional.

Consultores iniciantes, por exemplo, podem esperar ganhos na casa de R$5.000 por mês. Já profissionais mais experientes, que atendem clientes de alta renda, podem ultrapassar R$30.000 mensais.

Outro ponto importante é que a remuneração do consultor costuma seguir um modelo internacional conhecido como fee based, no qual o profissional e o cliente combinam previamente como será o pagamento pelos serviços prestados. As formas mais comuns são:

  • Valor fixo mensal;
  • Percentual sobre o patrimônio acompanhado.

Em alguns casos, também pode haver uma taxa de performance, vinculada aos resultados da carteira.

A seguir, explico melhor como funciona cada uma dessas formas de remuneração.

Como funciona a remuneração fixa?

Nesse modelo de contrato, o consultor recebe um valor fixo, normalmente pago mensalmente pelo investidor.

Na prática, funciona como uma assinatura de streaming ou um aluguel: o cliente paga um valor recorrente para ter acesso ao serviço de consultoria e acompanhamento dos investimentos.

Como funciona o percentual acordado?

Aqui, a lógica é parecida. Contudo, a remuneração vem de uma porcentagem sobre o patrimônio acompanhado pelo consultor.

Ou seja, sobre o valor total investido pelo cliente pode ser cobrado, por exemplo, 1% ao ano pelos serviços de consultoria.

E cabe lembrar: esse percentual é definido em contrato e pode ser livremente acordado entre as duas partes, assim como acontece com a remuneração fixa.

Como funciona a taxa de performance?

Quando o cliente de um consultor de investimentos tem um perfil mais experiente, ambos podem combinar o pagamento de uma taxa de performance.

Nesse modelo, parte da remuneração do consultor acompanha o desempenho da carteira. Em outras palavras, o profissional recebe um valor adicional quando os investimentos atingem determinados resultados.

É importante destacar que a taxa de performance só pode ser cobrada de investidores profissionais.

Explicadas as formas de remuneração e quanto pode ganhar um consultor de investimentos, vale acrescentar que essa atividade pode ser exercida em paralelo com outras profissões, desde que não exista conflito de interesse

Algumas atividades que podem gerar conflito incluem, por exemplo, analista de valores mobiliários, gestor de carteira ou assessor de investimentos.

Isso significa que é possível atuar na consultoria como complemento de renda, o que pode ser uma boa alternativa principalmente para quem está começando a montar sua carteira de clientes.

Quer se tornar um consultor de investimentos?

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Comentários

Maicon - 30/09/2023

Olá, tudo bem. Estu interessado na profissão de consultor de investimentos. Minha dúvida é a seguinte: como não tenho ensino superior completo, posso fazer um tecnólogo para cumprir esse pré-requsito? Se for possível, gostaria de saber se existem cursos tecnólogos voltados a área de economia.

Felipe Gubert - 04/10/2023

Tudo bem? Tecnologos aprovados pelo MEC podem se registrar como consultor de investimentos na CVM sim. Não precisa ser voltado pra economia, qualquer curso é aceito.