Se você quer saber como se tornar um correspondente bancário, primeiro precisa entender onde esse profissional entra no mercado financeiro. Ele atua como intermediário entre clientes e instituições financeiras e pode oferecer serviços como recebimentos, pagamentos, empréstimos e financiamentos, sem precisar trabalhar diretamente em um banco.
Essa é uma das possibilidades na carreira financeira que, aliás, é bastante ampla. E, se a ideia é seguir nesse caminho, saiba de antemão que há algumas etapas importantes pela frente: formalizar a atividade, buscar as certificações necessárias e fechar parceria com instituições financeiras.
É justamente esse caminho que vamos percorrer neste conteúdo. Vem comigo para entender:
- O que é um correspondente bancário;
- Quem pode ser correspondente bancário;
- O que faz um correspondente bancário;
- Se ser correspondente bancário vale a pena;
- Quanto um correspondente bancário ganha;
- Quanto custa para ser um correspondente bancário;
- Como ser um correspondente bancário;
- Como ser correspondente bancário home office;
- Qual o melhor banco para ser correspondente bancário.
Vamos lá?
O que é um correspondente bancário?
Um correspondente bancário é um intermediário entre os clientes e os bancos. Em sua ocupação, ele oferece às pessoas os serviços financeiros normalmente encontrados nessas instituições, como pagamentos, financiamentos e empréstimos.
Você já reparou que algumas lojas oferecem empréstimos? Ou que alguns lugares, como mercados, às vezes possibilitam que os clientes paguem boletos? Esses são os exemplos mais comuns do que é um correspondente bancário.
Mas veja bem, não é que esses estabelecimentos se transformam em bancos por oferecer esses serviços. Eles atuam em nome de uma instituição financeira com a qual mantêm contrato e apenas podem prestar os serviços previstos nesse acordo.
Por que os bancos precisam de um correspondente bancário?
A correspondência bancária amplia o alcance geográfico dos bancos, especialmente em áreas onde não há nenhuma agência disponível.
Além disso, mesmo quando há agências no local, um correspondente bancário torna os serviços financeiros da instituição muito mais acessíveis e fáceis de serem solicitados.
Ao financiar uma casa em uma imobiliária que oferece essa possibilidade, por exemplo, um cliente não precisa ir até um banco para finalizar o processo.
Quem pode ser correspondente bancário?
Qualquer pessoa pode se tornar um correspondente bancário, desde que seja uma Pessoa Jurídica. O único requisito para aderir à profissão é se submeter ao processo de registro junto à instituição bancária escolhida para exercer essa função.
Então, se o seu desejo é seguir esse caminho, tudo o que precisa fazer é:
- Escolher com qual produto financeiro vai atuar;
- Definir quais bancos serão os seus parceiros;
- Obter a certificação financeira obrigatória.
Caso você já tenha uma empresa (imobiliária, concessionária ou afins), o procedimento para se tornar um correspondente bancário é o mesmo, o que é uma facilidade para o empresário que apenas deseja expandir as operações ao oferecer esse serviço adicional.
O que faz um correspondente bancário?
As funções de um correspondente bancário incluem:
- Serviço de cobrança;
- Pagamento de contas;
- Fornecimento de cartão de crédito, que estarão sob a responsabilidade do banco ou da instituição que contratou o correspondente;
- Operações de câmbio;
- Recebimento e encaminhamento de propostas de abertura de contas;
- Análise de crédito;
- Transferências e movimentações.
Ao prestar esses serviços, um correspondente bancário jamais poderá solicitar o pagamento adiantado de nenhum cliente. Além disso, não deve impor nenhuma taxa extra pela realização dos serviços, nem fornecer empréstimo por conta própria, sem estar vinculado a uma instituição financeira.
A seguir, falo um pouco mais sobre as principais responsabilidades deste profissional.
Atendimento a clientes
O correspondente bancário funciona como um ponto de atendimento da instituição financeira fora de seus canais tradicionais. Logo, é ali que o cliente pode buscar informações, entregar documentos e realizar os serviços que aquele correspondente está autorizado a oferecer.
Esse atendimento varia de acordo com o que foi firmado com a instituição bancária em questão, mas em geral inclui desde operações mais simples, como recebimentos e pagamentos, até orientações sobre produtos financeiros. O correspondente também precisa informar ao cliente para qual instituição atua e quais são as condições do serviço oferecido, sem criar cobranças próprias ou alterar as condições definidas pelo banco.
Oferta de serviços bancários autorizados
O correspondente não pode escolher livremente quais serviços financeiros quer oferecer. Sua atuação vai sempre depender daquilo que está previsto no contrato firmado com a instituição contratante e do que é permitido pela regulamentação.
Entre as atividades que podem fazer parte desse atendimento, temos:
- Recebimentos e pagamentos;
- Transferências;
- Encaminhamento de propostas para abertura de contas;
- Serviços de cobrança;
- Propostas de cartão de crédito;
- Determinadas operações de câmbio.
Na dúvida, você pode sempre recorrer à Resolução CMN nº 4.935 para saber detalhes desse tipo de atuação, já que essa CMN define tudo sobre a contratação e a atuação dos correspondentes no país.
Encaminhamento de propostas de crédito
O correspondente também pode atuar no recebimento e no encaminhamento de propostas de operações de crédito, como empréstimos e financiamentos. Nesse caso, ele faz a ponte entre a pessoa interessada e a instituição que efetivamente poderá conceder o crédito.
Durante o processo, pode coletar dados e documentos, preencher ou auxiliar no preenchimento da proposta, apresentar as condições disponíveis e encaminhar as informações necessárias para a análise. Dependendo da operação e do contrato, também pode prestar serviços relacionados ao acompanhamento daquele crédito.
Apoio em financiamentos, empréstimos e outros produtos
Em financiamentos e empréstimos, o correspondente pode acompanhar diferentes etapas entre o interesse inicial do cliente e o envio da proposta. Isso inclui:
- Apresentar as opções disponíveis;
- Informar taxas, prazos e demais condições;
- Reunir documentos;
- Encaminhar a solicitação à instituição financeira.
Um exemplo bastante comum aparece na compra de veículos. Uma concessionária pode atuar como correspondente e apresentar ao comprador as alternativas de financiamento oferecidas pelas instituições com as quais trabalha, sem que o cliente precise ir também até um banco para completar o processo.
Ser correspondente bancário vale a pena?
Sim, ser correspondente bancário pode valer muito a pena. Afinal, é uma atividade cuja demanda continua existindo mesmo com o crescimento dos canais digitais (e também por causa desse crescimento, já que é possível exercer a profissão de forma totalmente remota).
Outras vantagens da profissão incluem:
- Atuar em vários ramos;
- Oferecer serviços de crédito personalizados;
- Autogestão;
- Metas de produtividade.
Antes de prosseguirmos, vale destacar a demanda por correspondentes onde não há mais nenhuma agência bancária física disponível para a população. De acordo com o Banco Central, 2.649 municípios brasileiros não têm nenhuma agência, o que soma 48% do total no país (contra 36% há dez anos).
Esse fechamento massivo de agências não é exatamente uma surpresa. Hoje, bancos inteiramente digitais já não são mais uma novidade e você provavelmente faz todas as operações que precisa do seu celular.
Acontece que, no nosso país, ainda há lugares onde a digitalização dos bancos não virou parte da rotina. Os motivos para isso variam: há pessoas idosas, por exemplo, que não se sentem confortáveis com a tecnologia e ainda precisam ir até uma agência para resolver suas necessidades. Em outras áreas, o problema é de conexão: a internet não necessariamente colabora para que tudo seja feito online.
Nessas situações, como você pode imaginar, correspondentes bancários têm uma demanda enorme.
Agora, vamos às demais vantagens da profissão.
Atuar em vários ramos
A lista de serviços de um correspondente bancário é longa. Portanto, o exercício dessa profissão pode ser feito de diferentes formas.
É possível, por exemplo, apenas realizar pagamentos para os clientes. Caso você já tenha uma imobiliária, uma possibilidade é a de ofertar financiamento diretamente no seu estabelecimento.
Oferecer serviços de crédito personalizados
Um correspondente bancário pode estar vinculado a mais de um banco. Por consequência, tem a chance de oferecer aos clientes serviços personalizados, em busca das melhores taxas e condições para cada um.
Aqui, porém, existe um ponto importante: para comparar essas opções e orientar o cliente corretamente, é preciso conhecer os produtos oferecidos, entender taxas, prazos, custos e condições de contratação e saber identificar qual alternativa é adequada às necessidades apresentadas.
Autogestão
Como uma Pessoa Jurídica à frente do seu próprio estabelecimento de correspondência bancária, muitas responsabilidades deverão ser assumidas. Um bom networking e uma excelente divulgação de seus serviços, por exemplo, são necessárias.
Ao mesmo tempo, é você quem comandará as suas ações e sua equipe. Ademais, também montará o seu próprio cronograma de horários, o que traz mais liberdade e dinamismo para a sua rotina.
Metas de produtividade
Seja por organização própria ou por critérios definidos pelas instituições com as quais trabalha, metas de produtividade podem ser bem úteis na rotina de um correspondente.
Elas podem estar relacionadas, por exemplo, ao número de propostas de crédito encaminhadas, contratos fechados, novos clientes atendidos ou volume de operações realizadas em determinado período.
Acompanhar esses indicadores vai te ajudar a entender seu próprio desempenho, identificar quais produtos têm maior procura e organizar melhor a rotina comercial.
Quanto um correspondente bancário ganha?
Como a remuneração é comissionada (o banco é quem paga o profissional pelos serviços), o valor pode mudar mês a mês. De forma geral, correspondentes ganham entre R$2.500,00 e R$5.000,00, se falarmos de salário fixo.
No entanto, de acordo com o Conselho Monetário Nacional, esses profissionais podem receber, à vista, até 6% do valor da operação de crédito encaminhada, repactuada ou renovada. Esse percentual é um limite máximo, e não uma comissão obrigatória: o valor efetivamente recebido depende do que foi acordado entre o correspondente e a instituição contratante.
Portanto, em uma operação de R$500.000, por exemplo, a comissão pode ser de até R$30.000,00.
Fatores que influenciam os ganhos
Entre os principais fatores que podem influenciar a renda de um correspondente, temos:
- Quantidade de operações concluídas: atender 50 pessoas não é o mesmo que fechar 50 contratos. Parte das propostas pode ser recusada pela instituição ou simplesmente não ser aceita pelo cliente. Por isso, o que pesa nos ganhos é principalmente o volume de operações que chegam efetivamente à contratação;
- Produtos oferecidos: os serviços não remuneram o correspondente da mesma maneira. Um financiamento, um empréstimo consignado e a abertura de uma conta, por exemplo, são operações diferentes e podem seguir tabelas e critérios de remuneração próprios;
- Instituições com as quais trabalha: um correspondente pode atuar para mais de uma instituição, e cada uma pode ter produtos, condições e tabelas diferentes. Isso também amplia as possibilidades de encontrar uma alternativa compatível com o que determinado cliente procura;
- Valor e características da operação: nos casos em que a remuneração está relacionada ao valor contratado, o tamanho da operação interfere no pagamento. Mas outros elementos também podem entrar nessa conta, conforme o produto e as condições estabelecidas pela instituição;
- Público atendido: o perfil dos clientes influencia diretamente quais produtos têm demanda. Um correspondente que atende principalmente aposentados pode ter uma rotina comercial diferente daquele que trabalha próximo a concessionárias de veículos ou atende empresas, por exemplo;
- Região de atuação: a localização também interfere na procura pelos serviços. Em uma cidade com poucas agências bancárias, o correspondente pode funcionar como um ponto importante de acesso a serviços financeiros. Já em regiões com grande oferta de bancos, correspondentes e canais digitais, a dinâmica de captação de clientes tende a ser diferente;
- Taxa de aprovação e conversão: mesmo uma proposta bem encaminhada pode não virar contrato. O cliente pode desistir, a análise de crédito pode resultar em recusa ou as condições oferecidas podem não ser interessantes para ele. Por isso, acompanhar quantas propostas realmente se transformam em operações ajuda a entender melhor o potencial de ganhos.
Na rotina, você vai ver que esses fatores se misturam. Um correspondente pode realizar poucas operações de valores maiores, enquanto outro trabalha com um volume muito maior de serviços de menor valor.
Inclusive, é justamente por existirem modelos de atuação tão diferentes que uma média mensal de ganhos, sozinha, diz pouco sobre quanto esse profissional pode receber.
Quanto custa para ser um correspondente bancário?
Você não precisa fazer um investimento enorme para começar a trabalhar como correspondente bancário. Dependendo de como pretende atuar, os primeiros gastos ficam concentrados na preparação para a certificação, na formalização do negócio e em uma estrutura básica para trabalhar.
Claro que essa conta pode crescer bastante se a ideia for abrir um ponto comercial, contratar funcionários e montar uma operação maior. Mas, para quem está começando sozinho, dá para pensar nos custos por partes.
Curso preparatório e certificação
Esse provavelmente será um dos primeiros gastos. Para quem atende clientes em operações de crédito e arrendamento mercantil, a regulamentação exige que a qualificação técnica seja comprovada por um exame de certificação organizado por uma entidade de reconhecida capacidade técnica.
O custo em si vai depender da certificação e de como você vai se preparar. Para ter uma referência, os preparatórios da TopInvest para correspondentes ficam na casa de apenas algumas centenas de reais, a depender do curso escolhido.
Depois, ainda é preciso considerar o valor cobrado pela entidade responsável pela prova, que varia conforme a certificação. Olha só quanto custam algumas das principais:
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Certificação |
Para que serve |
Valor da prova |
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Febraban FBB-100 |
Certificação completa para correspondentes. Abrange crédito consignado, CDC e crédito e financiamento de veículos. |
R$ 133,00 |
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Febraban FBB-110 |
Voltada à atuação com crédito consignado. |
R$ 97,00 |
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Febraban FBB-120 |
Voltada à atuação com Crédito Direto ao Consumidor (CDC). |
R$ 115,00 |
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Febraban FBB-130 |
Voltada a crédito e financiamento de veículos. |
R$ 115,00 |
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ANEPS |
A ANEPS também possui diferentes certificações. A Completa + LGPD abrange os principais segmentos de crédito. |
A partir de R$ 59,00; Completa + LGPD por R$ 74,00 |
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ABECIP CA-300 |
Voltada aos profissionais que atuam na comercialização de produtos de crédito imobiliário. |
R$ 339,00 |
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ABECIP CA-600 |
Certificação mais abrangente para profissionais que atuam com crédito imobiliário e financiamento habitacional. |
R$ 373,00 |
Abertura ou manutenção de CNPJ
Aqui a conta depende bastante de como o negócio será formalizado. O MEI é a alternativa mais barata quando a atividade exercida está entre aquelas permitidas para esse enquadramento e a pessoa atende aos demais requisitos, então é importante conferir a ocupação antes de abrir o CNPJ.
Na dúvida, saiba que o próprio Portal do Empreendedor mantém a lista oficial das atividades permitidas.
Em 2026, o MEI pode faturar até R$ 81 mil por ano, o equivalente a R$ 6.750 por mês para calcular o limite proporcional de quem abre a empresa durante o ano. A abertura é gratuita e, para uma atividade de prestação de serviços, o DAS a ser paga mensalmente é atualmente de R$ 86,05.
Agora, atenção à conta: R$ 81 mil é faturamento, não lucro. Se o negócio crescer e ultrapassar as condições do MEI, será preciso verificar o desenquadramento e outro regime tributário adequado.
A partir daí, a estrutura também fica mais complexa: entram impostos calculados conforme o enquadramento e o faturamento da empresa, outras obrigações fiscais e, normalmente, o custo de um contador para cuidar dessa parte.
Estrutura mínima de trabalho
Você não precisa imaginar uma agência bancária em miniatura. A estrutura, na verdade, vai depender da forma como pretende atender os clientes.
Se a operação puder ser feita de forma remota, um espaço organizado de home office já reduz bastante o investimento inicial. Aliás, a própria regulamentação permite que o atendimento do correspondente seja prestado pessoalmente ou por plataforma eletrônica, e daqui a pouco eu falo mais sobre isso.
No básico, entram um computador confiável, boa conexão com a internet, telefone e acesso aos sistemas necessários para trabalhar com as instituições contratantes. E aqui “confiável” importa: o correspondente lida com documentos, dados pessoais e informações financeiras, então não é uma boa ideia depender de um computador que trava no meio do envio de uma proposta ou de uma internet que cai a cada dez minutos.
Já quem pretende receber clientes presencialmente pode precisar colocar na ponta do lápis aluguel, móveis, computador, telefone, internet, energia e adequação do espaço, além de eventuais exigências locais e da própria instituição contratante.
Nesse cenário, não existe um valor padrão para começar: montar uma sala pequena em uma cidade do interior é uma conta bem diferente de manter um ponto comercial em uma região movimentada de uma capital.
Como ser um correspondente bancário?
O caminho para se tornar um correspondente bancário é o seguinte:
- Obtenha uma certificação financeira;
- Reúna os documentos necessários;
- Entre em contato com o banco ou promotora.
A seguir, dou detalhes sobre cada passo.
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Obtenha uma certificação financeira
Se a sua pretensão é apenas oferecer o serviço de pagamento de contas e boletos, o processo é mais simples. Para isso, basta contatar o banco ao qual você deseja estabelecer um vínculo e entregar os documentos que te serão solicitados.
Em geral, não há nada de muito complexo aqui, apenas comprovante de residência, seu CNPJ, etc.
Contudo, ao trabalhar com operações de crédito, ter uma certificação financeira se torna obrigatório. Dentre as opções disponíveis, estão:
- Febraban Completa ou ANEPS Completa: é possível se inscrever em ambas a qualquer momento, sem ter que esperar por determinado período. Além disso, saiba que as duas te autorizarão a trabalhar com Crédito Direto ao Consumidor, financiamento de veículos e crédito consignado;
- ABECIP CA-300 ou ABECIP CA-600: essas duas certificações são especiais para quem deseja trabalhar com crédito imobiliário. Portanto, se este for o seu desejo, é necessário ter a Febraban ou a ANEPS, além de uma ABECIP.
Inclusive, se precisar de auxílio para prestar as provas e conquistar as suas certificações, pode contar com a TopInvest, pois nós temos cursos preparatórios excelentes para te ajudar:
- Curso preparatório TopInvest ANEPS;
- Curso preparatório TopInvest ABECIP CA-300;
- Curso preparatório TopInvest ABECIP CA-600.
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Reúna os documentos necessários
Depois que você já estiver com o seu CNPJ aberto, é preciso preparar a documentação para se apresentar às instituições com as quais você gostaria de trabalhar. Não existe uma lista única de documentos para todo correspondente bancário, já que cada instituição define os critérios para selecionar e contratar seus parceiros.
E pode ser uma lista um pouco maior do que apenas CNPJ e comprovante de residência. A Caixa, por exemplo, solicita documentos de constituição da empresa, CNPJ atualizado, documentos dos sócios, certidões de regularidade fiscal, Certificado de Regularidade do FGTS e comprovantes de inscrição municipal, estadual ou no Simples, quando aplicáveis.
Importante: entregar os documentos não garante a contratação. A instituição ainda precisa avaliar a empresa e seus sócios antes de decidir se deseja estabelecer a parceria.
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Entre em contato com as instituições financeiras
Com a empresa formalizada e os documentos em mãos, o próximo passo é procurar as instituições para as quais você gostaria de atuar como correspondente.
A forma de contratação pode ser digital ou presencial: depende de cada instituição. A Caixa, por exemplo, atualmente orienta quem deseja se tornar um Correspondente Caixa Aqui tradicional a levar a documentação necessária a uma de suas agências e conversar com um gerente.
Também existem modelos diferentes dentro da mesma instituição. No caso do Correspondente Caixa Aqui Master, a própria instituição orienta a pessoa interessada a enviar a proposta e a comprovação dos requisitos por e-mail para que a equipe responsável faça contato.
Na dúvida, consulte a página de correspondentes de cada instituição para ter certeza sobre o processo exato:
- CAIXA — Correspondente CAIXA Aqui;
- CAIXA — Correspondente CAIXA Aqui Digital;
- CAIXA — Correspondente CAIXA Aqui Master;
- Santander — Correspondentes no País;
- Santander — Portal de Correspondentes;
- Itaú — Correspondentes no País;
- Banrisul — Correspondentes Bancários.
Lembre-se: a parceria só estará formalizada depois da aprovação e da celebração do contrato com a instituição. É esse contrato, aliás, que define quais produtos e serviços você poderá oferecer, além das responsabilidades, comissões e condições da atuação como correspondente.
Como ser correspondente bancário home office?
Como a regulamentação permite que o atendimento seja feito por plataforma eletrônica, o que você precisa é estar contratado por uma instituição financeira e seguir os canais, sistemas e procedimentos definidos por ela.
Nessa modalidade, algumas rotinas ficam mais específicas. Olha só:
- Atendimento digital: o atendimento pode acontecer à distância pelos canais utilizados na sua operação. Assim, você pode entender o que o cliente procura, apresentar as condições dos produtos disponíveis, informar os documentos necessários e acompanhar a proposta, sem precisar recebê-lo em um escritório;
- Captação de clientes online: site, redes sociais e parcerias digitais podem ajudar na divulgação dos serviços, sempre deixando claro que você atua como correspondente de determinada instituição, é claro, e não como o próprio banco;
- Envio de propostas à distância: quando a instituição oferece uma jornada digital, documentos e informações podem ser recebidos e encaminhados pelos sistemas autorizados por ela. O correspondente ajuda a montar e enviar a proposta, mas não decide se o crédito será aprovado;
- Cuidados com segurança e LGPD: CPF, documentos de identificação, comprovantes e informações financeiras precisam ser protegidos com medidas como controle de acesso, senhas seguras, softwares atualizados, backups e uso dos canais autorizados pela instituição.
Qual o melhor banco para ser correspondente bancário?
Não existe um único banco que seja o melhor para todo correspondente bancário, já que a escolha depende dos produtos com os quais você pretende trabalhar, do perfil dos seus clientes, da estrutura que já possui e até da forma como pretende atendê-los.
Para facilitar a sua avaliação, compilei na tabela abaixo alguns detalhes sobre as parcerias oferecidas por cada um dos principais bancos no país:
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Instituição |
O que oferece ou diferencia sua rede de correspondentes |
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Caixa |
Tem uma estrutura bastante ampla: o Correspondente Caixa Aqui pode trabalhar com contas, empréstimos, financiamento habitacional, cartões, seguros, consórcios e serviços transacionais. A instituição também oferece capacitação inicial, educação continuada e suporte técnico e comercial aos parceiros. |
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Caixa Digital |
É uma modalidade específica para empresas que já possuem uma plataforma própria de serviços financeiros. A atuação pode ser 100% digital e sem exclusividade, mas os requisitos são bem maiores: a empresa precisa ter experiência nesse mercado, estrutura tecnológica própria, mecanismos antifraude, biometria e outros recursos de segurança. |
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Banco do Brasil |
O Correspondente Mais BB pode receber pagamentos e depósitos, realizar determinados saques e encaminhar propostas de contas, empréstimos, financiamentos e cartões, entre outros serviços. A rede é formada principalmente por estabelecimentos como supermercados, drogarias, lojas, cartórios e cooperativas. |
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Santander |
Mantém correspondentes em diferentes segmentos, como crédito consignado, financiamento de veículos, crédito imobiliário, cartões e outros produtos. Por isso, vale verificar qual modalidade de parceria corresponde ao mercado em que você pretende atuar. |
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Itaú |
Também trabalha com redes diferentes conforme o produto. Entre elas estão correspondentes de crédito imobiliário, veículos, consignado, cartões e correspondentes digitais, o que permite buscar uma atuação mais ligada ao segmento desejado. |
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Banrisul |
Possui modelos próprios de correspondentes, como o Banriponto, além de estruturas voltadas a crédito e ao mercado imobiliário. Pode ser uma alternativa especialmente interessante para quem pretende atuar em regiões onde o banco possui presença mais forte. |
A TopInvest ajuda você a se tornar um correspondente bancário
Além dos cursos preparatórios para as certificações necessárias para se tornar um correspondente bancário, eu recomendo que você busque estudar e se atualizar se inscrevendo no canal da TopInvest no YouTube. Por lá, temos novos vídeos toda semana, que são verdadeiras aulas para quem está na carreira financeira e deseja fornecer o melhor atendimento aos clientes!