O Drex é o projeto de moeda digital do Banco Central do Brasil, desenvolvido para viabilizar operações financeiras com ativos digitais, contratos inteligentes e novas formas de liquidação.
Esse nome surgiu ainda em 2020, só que, de lá pra cá, muita coisa aconteceu. O Pix, também lançado em 2020, roubou os holofotes e conquistou rapidamente seu espaço na rotina dos brasileiros, enquanto o Drex enfrentou dificuldades técnicas, passou por diferentes fases de testes e chegou a 2026 sem previsão oficial de lançamento.
Mas não confunda a demora com falta de importância: mesmo sem estar disponível ao público, o Drex já integra o conteúdo programático da CPA da Anbima, dentro dos assuntos relacionados à inovação e ao desenvolvimento do mercado financeiro.
Além disso, de qualquer forma, o tema é totalmente digno de atenção pois ainda estamos falando de uma iniciativa que reúne conceitos como tokenização, blockchain, contratos inteligentes e moeda digital de banco central, todos relevantes para compreender as transformações do sistema financeiro.
Neste artigo, vou te explicar:
- O que é o Drex;
- Como funciona o Drex;
- Quanto vale 1 Drex;
- Qual a diferença do Pix para o Drex;
- Quais são os possíveis benefícios do Drex;
- Quais são as desvantagens do Drex;
- Se o Drex foi cancelado;
- Quando o Drex estará disponível.
Spoiler: ao longo da leitura, também vamos separar juntos as funcionalidades previstas pelo Banco Central daquelas que realmente chegaram a ser testadas, especialmente porque o projeto mudou bastante desde suas primeiras apresentações.
O que é o Drex?
O Drex é a iniciativa do Banco Central para desenvolver o real em formato digital, com uma infraestrutura capaz de liquidar operações financeiras que envolvam ativos tokenizados. Ele pertence à categoria das moedas digitais de banco central, conhecidas pela sigla inglesa CBDC (Central Bank Digital Currency).
Talvez você esteja pensando que já utiliza reais digitais quando acessa sua conta bancária. E, de certa forma, a lógica faz algum sentido: boa parte do dinheiro que movimentamos hoje existe como saldo eletrônico. Quanto tempo faz que você usou dinheiro em papel pela última vez?
A diferença é que o Drex foi concebido para integrar esse dinheiro a um ambiente no qual ativos e direitos também possuem representações digitais. Com isso, seria possível executar operações mais complexas, como a transferência de um título financeiro e o pagamento correspondente, de maneira coordenada.
Aliás, o projeto nunca teve como objetivo principal criar outra moeda para concorrer com o real. O Drex manteria a mesma unidade monetária brasileira, mas ofereceria recursos tecnológicos que não fazem parte das transferências bancárias convencionais.
Qual o significado do nome Drex?
O nome Drex reúne referências ao Real Digital, ao meio eletrônico e à conexão entre sistemas. Segundo o Banco Central, cada parte da palavra foi escolhida para representar uma característica da iniciativa. A composição ficou assim:
- D e R: fazem referência ao Real Digital, denominação utilizada antes da apresentação da marca Drex.
- E: representa a palavra “eletrônico”, associada ao ambiente no qual as operações ocorreriam.
- X: remete à conexão e à modernidade, conceitos relacionados à tecnologia inicialmente escolhida para o projeto.
Essa marca foi apresentada oficialmente pelo Banco Central em 2023, na intenção de facilitar a comunicação com a população, sem depender de expressões técnicas pouco familiares, como CBDC ou plataforma de liquidação de ativos tokenizados.
Qual o conceito de moeda digital?
Uma moeda digital é uma forma de dinheiro que existe apenas em meio eletrônico, sem precisar de notas ou moedas físicas para ser utilizada. Ela permite representar e transferir valores digitalmente, por meio de sistemas e dispositivos eletrônicos.
No caso de uma CBDC (Moeda Digital de Banco Central), estamos falando de uma versão digital da moeda oficial de um país, emitida pelo próprio Banco Central. Por exemplo, uma CBDC brasileira representaria o real em formato digital, com seu valor e sua emissão vinculados à autoridade monetária nacional.
Aqui, quero chamar sua atenção para três conceitos que costumam aparecer próximos nas provas, mas não devem ser confundidos:
- Moeda digital de banco central (CBDC): representação digital da moeda oficial, emitida ou estruturada sob responsabilidade da autoridade monetária, conforme o modelo adotado.
- Moeda eletrônica: recursos armazenados eletronicamente em contas de pagamento, conforme as regras aplicáveis às instituições participantes.
- Criptomoeda: ativo digital que utiliza mecanismos criptográficos e pode operar sem emissão por uma autoridade monetária nacional, como ocorre com o Bitcoin.
Saia desse conteúdo hoje sabendo que a distinção mais importante está na natureza de cada instrumento. Enquanto o Bitcoin possui cotação própria e está sujeito a oscilações de mercado, o Drex foi concebido como uma representação do real, sem a criação de uma nova unidade monetária.
E outro cuidado ainda: uma CBDC não precisa, obrigatoriamente, utilizar blockchain. A tecnologia depende das escolhas de cada banco central, e o próprio projeto brasileiro passou a reavaliar essa questão depois dos primeiros testes.
De quem foi a ideia do Drex?
O Drex é uma iniciativa institucional do Banco Central do Brasil, que começou a estudar a possibilidade de emitir uma moeda digital em agosto de 2020.
O projeto surgiu durante a presidência de Roberto Campos Neto no Banco Central. Já a sua construção envolveu equipes técnicas da instituição, representantes do mercado financeiro e pesquisadores, com a participação de Fábio Araújo na coordenação dos trabalhos.
Em maio de 2021, o BC divulgou as primeiras diretrizes para o Real Digital. No ano seguinte, desenvolveu o LIFT Challenge, iniciativa voltada à avaliação de aplicações e tecnologias, até chegar ao início do projeto-piloto em março de 2023.
Como funciona o Drex?
No modelo originalmente testado pelo Banco Central, o Drex funcionaria em uma infraestrutura digital compartilhada por instituições autorizadas, com recursos para registrar ativos e liquidar transações de forma coordenada. A ideia era viabilizar que dinheiro e ativos digitais circulassem em um mesmo ambiente, sob regras definidas.
Para compreender o funcionamento, precisamos conhecer três componentes em detalhes:
- Participação das instituições financeiras;
- Tokenização dos ativos;
- Contratos inteligentes.
Antes de nos aprofundarmos nisso tudo, porém, deixo aqui uma ressalva: essa arquitetura corresponde às diretrizes e aos testes das primeiras fases do projeto. Como o BC desativou a infraestrutura utilizada em 2025 e passou a estudar outras possibilidades tecnológicas, não podemos afirmar que a versão definitiva seguirá exatamente o mesmo desenho.
Agora sim, vamos lá.
Papel do Banco Central e das instituições participantes
O Banco Central seria responsável pela infraestrutura e pela emissão do Drex de atacado, utilizado na liquidação entre instituições autorizadas. Já o acesso dos clientes ocorreria por meio de bancos e outros intermediários financeiros, que ofereceriam serviços com depósitos tokenizados.
Essa organização possui dois níveis:
- Drex de atacado: representação digital da moeda do Banco Central, destinada às operações entre instituições participantes.
- Drex de varejo: representação tokenizada de depósitos e recursos mantidos nas instituições financeiras, destinada às operações de seus clientes.
Aqui, é importante gravar na memória que o saldo do cliente em um banco não se transforma automaticamente em uma obrigação direta do Banco Central. No modelo apresentado, os depósitos tokenizados continuam relacionados às instituições responsáveis por sua emissão.
Vamos pensar em uma compra hipotética realizada entre clientes de bancos diferentes. Cada instituição participaria da operação por meio da infraestrutura autorizada, enquanto os registros e a liquidação seriam coordenados para atender às condições da negociação.
Você não precisaria, necessariamente, abrir uma conta diretamente no Banco Central. A previsão era que o relacionamento com o usuário continuasse sob responsabilidade dos intermediários financeiros, assim como acontece com diversos serviços bancários atuais.
Tokenização de ativos
Primeiramente, saiba que a tokenização é o processo de representar um ativo ou direito em formato digital, por meio de um registro chamado token. No contexto do Drex, essa tecnologia serve para representar títulos financeiros, recebíveis e direitos de crédito, entre outros ativos, em uma infraestrutura digital.
Para visualizar como isso tudo funcionaria, imagine um título público tokenizado, com informações sobre seu titular e as regras para sua transferência. Se alguém quisesse comprá-lo, a plataforma poderia vincular a transferência do título ao pagamento em Drex, de modo que as duas etapas fossem concluídas de forma coordenada. A ideia seria reduzir o risco de uma parte entregar o ativo sem receber o dinheiro.
A tokenização também poderia facilitar o fracionamento de determinados ativos, desde que permitido pela legislação, é claro. Contudo, criar um token relacionado a um imóvel, por exemplo, não transfere automaticamente sua propriedade nem autoriza sua divisão em cotas. Essas operações continuam sujeitas às exigências legais, regulatórias e de registro aplicáveis.
Contratos inteligentes e liquidação de operações
Os contratos inteligentes, por sua vez, são programas que executam instruções previamente definidas quando determinadas condições são atendidas. No Drex, eles foram estudados como uma forma de automatizar operações financeiras e vincular o pagamento à transferência de um ativo.
Um dos conceitos mais importantes aqui é a liquidação atômica, expressão utilizada para descrever operações em que as etapas vinculadas são concluídas de maneira conjunta ou não são efetivadas.
Vamos imaginar aqui uma compra de um veículo por R$ 60 mil. Em uma negociação convencional, o comprador pode ficar preocupado em pagar antes de receber a transferência da propriedade, enquanto o vendedor talvez não queira transferir o bem sem a confirmação do dinheiro.
Com um contrato inteligente, seria possível estabelecer condições para que o pagamento e a transferência digital ocorressem de forma simultânea, desde que os sistemas envolvidos estivessem devidamente integrados. Esse mecanismo é conhecido como entrega contra pagamento, ou Delivery versus Payment (DvP).
Importante: contratos inteligentes ainda precisam respeitar as condições estabelecidas, a legislação e os requisitos de segurança.
Quanto vale 1 Drex?
No modelo proposto, 1 Drex equivale a R$ 1, pois a moeda digital foi concebida como uma representação do real brasileiro. Ou seja, não existe uma cotação independente, como acontece com criptomoedas negociadas no mercado.
Essa equivalência é bem útil para compreender a finalidade do projeto, já que a ideia do Drex nunca foi criar uma moeda cujo preço varia conforme a procura dos investidores, mas sim simplesmente oferecer uma representação digital da moeda nacional.
Diferença entre moeda digital e ativo de investimento
Uma moeda digital é meramente uma representação monetária e um instrumento de liquidação. Um ativo de investimento, por outro lado, é adquirido para fins de rentabilidade, valorização ou geração de renda.
Um CDB, por exemplo, representa uma aplicação de renda fixa e possui condições próprias de remuneração. Já uma ação representa uma participação societária, cujo valor varia conforme o mercado e os resultados da empresa.
O Drex, por sua vez, não foi concebido para pagar juros automaticamente ou oferecer ganhos de capital pela simples manutenção de saldo. Seu valor estaria associado unicamente ao real, enquanto eventuais rendimentos dependeriam dos produtos financeiros utilizados.
Qual a diferença do Pix para o Drex?
O Pix permite transferir dinheiro e fazer pagamentos em segundos, como quando você paga uma compra ou envia dinheiro para alguém. Já o Drex é um projeto de infraestrutura financeira digital que busca facilitar operações mais complexas, como a compra e venda de ativos tokenizados, com a transferência do ativo e o pagamento realizados de forma coordenada e segura.
Embora ambos sejam iniciativas do Banco Central, o Pix e o Drex foram criados para resolver necessidades diferentes. Futuramente, pode ser que tenhamos soluções que integrem as funcionalidades dos dois.
Quais são os possíveis benefícios do Drex?
O Drex tem potencial para tornar operações financeiras mais rápidas, seguras e eficientes, especialmente aquelas que envolvem a transferência de ativos digitais. Entre as principais vantagens esperadas estão:
- Automação de processos: com os contratos inteligentes, determinadas etapas de uma operação poderiam ser executadas automaticamente, desde que as condições previstas fossem atendidas. Isso reduziria a necessidade de conferências e comandos manuais, além de tornar os processos mais ágeis.
- Redução de custos operacionais: a integração de diferentes etapas em uma mesma infraestrutura poderia diminuir a quantidade de sistemas, verificações e procedimentos necessários para concluir uma transação. Com menos atividades manuais, as instituições também teriam oportunidades de reduzir erros e despesas administrativas.
- Maior segurança nas transações: o Drex viabilizaria a possibilidade de vincular a transferência de um ativo ao pagamento correspondente, por meio de um mecanismo chamado liquidação atômica. Assim, a operação só seria concluída se as duas partes cumprissem as condições estabelecidas, reduzindo o risco de entregar dinheiro sem receber o ativo, ou vice-versa.
- Criação de novos produtos financeiros: a possibilidade de representar ativos digitalmente abriria espaço para desenvolver soluções de crédito, investimentos e negociação de direitos financeiros. Instituições poderiam explorar modelos de serviços que hoje dependem de processos mais complexos (embora sua oferta ainda dependa de requisitos técnicos e regulatórios).
- Integração entre sistemas: diferentes instituições financeiras poderiam utilizar uma infraestrutura compartilhada para trocar informações e coordenar etapas de uma mesma operação. Essa interoperabilidade facilitaria transações que envolvem vários participantes, como a compra de um título financeiro por um cliente de um banco, quando o ativo está registrado em outra instituição.
Atenção: você acabou de ler uma série de benefícios potenciais, não de resultados registrados ou garantidos.
Quais são as desvantagens do Drex?
As principais desvantagens e desafios do Drex envolvem a proteção de dados financeiros, os riscos tecnológicos e os custos necessários para implementar a infraestrutura. Veja detalhes sobre os principais pontos de atenção estão:
- Privacidade e proteção de dados: o Drex precisa conseguir que diferentes instituições participem de operações sem expor informações sigilosas, como saldos, movimentações e dados pessoais. Conciliar essas necessidades foi um dos principais desafios dos testes, aliás, já que a infraestrutura também deve respeitar a LGPD e as regras de sigilo bancário.
- Segurança tecnológica: a integração de instituições e ativos exige proteção contra ataques cibernéticos, falhas nos sistemas e erros em contratos inteligentes. Um problema na programação, por exemplo, poderia comprometer a execução de uma operação financeira, o que exige testes rigorosos e mecanismos de prevenção e correção.
- Complexidade operacional: o Drex precisa funcionar de maneira integrada com sistemas financeiros já existentes, além de oferecer capacidade de processamento, estabilidade e recuperação diante de incidentes. Quanto maior o número de instituições e operações envolvidas, mais complexa se torna a coordenação dessa infraestrutura.
- Custos de implementação: as instituições participantes precisam investir em tecnologia, integração de sistemas, segurança, manutenção e capacitação de equipes. Esses gastos podem dificultar a adesão de organizações menores e limitar os ganhos de eficiência esperados, especialmente se a infraestrutura apresentar custos elevados de operação.
- Acessibilidade para os usuários: os serviços desenvolvidos a partir do Drex também precisarão ser simples, acessíveis e compatíveis com diferentes perfis de clientes. Caso exijam tecnologias caras, procedimentos complexos ou tarifas elevadas, parte da população poderá encontrar dificuldades para aproveitar seus benefícios.
Note que basicamente todos esses desafios explicam porque o desenvolvimento do Drex é um processo que exige tanto teste e tanta avaliação. Para além de comprovar que a tecnologia funciona, o projeto deve ainda, acima de tudo, assegurar privacidade e custos compatíveis com sua utilização no sistema financeiro.
Drex foi cancelado?
Não, muito embora o projeto tenha passado por uma reformulação importante. O que foi descontinuado em novembro de 2025 foi a infraestrutura tecnológica utilizada nas duas primeiras fases do piloto.
A plataforma de testes utilizava o Hyperledger Besu, uma tecnologia de registro distribuído baseada em blockchain. Privacidade dos dados, viabilidade tecnológica e custos envolvidos foram alguns dos problemas identificados aqui. Então, depois de avaliar os resultados, o Banco Central optou desligar o ambiente e reexaminar as alternativas para a continuidade da iniciativa.
Naquele momento, o BC também passou a priorizar aplicações mais específicas, especialmente relacionadas ao uso de ativos como garantias em operações de crédito. A ideia era avançar em problemas concretos do mercado financeiro, sem exigir que a próxima etapa utilizasse obrigatoriamente a mesma tecnologia.
Em reportagem publicada pela Broadcast em novembro de 2025, a nova fase foi descrita como “tecnologicamente agnóstica”, ou seja, sem uma arquitetura previamente definida. Ao longo de 2026, porém, a retomada não aconteceu no ritmo inicialmente esperado.
Até o segundo semestre desse mesmo ano, não há nada que aponte para uma nova fase operacional.
Quando o Drex estará disponível?
O Drex ainda não tem data oficial de lançamento para a população brasileira. Até outubro de 2026, o Banco Central não havia anunciado nenhum calendário definitivo para que pessoas físicas e empresas utilizassem a moeda digital em operações reais.
Nos primeiros anos do projeto, chegaram a circular expectativas de lançamento entre o fim de 2024 e o início de 2025. Só que esses prazos não se concretizaram, principalmente porque os testes revelaram dificuldades que exigiram uma revisão tecnológica.
Mais recentemente, começaram a surgir por aí boatos de uma possível retomada das discussões em 2027. Contudo, uma previsão divulgada com base em fontes do mercado não equivale a uma data oficial de lançamento, é claro.
Por enquanto, o mais importante é acompanhar as decisões do Banco Central e distinguir as etapas de desenvolvimento de uma eventual disponibilização comercial.
Etapas do projeto e testes do Banco Central
O desenvolvimento do Drex passou por estudos iniciais, definição de diretrizes e duas fases de testes, antes da reformulação anunciada em 2025. Para facilitar sua revisão, organizei os principais acontecimentos em ordem cronológica. Olha só:
|
Período |
O que aconteceu |
|
Agosto de 2020 |
O Banco Central criou um grupo de trabalho para estudar a possibilidade de emitir uma moeda digital. |
|
Maio de 2021 |
Foram divulgadas as primeiras diretrizes para o Real Digital. |
|
2022 |
O LIFT Challenge avaliou casos de uso e alternativas tecnológicas para a iniciativa. |
|
Março de 2023 |
Começaram os testes do projeto-piloto, inicialmente chamado de Piloto RD. |
|
Agosto de 2023 |
O Banco Central apresentou oficialmente o nome Drex. |
|
2023 a 2024 |
A primeira fase do piloto examinou a infraestrutura, a tokenização de depósitos e títulos públicos, além de mecanismos de privacidade e liquidação. |
|
2024 a 2025 |
A segunda fase ampliou os testes para 13 temas, com diferentes aplicações financeiras. |
|
Novembro de 2025 |
O BC desativou a infraestrutura DLT utilizada nas duas primeiras fases e passou a reavaliar a tecnologia. |
|
Fevereiro de 2026 |
O TCU divulgou uma avaliação do desenvolvimento do Drex e recomendou aprimoramentos. |
|
Segundo semestre de 2026 |
O projeto permanecia sem lançamento ao público e sem uma nova fase operacional oficialmente confirmada. |
Dica: para ficar de olho nessa odisseia, fique de olho na página dedicada ao Piloto Drex, do próprio Banco Central. Também vale consultar o portal oficial do Drex, que reúne explicações sobre a proposta, suas diretrizes e os materiais institucionais publicados ao longo do desenvolvimento.
Condições de acesso e participação dos usuários
Quando houver uma solução disponível ao público, o acesso ao Drex deverá ocorrer por meio de instituições financeiras e outros intermediários autorizados. As condições definitivas ainda dependem da evolução do projeto, no entanto, até então esse foi o modelo estabelecido nas diretrizes do Banco Central,.
Nas fases iniciais, os participantes foram instituições selecionadas para testes em ambiente restrito. Entre os envolvidos estiveram o Banco Central, a Comissão de Valores Mobiliários (CVM), a Secretaria do Tesouro Nacional e entidades autorizadas pelos respectivos reguladores.
As operações de clientes foram simuladas. Portanto, não houve abertura de carteiras Drex para a população nem oferta pública da moeda digital como um produto financeiro disponível para contratação. Para que essa situação mude, o Banco Central ainda precisará definir a tecnologia, avaliar os resultados dos testes e estabelecer condições adequadas de segurança, privacidade e funcionamento.
Também será necessário esclarecer quais serviços estarão disponíveis, como ocorrerá a participação das instituições e quais procedimentos deverão ser adotados pelos usuários.
Drex na prova da Anbima: o que vale dominar agora?
Atenção: a CPA da Anbima inclui expressamente o Drex em seu programa de estudos, no tópico sobre moedas digitais de banco central. Ou seja, mesmo sem lançamento comercial, ele continua sendo um assunto pertinente à sua preparação.
E, se você pretende conquistar outras certificações ao longo da carreira, vale desenvolver uma base sólida sobre inovação financeira, já que esses conhecimentos ajudam a compreender produtos, tecnologias e riscos que já fazem parte das discussões do mercado.
É por isso que quero te apresentar o Vitalício da TopInvest. Com ele, você reúne os preparatórios para 15 certificações financeiras em um único acesso, inclusive CPA, C-Pro R e C-Pro I, além de questões, simulados e recursos de apoio aos estudos.
Assim, você consegue se preparar para sua próxima prova e continuar seus estudos conforme surgirem novas oportunidades profissionais. E pode contar comigo para explicar os assuntos com a profundidade necessária, sem deixar de lado a clareza que faz diferença na hora de aprender!
Bora conquistar sua certificação? Te espero nas aulas da TopInvest!