Bancos de investimento são instituições financeiras que ajudam companhias a captar recursos, financiam projetos de médio e longo prazo e podem participar de operações como emissão de ações e títulos de dívida, fusões e aquisições.
Essa, no entanto, é uma definição mais simples e direta do assunto. Só que, quando o assunto aparece em uma prova do mercado financeiro, tem mais coisa que você precisa saber para não cair nas pegadinhas.
Um banco de investimento, por exemplo, não recebe depósitos à vista. Ao mesmo tempo, nem toda instituição que exerce essas atividades é exclusivamente um banco de investimento: um banco múltiplo pode ter uma carteira de investimento e atuar nessa área também.
Parece muita coisa? Calma que fica bem mais simples quando organizamos tudo. Neste conteúdo, vamos passar por cada um desses pontos para você entender como os bancos de investimento funcionam e reconhecer o assunto quando ele aparecer na sua prova. Vem comigo para entender:
- O que é um banco de investimento;
- Como funciona um banco de investimento;
- Quais são as principais funções de um banco de investimento;
- Qual é a diferença entre banco de investimento e outras instituições;
- Quais instituições podem atuar como banco de investimento;
- Quem regula os bancos de investimento;
- Qual é a importância dos bancos de investimento para a economia.
Bora?
O que é um banco de investimento?
Como o nome indica, bancos de investimento são aqueles cujo foco está em oferecer títulos de investimento aos clientes. Em geral, são instituições que não fornecem nada além disso, nem sequer contas correntes, como fazem os bancos tradicionais (a não ser que sejam bancos múltiplos, ou seja, que combinem serviços de investimento com outras formas de atuação).
Em outras palavras, esses bancos são praticamente intermediadores na relação entre investidores e emissores de títulos e ativos que precisam captar recursos.
No Brasil, são regulados como sociedades anônimas, de acordo com ordens do Banco Central. Inclusive, é também o Bacen que os obriga a usar o termo “banco de investimento” em seus nomes, e especifica que essas instituições são responsáveis por atuar com:
- Financiamento de atividades produtivas;
- Administração de recursos de terceiros;
- Participação societária temporária.
Para levantar os recursos utilizados nessa relação entre o investidor e quem necessita do dinheiro, os bancos de investimento se utilizam de:
- Repasses de recursos;
- Venda de cota de fundo de investimento;
- Depósitos a prazo.
É por esses caminhos que os bancos de investimento mantêm de pé aquele processo que você já conhece: uma empresa, por exemplo, que precisa de capital para empreender uma mudança “toma emprestado” o dinheiro que algum investidor aplicou em seus títulos.
Como surgiram os bancos de investimento?
Em 1929, uma grande crise abalou a economia dos Estados Unidos e levou à quebra de milhares de bancos. Depois desse período, uma das preocupações passou a ser separar melhor o dinheiro dos correntistas das atividades de investimento consideradas mais arriscadas.
Foi nesse contexto que, agora durante a década de 1930, os Estados Unidos criaram regras para estabelecer uma divisão mais clara entre bancos comerciais e bancos de investimento.
De um lado, ficavam os bancos comerciais, responsáveis por atividades mais tradicionais, como receber depósitos e conceder empréstimos. Do outro, os bancos de investimento concentravam sua atuação em operações ligadas ao mercado de capitais, como emissão e negociação de valores mobiliários.
A ideia por trás dessa separação era relativamente simples: reduzir o risco de que problemas nas operações de investimento colocassem em perigo o dinheiro mantido pelos clientes nos bancos comerciais.
Essa divisão naturalmente acabou influenciando a forma como essas duas atividades passaram a ser enxergadas e organizadas no mercado financeiro, embora, com o passar das décadas, o mercado mudou e essa separação deixou de ser tão rígida.
Nos Estados Unidos, as restrições criadas naquele período foram flexibilizadas e, no fim dos anos 1990, parte importante dessa divisão foi eliminada.
Hoje em dia essa divisão não é mais obrigatória.
Ou seja, apesar de um banco que oferece investimentos precisar ter essa denominação em seu nome, é perfeitamente possível que um banco ofereça esses serviços, além das funções normais de um banco comercial, mas isso nós veremos um pouco mais adiante.
Quem são os clientes dessas instituições?
Os bancos de investimento atendem principalmente empresas e investidores que precisam de serviços mais ligados ao mercado de capitais e à estruturação de operações financeiras. Ou seja, seus clientes costumam ser diferentes de quem procura um banco apenas para abrir uma conta, receber salário ou fazer pagamentos.
Aqui, estou falando de empresas que precisam captar recursos para crescer, financiar projetos, realizar uma aquisição ou reorganizar suas dívidas, por exemplo.
Também entram nesse público investidores institucionais e aqueles clientes com maior patrimônio, que podem ainda utilizar serviços de gestão de recursos, assessoria financeira e participação em operações estruturadas.
Agora, tem um detalhe importante: um banco pode ser múltiplo, ou seja, ele também pode oferecer serviços típicos de bancos tradicionais, como contas e cartões. Nesses casos, naturalmente o público atendido é bem mais amplo, indo desde pessoas físicas que usam serviços bancários tradicionais até grandes empresas que precisam estruturar uma operação no mercado de capitais.
Como funciona um banco de investimento?
Um banco de investimento conecta empresas que precisam de recursos a diferentes formas de financiamento e acesso ao mercado de capitais. Para isso, pode estruturar operações, conceder financiamentos com recursos próprios ou ajudar um negócio a captar dinheiro com investidores.
Bora para um exemplo? Vamos supor que uma determinada companhia precise de R$ 100 milhões para construir uma nova fábrica. Procurar um empréstimo bancário tradicional é uma alternativa possível, no entanto, é também um caminho bem mais caro. Por isso, o que ela pode fazer é recorrer a um banco de investimento para avaliar alternativas mais viáveis para essa empreitada.
A solução vai depender de cada caso, mas esse banco de investimentos pode, por exemplo, estruturar uma emissão de debêntures, organizar uma oferta de ações ou participar de uma operação de crédito adequada ao projeto.
Veja, então, que o banco não se limita a “emprestar dinheiro”. Na verdade, cabe à instituição ajudar a definir de onde os recursos podem vir, como a operação será estruturada e quais condições fazem sentido para aquela necessidade.
Como ocorre a captação de recursos?
Os bancos de investimento captam recursos principalmente por instrumentos que têm prazo e condições de remuneração definidos, como depósitos a prazo e títulos emitidos pela própria instituição.
Nesse caso, quem aplica está entregando recursos ao banco por determinado período e recebendo em troca a remuneração combinada. Aliás, uma instituição pode buscar recursos no Brasil ou no exterior, dentro das formas de captação permitidas.
Mas atenção: o que não entra nessa lista são os depósitos à vista, típicos dos bancos comerciais. É aquele dinheiro que fica na conta corrente e pode ser movimentado a qualquer momento para fazer um Pix, pagar uma conta ou realizar um saque. Bancos de investimento não podem captar recursos dessa forma, ao contrário do que acontece com aqueles tradicionais.
E tem ainda uma outra diferença: quando um banco de investimento estrutura uma emissão de debêntures, por exemplo, ele está ajudando a companhia a buscar dinheiro com investidores. Os recursos levantados nessa emissão são destinados à empresa, e não passam a fazer parte do dinheiro próprio do banco.
Como os recursos são direcionados às empresas?
Os recursos podem chegar às empresas de formas diferentes, pois isso é algo que depende da operação escolhida. O banco pode conceder crédito diretamente, participar de financiamentos ou ajudar a companhia a buscar dinheiro no mercado de capitais.
Se a empresa emitir debêntures, por exemplo, os investidores compram esses títulos e os recursos captados chegam diretamente à companhia. Nessa dinâmica, o banco de investimento entra mediando a estruturação da emissão, ajudando a definir as características do título (como prazo e remuneração) e atuando na colocação dos títulos no mercado.
Em outros casos, a solução pode envolver ações, outros valores mobiliários ou operações de crédito de médio e longo prazo. A estrutura escolhida vai sempre depender de fatores como objetivo da empresa, prazo necessário, custo da operação e capacidade de pagamento.
Como o banco de investimento é remunerado?
A remuneração depende do serviço ou da operação realizada. Quando o banco concede crédito com recursos próprios, por exemplo, pode ganhar com os juros e demais condições financeiras cobradas nessa operação.
Quando atua na estruturação de uma captação no mercado, a lógica é outra: o banco pode receber taxas pela assessoria, pela estruturação, pela coordenação e pela distribuição da operação. Em uma emissão de debêntures ou ações, por exemplo, parte da remuneração pode vir dos serviços prestados para preparar e levar aquela oferta ao mercado.
O banco também pode ser remunerado por outros serviços, como assessoria em fusões e aquisições, reorganizações societárias e administração ou gestão de recursos, conforme as atividades que estiver autorizado a exercer.
Quais são as principais funções de um banco de investimento?
As funções de um banco de investimento vão desde a busca por dinheiro para crescer até uma fusão com outra companhia. Olha só algumas das principais funções dessas instituições:
- Financiamento de capital fixo: é útil quando uma empresa quer comprar máquinas, construir uma fábrica ou abrir uma nova unidade. Nesses casos, o banco pode fornecer crédito para financiar investimentos desse tipo, que costumam ter retorno no médio ou longo prazo.
- Financiamento de capital de giro: aqui, o dinheiro é voltado para manter a operação funcionando. Pode ajudar a comprar estoque, pagar fornecedores ou cobrir outras despesas enquanto a empresa espera os pagamentos de seus clientes, por exemplo.
- Estruturação de ofertas de ações: se uma empresa decide captar recursos vendendo ações no mercado, o banco pode ajudar a montar essa operação e levar a oferta até os investidores.
- Emissão de títulos de dívida: outra opção é captar dinheiro sem vender uma parte da empresa. O banco pode estruturar a emissão de títulos como debêntures, que são comprados por investidores e representam uma dívida da companhia.
- Fusões e aquisições: se uma empresa quer comprar outra, ser vendida ou se unir a outro negócio, o banco pode ajudar a avaliar as empresas envolvidas, negociar valores e estruturar a operação.
- Consultoria financeira: nem sempre a empresa já sabe qual caminho seguir, então, um banco de investimento também pode ajudar a avaliar questões como qual forma de financiamento faz mais sentido, como reorganizar dívidas ou quanto vale determinado negócio.
- Securitização de recebíveis: uma empresa pode ter muito dinheiro para receber no futuro e precisar desses recursos antes. Nesse tipo de operação, esses recebíveis servem de base para a emissão de títulos, como uma forma de antecipar recursos por meio do mercado.
- Administração de recursos de terceiros: o banco também pode administrar recursos que pertencem a seus clientes, conforme as atividades para as quais estiver autorizado.
Qual é a diferença entre banco de investimento e outras instituições?
Enquanto o banco de investimento tem foco em financiamento de empresas e operações no mercado de capitais, bancos comerciais, bancos múltiplos e corretoras cumprem outros papéis dentro do sistema financeiro. Olha só essa tabela comparativa:
|
Característica |
Banco de investimento |
Banco comercial |
Banco múltiplo |
Corretora |
|
Principal função |
Financiar empresas e participar de operações no mercado de capitais |
Oferecer serviços bancários e crédito para pessoas e empresas |
Reunir diferentes atividades bancárias em uma mesma instituição |
Intermediar o acesso de clientes ao mercado de investimentos |
|
Pode receber depósitos à vista? |
Não. Não oferece a conta corrente tradicional com depósitos à vista |
Sim. Essa é uma das atividades típicas dos bancos comerciais |
Sim, se tiver carteira comercial |
Não |
|
Pode captar por depósitos a prazo? |
Sim. É uma das formas de captar recursos para suas operações |
Sim |
Sim, conforme as carteiras que possui |
Não funciona como banco captando depósitos para financiar suas próprias operações |
|
Concede crédito? |
Sim, principalmente para necessidades empresariais, como capital fixo e capital de giro |
Sim, para pessoas físicas e empresas |
Sim, de acordo com as carteiras que possui |
Sua função principal não é conceder empréstimos como um banco |
|
Atua no mercado de capitais? |
Sim. Pode estruturar ofertas de ações, emissões de títulos e outras operações |
Não é sua função principal |
Pode atuar, se possuir uma carteira que permita essas atividades |
Sim. Atua principalmente na intermediação de investimentos e operações para seus clientes |
|
Pode estruturar captações para empresas? |
Sim. Essa é uma de suas atividades mais características |
Não é o foco da carteira comercial |
Sim, se possuir carteira de investimento |
Pode participar da distribuição de ofertas, dentro das atividades para as quais estiver autorizada |
|
Participa de fusões e aquisições? |
Sim. Pode assessorar empresas na compra, venda ou combinação de negócios |
Não é uma atividade típica da carteira comercial |
Pode participar, especialmente quando possui carteira de investimento |
Pode prestar determinados serviços de assessoria, conforme sua autorização, mas esse não é o papel que melhor a diferencia |
|
Quem costuma atender? |
Principalmente empresas, investidores institucionais e clientes com demandas financeiras mais complexas |
Pessoas físicas e empresas que precisam de serviços bancários tradicionais |
O público pode ser bastante amplo, justamente por reunir diferentes carteiras |
Pessoas e empresas que querem investir ou realizar operações no mercado |
O banco múltiplo merece atenção especial aqui nessa nossa conversa, porque ele não representa necessariamente um modelo completamente diferente dos bancos comerciais e de investimento: sua característica é reunir duas ou mais carteiras em uma mesma instituição, sendo pelo menos uma delas comercial ou de investimento.
Já a corretora tem uma lógica completamente diferente. Ela funciona principalmente como intermediária entre seus clientes e o mercado. É por meio de uma corretora, por exemplo, que uma pessoa pode enviar ordens para comprar e vender ações na bolsa. O banco de investimento, por sua vez, está muito mais ligado à estruturação de operações, financiamento e captação de recursos para empresas.
Quais instituições podem atuar como banco de investimento?
No Brasil, as atividades de um banco de investimento podem aparecer tanto em uma instituição dedicada a esse tipo de operação quanto dentro de um banco múltiplo. A diferença está na forma como o banco está organizado, olha só:
- Bancos de investimento independentes: são instituições constituídas especificamente como bancos de investimento. Seu foco está em atividades como financiamento de empresas, operações no mercado de capitais, estruturação de ofertas e administração de recursos, entre outras permitidas a esse tipo de instituição.
- Bancos múltiplos com carteira de investimento: reúnem a carteira de investimento com uma ou mais outras carteiras dentro do mesmo banco. Se também tiver carteira comercial, por exemplo, a instituição pode atuar como banco de investimento e, ao mesmo tempo, oferecer serviços bancários mais tradicionais, como contas corrente e cartões.
Inclusive, saiba que nem toda instituição que exerce atividades de banco de investimento terá necessariamente “Banco de Investimento” como a parte mais conhecida de seu nome, já que bancos múltiplos também podem exercer funções de investimento.
Como consultar instituições autorizadas?
Dá para conferir quais instituições estão autorizadas diretamente no site do Banco Central, pela ferramenta Encontre uma instituição. Nela, você pode fazer uma busca por nome, CNPJ ou tipo de instituição e consultar os dados cadastrais disponíveis no BC.
Aproveitando o assunto, aqui vai uma curiosidade: muitos dos bancos que fazem parte do nosso dia a dia são organizados como bancos múltiplos, e não simplesmente como bancos comerciais. É o caso, por exemplo, do Itaú Unibanco, do Bradesco e do Santander.
Também existem instituições menos presentes no dia a dia do público que aparecem nessa categoria, como Bank of America Merrill Lynch Banco Múltiplo, Banco Mizuho do Brasil e Banco Daycoval. Já entre as instituições registradas especificamente como bancos de investimento, aparecem nomes como Banco Alfa de Investimento e Avenue Securities Banco de Investimento.
Quem regula os bancos de investimento?
Os bancos de investimento estão sujeitos principalmente às regras do Conselho Monetário Nacional (CMN) e à supervisão do Banco Central, mas a CVM também entra em cena quando suas atividades envolvem o mercado de valores mobiliários. Olha como cada um se relaciona com essas instituições:
- Conselho Monetário Nacional: é responsável por estabelecer diretrizes e regras que alcançam o funcionamento dos bancos de investimento. É daí que vêm normas sobre aspectos como constituição, funcionamento e operações que essas instituições podem realizar.
- Banco Central: é quem autoriza o funcionamento e supervisiona os bancos de investimento. O BC ainda acompanha se essas instituições estão cumprindo as normas aplicáveis e os requisitos exigidos para operar no Sistema Financeiro Nacional.
- Comissão de Valores Mobiliários: aparece especialmente quando o banco de investimento atua no mercado de valores mobiliários. Se ele participa da estruturação ou distribuição de uma oferta de ações ou debêntures, por exemplo, entra em uma área sujeita às regras e à fiscalização da CVM.
Qual é a importância dos bancos de investimento para a economia?
Os bancos de investimento ajudam a fazer os recursos disponíveis no mercado chegarem a empresas e projetos que precisam de dinheiro para sair do papel, crescer ou continuar se desenvolvendo. Essa participação aparece de várias formas, desde o financiamento direto até a estruturação de operações que aproximam empresas e investidores.
Vamos olhar com mais calma para cada uma delas?
Financiamento da atividade produtiva
Temos aqui uma das contribuições mais diretas dos bancos de investimento, que é o financiamento de atividades que fazem as empresas crescerem e produzirem mais.
Uma indústria pode precisar comprar novas máquinas, uma empresa de logística pode querer ampliar sua frota e uma companhia pode decidir construir uma nova unidade. São investimentos que normalmente exigem bastante dinheiro e cujo retorno pode levar anos para aparecer.
Para casos assim, o financiamento de médio e longo prazo desponta como uma alternativa bastante atrativa, pois ao direcionar recursos para esse tipo de necessidade, os bancos de investimento ajudam empresas a realizar projetos que dificilmente seriam pagos apenas com o dinheiro disponível em caixa.
E o efeito pode ir além daquela companhia, é claro: uma expansão pode aumentar a produção, gerar demanda para fornecedores, abrir postos de trabalho e movimentar outros negócios ligados àquela atividade.
Desenvolvimento do mercado de capitais
Em vez de depender somente de empréstimos bancários, que podem sair caro, uma empresa pode recorrer a um banco de investimento para emitir ações ou títulos de dívida e, então, encontrar investidores interessados em financiar seus planos.
Assim, a instituição pode ajudar essa empresa a definir quanto pretende captar, qual instrumento utilizar e como estruturar a oferta, além de participar da distribuição dos valores mobiliários. Quanto mais empresas conseguem acessar esse mercado e mais investidores encontram oportunidades para aplicar seus recursos, mais alternativas de financiamento existem dentro da economia.
Captação de recursos para grandes projetos
Projetos grandes costumam exigir volumes de dinheiro que dificilmente sairiam de uma única fonte de recursos.
Pense na construção de uma rodovia, de uma usina, de um grande complexo industrial ou na expansão de uma companhia para novos mercados. Dependendo do projeto, estamos falando de investimentos que podem chegar a centenas de milhões ou até bilhões de reais.
Nesses casos, o banco de investimento pode ajudar a montar uma estrutura de financiamento capaz de reunir os recursos necessários, seja por meio de crédito, emissão de títulos, participação de diferentes investidores ou uma combinação dessas alternativas. Com isso, projetos de grande porte conseguem acessar um volume maior de capital e encontrar formas de financiamento compatíveis com seus prazos e características.
Conexão entre empresas e investidores
No fim das contas, boa parte do papel dos bancos de investimento passa por aproximar dois lados que precisam um do outro: empresas em busca de recursos e investidores procurando onde aplicar seu dinheiro.
Antes de uma empresa captar recursos no mercado, é preciso estruturar a operação, definir suas condições e organizar a oferta para que ela possa chegar aos investidores. O banco de investimento participa desse processo e ajuda a transformar uma necessidade financeira da empresa em uma operação que possa ser oferecida ao mercado. Assim, recursos que estavam disponíveis para investimento podem chegar a empresas que precisam deles para financiar seus projetos.
Continue se preparando para as certificações do mercado financeiro
Olhando para os bancos de investimento, dá para perceber por que saber apenas a definição de uma instituição financeira nem sempre é suficiente para acertar uma questão de prova, né? Dependendo do enunciado, você pode precisar reconhecer a instituição pelas operações que realiza, pela forma como capta recursos ou até diferenciá-la de um banco comercial, banco múltiplo ou corretora.
E acredite: entender essas diferenças vai ser útil em mais de uma certificação, e eu sei que você não está planejando parar em um selo só.
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Assim, você pode se preparar para a certificação que está nos seus planos agora e, quando chegar a hora de buscar a próxima, já ter todo o material necessário para continuar avançando na carreira.