Existem milhares de tipos de dívidas, algumas com taxas de juros absurdas e outras dívidas não tão caras assim.

O endividamento não é necessariamente ruim (é claro que pagar a vista sem juros é sempre melhor), mas é importante ficar atento às taxas de juros cobradas no empréstimo para não acabar endividado.

Lembre-se que uma pessoa endividada é aquela que possui dívidas e não aquela pessoa que tem restrições no SPC/Serasa por não pagar as dívidas. Se você tem uma casa ou um carro financiado por exemplo, você é uma pessoa com dívidas.

O grande problema é que milhões de brasileiros não conseguem pagar suas dívidas. Isso pode ocorrer tanto pela falta do planejamento financeiro pessoal, ou decisões por impulso onde é comum obter dívidas muito, muito caras.

Muitas famílias fazem compras por impulso e não conseguem pagar as suas contas.

Por isso decidi escrever este artigo falando sobre os tipos de dívidas, em outras palavras quais são as dívidas com as taxas de juros mais altas e quais são as dívidas com taxas de juros menos agressivas.

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Para facilitar o seu entendimento, separei os tipos de dívidas mais comuns começando pelas mais baratas até as mais caras.

Financiamento imobiliário

Apesar de apresentar a taxa de juros mais baixa do mercado não é milagrosa. O motivo do banco cobrar um valor menor para conceder este tipo de empréstimo é porque no caso de inadimplência ele toma o imóvel financiado e o vende para cobrir  prejuízos.

Se você fizer um financiamento imobiliário, a preocupação deve ir além no valor das parcelas. Lembre-se que como proprietário do imóvel você precisa pagar o IPTU, Condomínio, Água, Luz, Gás e reparos diversos.

Este tipo financiamento também é o mais longo de todos e você não vai querer passar de 10 a 20 anos sufocado até conseguir quitar a casa própria. Vai?

Neste tipo de empréstimo às taxas de juros mensais variam entre: de 0,5% a 1,0%.

Financiamento de automóvel

Assim como no financiamento imobiliário o financiamento de automóvel é um dos tipos de dívidas que costuma apresentar juros mais baixos já que o bem é a garantia do empréstimo.

Porém ao contrário do imóvel, o carro não pode ser considerado um investimento já que começa a desvalorizar no momento que sai da loja.

Além disso quando falamos de automóveis é importante ficar atento a gastos com manutenção (de preferência preventiva), os quais devem ser inseridos no seu planejamento financeiro.

A melhor opção para comprar um carro é fazer um consórcio ou guardar dinheiro e comprar à vista.

Neste tipo de financiamento a taxa de juros mensal vai de 0% (com 50% de entrada em casos específicos de promoções das montadoras) a 2,5% ao mês.

Crédito consignado

Este tipo de empréstimo pode ser vinculado ao seu salário. Por isso o risco de inadimplência para a instituição financeira que lhe concede o empréstimo é baixo.

Isso faz com que o banco lhe cobre taxas menores comparando a outras modalidades de crédito direto ao consumidor.

Uma vantagem em relação ao crédito pessoal é a chance de liberação de valores maiores apesar de isso também poder ser um ponto negativo. Sempre que possível evite pegar dinheiro emprestado e guarde para comprar a vista.

Mesmo não sendo a saída ideal o crédito consignado pode ser uma luz no fim do túnel para quem está endividado.

Afinal, pode ser interessante trocar muitas dívidas caras por uma mais barata que caiba no seu bolso. Esta é uma decisão inteligente contanto que você pare de gastar até que a situação se normalize.

Nesta modalidade de empréstimo a taxa de juros mensal varia entre de 1,5% a 2,5% ao mês.

Crédito Pessoal

O crédito consignado e o crédito pessoal são tipos de dívidas semelhantes. Se você possui um relacionamento de longo prazo com o seu banco já deve possuir um limite de crédito pessoal pré aprovado. Mas cuidado, só o use se realmente precisar.

O crédito pessoal também pode valer a pena para substituir uma dívida mais cara apesar de ser um pouco pior que o crédito consignado devido ao risco de inadimplência ser um pouco maior.

Este tipo de empréstimo pode ser usado por exemplo para substituir uma dívida no cheque especial, mas tome cuidado para não entrar no cheque especial do mesmo jeito.

Os juros do crédito pessoal variam entre 2% a 6% ao mês.

Cartão de Crédito (Crédito Rotativo)

Caso você use o cartão de crédito com prudência e planejamento ele pode ser uma ótima ferramenta financeira. É possível ganhar até 45 dias para pagar suas compras com o desconto de á vista, acumular milhas, não precisar carregar dinheiro e uma série incrível de vantagens.

Porém o perigo do cartão de crédito aparece quando você entra no crédito rotativo (o não pagamento da fatura ou pagamento parcial da fatura). Jamais deixe de pagar fatura inteira.

Pagar apenas o mínimo é uma cilada onde você vai cair no crédito rotativo que é uma modalidade de empréstimo com juros absurdos que incidem sobre a quantia que faltou a ser paga.

Caso não possa pagar a fatura inteira entre em contato antecipadamente com o banco e busque alternativas de crédito mais baratas como o crédito pessoal ou mesmo o crédito consignado.

No crédito rotativo às taxas de juros são absurdas e variam na casa de de 5% a 12% ao mês, ou seja, mais de 400% em um ano.

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Cheque especial

Cheque especial. Este é o grande vilão dos juros altos. Isso acontece é claro porque ele é o mais fácil de ser obtido.

Você abre uma conta corrente em qualquer banco e lá está o cheque especial pré aprovado com um limite altíssimo e assim que sua conta corrente entra no vermelho ele é ativado.

Este é o empréstimo mais caro de todos e você deve evitá-lo a todo custo. Utilize o cheque especial apenas em última instância para cobrir o saldo da conta por 1 ou 2 dias no máximo.

Se você realmente precisar de um dinheiro extra para pagar às contas e ter um fôlego financeiro procure o seu banco de forma antecipada para obter créditos mais baratos como o crédito consignado ou mesmo o crédito pessoal.

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