Certificações Financeiras

Riscos Inerentes aos Títulos de Crédito Imobiliários

Kleber Stumpf
Escrito por Kleber Stumpf em 7 de novembro de 2019

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Todos os investimentos disponíveis do mercado de capitais oferecem algum tipo de risco. Tanto os de renda fixa, quanto os de renda variável. Até mesmo a famosa caderneta de poupança tem riscos.

Sem exceção, todos possuem algum risco. Lógico que alguns menos e outros mais. Nesse artigo estaremos tratando desse assunto, com ênfase nos produtos referente ao credito imobiliário.

CRI (Certificado de Recebíveis Imobiliários)

O risco que o investidor está correndo ao investir em CRI é da própria inadimplência. Ou seja, a instituição que fez a oferta dos títulos acabar não remunerando os investidores de acordo com o regulamento.

Ocorrendo tal situação, os investidores poderiam reivindicar o bem que foi dado como garantia da operação.

Em alguns casos esse bem que são oferecidos, podem ser empreendimentos, ou até mesmo, o próprio imóvel que é alvo do financiamento.

Dessa forma, existe certa garantia que pode ser reivindicada. O problema aqui está com relação à liquidez desse processo e a burocracia.

A garantia até pode ser repassada aos investidores, mas quanto tempo pode levar para transformar aquilo em dinheiro?

A renda fixa possui diversas formas de investimentos e aplicações. Um dos ativos que vem ganhando cada vez mais espaço é o Tesouro Direto.

Programa de venda de títulos públicos, onde as pessoas físicas, assim como eu e você, podem ter a oportunidade de comprar papeis públicos.

Uma forma de financiar a divida do próprio estado brasileiro. Por meio do livro: Tesouro Direto na Prática: como alcançar bons resultados, do autor; Marcelo Montandon Jr.

Podemos conhecer ainda mais sobre essa fantástica forma de investir. Vale a pena ressaltar que as letras do Tesouro são os papeis mais seguros dentro de nossa nação.

Isso se deve ao baixo risco que tal ativo oferece. Além disso, os papéis do tesouro podem auferir ganhos acima da média.

LCI (Letras de Credito Imobiliário)

Ao contrario da CRI, as LCI não possuem o lastro direto, ou seja, elas não estão vinculadas a um empreendimento, ou alguma garantia.

Sendo que todas as LCI, devidamente certificadas, e emitidas por instituições financeiras que fazem parte do sistema nacional bancário possuem garantia do FGC, de até 250 mil reais por CPF.

Essa garantia, a meu ver parece ser mais interessante, uma vez que o valor pode ser estornando aos investidores em forma de dinheiro.

Já no caso das CRI, os credores receberiam bens, que foram colocados como garantia para emissão dos certificados.

Como reduzir tais riscos?

Atualmente no mercado temos opções de fundos que contem em suas carteiras diversos títulos como CRI e LCI.

Fato que pode acabar trazendo mais diversificação, de maneira muito pratica para os investidores.

A grande maioria dos títulos, como LCI possuem um valor mínimo para aplicação de R$: 1.000,00 ao menos.

No caso das CRI o valor inicial pode ser bem superior. Tornando-se bem difícil de aplicar.

Imagina investir boa parte do patrimônio em uma CRI e a mesma apresentar problemas com os pagamentos de juro, e posteriormente se mostrar insolvente?

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Essa situação poderia ser irreversível para muitos investidores. Porém, como dito anteriormente, o mercado está cheio de alternativas.

Os fundos imobiliários são um bom exemplo disso. Hoje na bolsa de valores podemos encontrar alguns fundos que possuem LCI e CRI em seus portfolios.

FEXC11B, KNCR11, XPGA11, JSRE11 entre outros fundos possuem participações nos dois tipos de títulos imobiliários.

Isso acaba fornecendo mais diversificação por meio de um produto de baixo custo e valor inicial de aplicação bem mais interessante.

Dos quatro fundos citados acima, todos estão próximos dos R$: 100,00. Além disso, FII não possuem lote mínimo para negociação.

Ou seja, a partir de um fundo, já é possível comprar ou vender.

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