Certificações Financeiras

Riscos em Investimentos Financeiros

Kleber Stumpf
Escrito por Kleber Stumpf em 23 de março de 2020
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Risco, mais riscos e ainda mais riscos! Já comentei com você que os investidores de mais sucesso não perguntam qual será a rentabilidade, e sim estão preocupados com o risco de um investimento. E falando em riscos, agora vou conversar com você sobre os riscos em investimentos financeiros. Que é uma das maiores dúvidas que recebo!

Primeiro de tudo: o que é risco?

A definição de risco é a probabilidade de perda ou ganho numa decisão de investimento, ou o grau de incerteza do retorno de um investimento. O risco tem relação direta com o nível de renda do investimento: quanto maior o risco, maior o potencial de renda do investimento. 

Isto é, qualquer possibilidade de qualquer coisa dar diferente do que esperamos!

Risco x Retorno

Como em qualquer coisa que existe, o risco está presente nos investimentos – como já bem sabemos. E possui relação direta com o retorno esperado de um investimento.

  • Investimentos com baixo retorno = produtos com baixo risco;
  • Investimentos com alto retorno = produtos com alto risco.

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Tipos

Porém, antes de você querer aprofundar os conceitos de risco, é essencial que você saiba que existem dois grandes tipos de risco: risco não sistemático e o risco sistemático.

  • Risco não sistemático: quando as oscilações afetam poucos ativos ou determinado setor do mercado. Este tipo de risco é legal, pois ele é diversificável, ou seja, podemos se proteger com a oscilação de preços com empresas financeiras, de informáticas, dentre outras. Desde que sejam diferentes do setor oscilado, assim há a diversificação e não a perda. Não afeta todo o sistema;
  • Risco sistemático: a volatilidade do mercado tem sua origem dos mesmo fatores e atinge todos os ativos. Por exemplo, determinado das eleições presidenciais, guerras ou catástrofes naturais. Afeta todo o sistema.

Diversificação

E para complementar os estudo no risco não sistemático, mais uma vez eu digo: podemos se livrar dele através da diversificação. Jamais poderemos anular, mas somente mitigar, isto é, reduzir. 

Quanto maior for a quantidade de empresas na carteira do investimento, maior será sua diversificação e menor será a exposição ao risco não sistemático da carteira, como por exemplo, a alta do petróleo.

O gráfico abaixo representa uma carteira bem diversificada e sua exposição ao risco de mercado.

Gráfico de uma carteira diversificada.

Basicamente, existem estudos matemáticos que dizem que o ideal é você ter em sua carteira de investimentos os determinados investimentos: X, Y e Z. Caso contrário você não terá uma carteira eficiente.

Eu, Kléber, não acredito muito nisso! Eu compreendo e te explico tudo o que precisar, mas, como investidor, eu não acredito muito.

Contudo, essa teoria diz que ao chegarmos no número 12 de ativos na carteira, atingimos o número ideal na carteira. E com esse número, você poderá ter – por exemplo, se falarmos de ações – todas as ações diferentes na economia e ficar mais protegido ao risco não sistemático.   

Agora, o risco sistemático será sempre o mesmo. Você pode ter 1 ou 500 ativos na carteira, esse risco será igual.

Já o não sistemático, quanto mais ativos há, menor é a exposição ao risco. Trazendo assim uma carteira um pouco mais segura. 

Em resumo: a diversificação é muito eficiente para proteger o investidor do risco não sistemático. No entanto, o risco sistemático não possui nenhum mecanismo de proteção.

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Quais são os riscos em investimentos financeiros?

Mas, falando do Mercado Financeiro em si, há três assuntos muito importantes e que você deve levar para a sua prova da Anbima. São três riscos não sistemáticos que você precisa conhecer:

  • Risco de mercado;
  • Risco de liquidez;
  • Risco de crédito.

Risco de Mercado

É o risco que seus ativos com oscilações dos preços ou parâmetros de mercado possuem em um espaço de tempo. Chamamos isso também de Volatilidade. Um exemplo é que o preço das ações são mais voláteis (oscilam mais) que os preços dos títulos de Renda fixa. Os principais parâmetros são preços de ações, curvas de juros, taxas de câmbio, volatilidades e correlações.

Risco de Liquidez

Trata-se da dificuldade de vender um determinado ativo pelo preço justo e no momento desejado. A realização da operação, se ela for possível, implica numa alteração substancial nos preços do mercado. Geralmente acontece quando um ativo possui muitos vendedores e poucos compradores. O investimento em imóveis é um exemplo de uma aplicação com alto risco de liquidez.

Risco de Crédito

É o risco de calote. Associado a possíveis perdas que um credor possa ter pelo não pagamento por parte do devedor dos compromissos assumidos em uma data acertada, seja este compromisso os juros (cupons) ou o principal. Somente em produtos de renda fixa.

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