Investimentos

Riscos de se Investir em Ações

Kleber Stumpf
Escrito por Kleber Stumpf em 8 de abril de 2021

A ação representa a menor “fração” do capital social de uma empresa, ou seja, a unidade do capital nas sociedades anônimas. Quem adquire essas “frações” é chamado de acionista, e vai ter uma certa participação na empresa, correspondente a quantas dessas “frações” ele detiver.

Basicamente, podemos pensar na padaria que tem aí pertinho de sua casa. Imagine se você pudesse ser sócio(a) desse empreendimento e receber os lucros gerados pela venda de pães todos meses. Seria bom, né? Pois é exatamente isso que acontece com as ações. Você se torna sócio(a) do empreendimento, pode receber lucros em sua conta, pode votar para decidir sobre quando e quanto pagar para cada acionista. Ou seja, você também é dono da empresa.

O ponto é que, por ser dono, se a empresa der prejuízo isso pode ser repassado para você. Ou seja, não pense que, ao comprar uma ação você só tem benefícios, pois a verdade não bem assim.

Como uma empresa que tem suas ações na bolsa de valores tem milhões de sócios, é importante saber que existem 2 tipos de ações e que cada uma lhe confere direitos diferentes. Vamos falar sobre essas ações agora.

⯀ Ações ordinárias: essas ações são chamadas de ON e conferem ao seu detentor o direito a voto nas assembleias dos acionistas da empresa. Em outras palavras, o investidor que compra ações ON pode, de fato, “mandar” na empresa. Uma empresa pode emitir até 100% de ações ordinárias. 

⯀ Ações preferenciais: essas ações são chamadas de PN e não conferem ao seu detentor direito a voto na assembleia de acionistas, mas dão preferência no recebimento dos lucros gerados pelas empresas (os dividendos que estudaremos mais adiante). Uma ação PN tem pelo menos 10% a mais de dividendo do que uma ação ON. Um ponto importante é que se a empresa ficar 3 anos consecutivos sem distribuir lucros essa ação passa a ter direito a voto na assembleia. No máximo 50% das ações de uma empresa podem ser dessa categoria.

Pronto, já sabemos o que é uma ação e como este ativo chega ao mercado financeiro.

Agora vou falar sobre os termos utilizados no mercado, ok?

 ⯀ Day trade: Combinação de operação de compra e venda realizadas por um investidor com o mesmo título em um mesmo dia;

⯀ Swing Trade: modalidade de investimento de curto prazo. Quando os investidores mantêm os títulos por prazo pequeno; 

⯀ Buy and Hold: modalidade de investimento no mercado que o investidor compra as ações e as mantém em sua carteira por um longo período de tempo. O termo Buy and Hold deriva do inglês, que traduzido, significa comprar e segurar. 

E afinal, quais são os riscos de investir em ações?

Risco de Mercado: Este risco pode ser traduzido em, basicamente, o quanto o preço de um ativo pode ser alterado pelo mercado.

O exemplo mais clássico que podemos usar aqui é o preço das ações. Quando um investidor compra uma ação por R$ 20, ele espera que o mercado, ao longo do tempo, precifique essa ação por qualquer coisa acima de R$ 20 para que tenha lucro. Quanto maior for a oscilação de preço dessa ação, maior será seu risco de mercado. 

Ainda no assunto de risco de mercado podemos separá-lo em 2 tipos de riscos: 

  • Risco sistemático: aqui estamos falando de eventos econômicos que afetam o preço de todos os ativos no Mercado Financeiro, e não há o que o investidor possa fazer para diminuir sua exposição a esse risco

Fatores como crise política, econômica, guerras ou desastres naturais se encaixam aqui. Ou seja, algo que está fora do controle de qualquer investidor. Posso usar como exemplo o dia que o presidente da JBS, Joesley Batista, vazou uma gravação com o então presidente da república, Michel Temer

Naquele dia, pra ser mais preciso, no dia 18/05/2017, vazou na imprensa que essa gravação que colocaria o governo, já sem credibilidade, em uma situação bem delicada. Nesse dia, todos os ativos do mercado perderam valor

Isso por conta do risco sistemático. O risco de todo o sistema. 

  • ⯀ Risco não sistemático: aqui estamos falando do risco que envolve somente uma empresa ou um setor da economia. Se usarmos contextos políticos recentes para entender o risco não sistemático, podemos lembrar da operação lava jato.

Risco de Liquidez : Trata-se da dificuldade de vender um determinado ativo pelo preço justo e no momento desejado. A realização da operação, se ela for possível, implica numa alteração substancial nos preços do mercado

Geralmente, acontece quando um ativo possui muitos vendedores e poucos compradores. O investimento em imóveis é um exemplo de uma aplicação com alto risco de liquidez.

Risco Operacional: é a possibilidade de ocorrer perda resultantes de falha, deficiência ou inadequação de quaisquer processos internos envolvendo pessoas, sistemas ou de eventos externos e inesperados.

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