Por mais que as LCI e CRI tenham garantias, as mesmas podem acabar sofrendo de inadimplência e consequentemente trazer prejuízos aos seus credores.

O momento atual é de retomada econômica, porém ainda existe um medo no setor financeiro com possíveis quebras.

Uma grande empresa da área de construção e incorporação solicitou recentemente recuperação judicial.

Fato que trouxe tormento para os papeis listados na bolsa, sem esquecer-se dos certificados que muitos credores possuem da companhia.

Por se tratar de uma incorporadora, a PDG também possui algumas emissões de CRI no mercado.

Mesmo tendo suas garantias vinculadas a bens e outros negócios, os credores ficaram assustados com o acontecimento.

Coisa que pode dificultar ainda mais a liquidez para tais papéis. O mercado de CRI não tem tantas negociações como a bolsa por exemplo.

Geralmente, as partes que fazem as compras e vendas são grandes instituições bancarias. Os investidores pessoa física acaba não participando muito.

Isso ocorre devido ao alto valor empregado em alguns desses títulos.

Finanças antigamente era um assunto que poderia ser considerado complexo e entediante. Mas hoje, vem cada vez mais chamando atenção.

Com a crise que assolou nosso país e ainda traz impactos diretos sobre o mercado de trabalho, as finanças começaram ganhar espaço no meio da população.

Infelizmente, não existe uma matéria regular sobre finanças ou economia em nosso sistema de ensino, por isso é necessário buscar o conhecimento além.

Através da leitura, você caro leitor, terá essa oportunidade! O livro:Finanças pessoais: o que fazer com meu dinheiro, da autora; Marcia Dessen.

Por meio do livro, a autora passa algumas lições sobre reconhecer o valor de nossos recursos, e avaliar as melhores maneiras de gastar o nosso dinheiro.

LCI, o risco com os Bancos

Por ouro lado, enquanto as CRI podem estar diretamente vinculadas a uma incorporadora, as LCI possuem o risco atrelado a instituição financeira.

Muitos bancos acabam utilizando os recursos investidos em LCI para fornecer credito a diversas empresas, e negócios atrelados a construção e incorporação.

Em outras palavras, se a empresa que pegou crédito do banco vier, por ventura, ficar inadimplente sem pagar as parcelas que deve do financiamento a sua LCI não sofrerá com queda no rendimento…

Isso ocorre, porque o Banco faz a intermediação entre a captação dos recursos (LCI) e a destinação dos mesmos.

A garantia que provavelmente, está vinculada a uma propriedade, será alvo da instituição financeira, e não do investidor.

Então, o problema fica por conta da insolvência do banco. Nessa situação o FGC entra em ação, assegurando 250 mil por CPF.

Aqui temos mais uma ressalva. Comentamos anteriormente que as CRI possuem um valor inicial elevado em comparação as LCI.

O investidor precisa aplicar mais recursos para garantir uma participação, já nas LCI, alguns bancos chegam a oferecer por R$: 1.000,00 o ativo.

A CRI não possui garantia do FGC, estando vinculado ao empreendimento ofertado como garantia.

No caso da LCI, o FGC vai garantir até 250 mil por CPF. Se o seu investimento passou dessa quantia, você só conseguira recuperar até os 250 mil, o excedente, infelizmente irá perder.

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Por isso, quando o investidor, observar que existe um volume maior para aplicar, sendo que já possui em seu portfolio aplicações em LCI, procure por alguma CRI.

Ou até mesmo, invista em fundos imobiliários. Existem diversos fundos no mercado que aplicam grande parte do patrimônio em CRI e LCI.

Essa é uma maneira interessante de diversificar o portfólio, sem correr grande risco, contando com uma boa liquidez.