Investimentos

Rentabilidade de 1% ao mês é possível?

Kleber Stumpf
Escrito por Kleber Stumpf em 7 de novembro de 2019

Você provavelmente já ouviu falar de rentabilidade de 1% ao mês? Mas será isso possível mesmo?

A resposta para isso é não mais. Ouve uma época em que as taxas de juros eram muito maiores o que tornava bem possível termos uma rentabilidade de 1% ao mês.

Com as recentes quedas na taxa de juros as rentabilidades estão cada vez menores e já não é mais possível obter 1% mês em renda fixa.

Se você não sabe o que fazer com seus investimentos com essas quedas de juros te convido a ler meu outro artigo: Queda na Selic, e agora?

Existem é claro algumas pequenas exceções e alguns investimentos específicos para investidores qualificados que serão dados como curiosidade no final do artigo.

Acabou o Almoço Grátis

Aquele investidor que colocava R$ 100.000,00 em um investimento de renda fixa e esperava um retorno fixo de mil reais por mês (rentabilidade de 1% ao mês) vai ficar a ver navios, já que esse cenário já não é mais ser possível por tempo indeterminado.

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A explicação é muito simples, afinal com a queda de juros de 14,25% ao ano para os atuais 8,25% houve um corte também no rendimento das aplicações.

Atingir o famoso 1% de renda fixa por mês sem correr riscos é praticamente impossível hoje devido ao contexto econômico brasileiro.

Para quem gosta de renda fixa as expectativa não são boas. A tendência é que a remuneração não pare de cair e, além disso não há previsão de quando o CDI voltará a subir. Afinal de contas, o ciclo de queda das taxas de juros está só começando e ninguém sabe quando vai acabar.

O que fazer neste momento?

O melhor para investidores de renda fixa é se ater a papéis vinculados com a inflação e aos pré-fixados.

Apesar de ser possível achar em algumas aplicações mais sofisticadas opções que rendem até mais de 1% ao mês (como por exemplo os fundos de debêntures incentivadas) o investidor iniciante não deve investir tudo nessas aplicações por possuirem um risco um pouco maior.

Vamos agora falar do ganho real, afinal não é apenas a taxa de remuneração que importa uma vez que a inflação deve ser levada em consideração também.

Muitos estão se focando apenas na falta de possibilidade de ganhar 1% ao mês. Mas é importante saber que não é apenas isso que deve ser analisado, afinal é de suma importância olhar para inflação e ao ganho real dos investimentos.

Mudança de Cenário

Em 2015 quando a selic estava em em 14,25% a inflação estava em 10,67%. Já em 2016 quando a taxa de juros chegou a 13,75% a inflação estava em meros 6,3%!

Em outras palavras o ganho real era maior do que do ano anterior, e como diz Roberto Indech, analista-chefe da Rico (Corretora de investimentos):

“Acredito que esse ano o ganho real deva ser ainda maior ,e que a inflação recue no final de 2017/início de 2018”

Na opinião dele a melhor opção para obter rentabilidade próxima a 1% ao mês é através de fundos multimercados pois “Apresentam rentabilidades interessantes principalmente na alocação de recursos que estão precificando essa queda de taxa dos juros”.

Provavelmente haverá uma migração dá renda fixa para aplicações com melhor retorno como investimentos em fundos imobiliários. Os investidores estarão buscando novas opções de investimento, tais como fundos multimercados ao invés de tesouro direto.

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Opções com maior risco

Ainda hoje é possível encontrar investimentos em Letra de cambio pré-fixada para 4 anos. Estes títulos podem possuir taxa acima de 12% e livre de IR com valores a partir de R$ 10 mil.

Este tipo de investimento costuma garantir liquidez diária a partir de 180 ou mais dias de aplicação. Um pequeno problema é que normalmente R$ 50 milhões ou até menos são oferecidos nessas condições o que torna as chances de você encontra-las quase impossíveis.

O segundo caso é de Fundos de Investimento de Participação. Esta modalidade de investimentos requer mais de R$ 100 mil para investir, o que torna necessário um bom patrimônio pois não devemos concentrar recursos nestas opções de renda fixa com maior risco.

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