2019 foi um ano próspero. Afinal, os grandes bancos registraram um recorde no que diz respeito aos seus lucros. No total, a soma foi de 85 bilhões de reais, com os valores ajustados pelo IPCA. Entretanto, em 2020 aconteceu o contrário: as notícias, dessa vez, são sobre a grande queda no lucro dos grandes bancos.

Se somarmos os resultados do Itaú, do Bradesco, do Banco do Brasil e do Santander, teremos 61 bilhões de reais – segundo dados divulgados pela Economatica. Além disso, ainda em 2020, os bancos registraram o menor retorno aos acionistas desde 1995. Números históricos, não acha?

O valor de mercado dos bancos brasileiros também sofreu uma queda. Até 12 de fevereiro de 2021, o total foi de 716 bilhões de reais. O que significa, portanto, uma queda de 24,78% se comparado ao mês de dezembro de 2019. 

Entretanto, não é só de más notícias que esse artigo é feito. O ativo total consolidado dos bancos, por exemplo, foi de 6,43 trilhões. Em comparação com o número de 2019, temos um expressivo aumento de 18,56%.

A queda no lucro e o fechamento de agências

Algum tempo atrás, você provavelmente leu por aqui o artigo que escrevi sobre as demissões em massa do Banco do Brasil. Essa notícia volta os holofotes a uma tendência para 2021: o fechamento de agências bancárias.

No caso do Banco do Brasil, 361 espaços físicos foram fechados. As explicações para essa bomba podem ser duas, bastante plausíveis.

Primeiramente, temos o mundo digital que já não bate mais à nossa porta. Nós simplesmente já estamos inseridos nele. 

Não precisamos mais ir pessoalmente até o banco para fazer uma transferência ou pagar uma fatura. Muitos desses serviços “de rotina” foram digitalizados. Dessa forma, é claro que os espaços físicos passam a representar apenas um gasto, bem como muitos dos profissionais que trabalham neles. 

Assim, a tendência da digitalização se soma à necessidade de cortar gastos. Em um ano no qual o lucro foi bem menor, portanto, não é de se espantar que as técnicas de corte de gastos tenham sido tão evidentes.

Além disso, mais do que economizar, essa tendência também visa o lucro, é claro. Vejamos o exemplo do Banco do Brasil. As mudanças no banco não significaram apenas fechamentos. Outros espaços foram abertos, com foco no agronegócio. 

E tem mais: novos gerentes também foram anunciados. Bem como, é claro, uma quantidade expressiva de novos profissionais.

Isso significa que os números que iniciam esse artigo — a queda nos lucros — não estão sendo ignorados. Com toda a certeza as instituições contam com planos de reestruturação para o presente e para o futuro.

E, no fim, lucro é lucro

Talvez a notícia da queda dos lucros te assuste, o que é perfeitamente compreensível. Entretanto, há ainda de se observar que estamos aqui falando de um lucro em conjunto de 61 bilhões de reais. 

Houve uma queda em comparação ao ano passado, sim. Mesmo assim, temos diante de nós um valor gigante, que ainda é lucro. Não é de prejuízo que eu estou falando.

Por isso que eu sigo defendendo que, se você pretende entrar na carreira bancária, não deixe de seguir os seus planos. É claro que o mercado vai apresentar oscilações e guinadas.

Entretanto, ainda estamos falando de dinheiro. Pelo bem ou pelo mal, isso ainda é uma das coisas que mais move a sociedade. Não vivemos sem as finanças, seja para fazer uso delas, ou por ter nossa vida afetada por ela. Concorda?

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