Que muitos brasileiros estão com dificuldades nos dias atuais não é nenhuma novidade, o governo federal estima que 55,6% da população brasileira encontra-se endividada.

E quanto mais o tempo passa, mais as dívidas das famílias aumentam.

Atenção, uma pessoa endividada é aquela que possui dívidas. Cuidado para não confundir com negativação que significa ter contas em atraso e o nome inscrito nos órgãos de proteção ao crédito.

Para ajudar você a não cair mais nas armadilhas do consumo preparei um artigo bem completo sobre as maiores causas de endividamento.

Má administração financeira

A má administração das finanças pessoais é uma das principais causas do endividamento das famílias. Quando alguém não sabe muito bem o quanto ganha e o quanto gasta administrar as finanças pessoais passa a ser uma tarefa muito difícil, para não dizer impossível.

Nesse caso a solução é ter um controle das contas e passar por uma educação financeira para aprender a resolver isso. Não

em procurar um consultor financeiro pessoal, é mais barato investir em conhecimento do que passar muitas noites sem dormir e rasgar milhares de reais em juros.

Inexistência de uma reserva de emergência

A reserva de emergência faz parte da minha metodologia do tripé das finanças pessoais e é uma recomendação obrigatória de todos educadores financeiros.

A grande maioria das pessoas não possui uma reserva financeira para emergência (o recomendado é o equivalente de três a seis meses da sua renda líquida) para situações de emergência.

Dessa forma qualquer coisa inesperada como por exemplo bater o carro (mesmo se você tiver seguro é necessário pagar a franquia), a empresa atrasar o seu salário, uma cirurgia de emergência… vai criar um rombo nas suas finanças que você pode levar anos para se recuperar pagando juros e mais juros.

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Consumo excessivo

Destes 55,60% da população brasileira que se encontra endividada, a grande maioria se encontra nesta situação pelo consumo excessivo. Muitas pessoas compram mais do que ganham e isso afeta seu orçamento.

A solução é bem óbvia, comprar menos. Começar a fazer um controle financeiro pode ajudar muito. Hoje existem dezenas de aplicativos de controle financeiro que são ótimos. Eu por exemplo gosto muito do Mobills.

Tenha um cuidado especial com a teimosia financeira. É comum as pessoas se acostumam com um estilo de vida e ao terem uma queda na renda não conseguem se adaptar ao novo padrão de vida.

Se você está nesta situação, uma boa forma de reduzir o padrão de vida é fazê-lo aos poucos cortando algumas despesas com supérfluos.

Cheque especial e crédito rotativo

Dívidas com o crédito rotativo do cartão de crédito e o cheque especial são os grandes vilões quando tratamos do endividamento das famílias brasileiras.

Muita gente sai comprando enlouquecidamente pela emoção do consumo e esquece que uma hora será necessário pagar a fatura do cartão de crédito.

Quando a fatura do cartão chega vem o susto. Você paga o mínimo da fatura e lá vem o crédito rotativo com suas taxas de 10% ao mês (cuidado, a taxa anual supera os 400%).

Se a fatura do seu cartão de crédito está no débito automático a história é a mesma, só que a dívida vem no cheque especial.

Estas dívidas devem ser evitadas a qualquer custo porque os juros são altíssimos e para sair desta situação muitas vezes é necessária a tomada de decisões radicais.

A solução é sempre pagar a fatura inteira do cartão. Se você perceber que não terá dinheiro para quitar a fatura completa, procure o seu banco antes de entrar nestes suicídios financeiros.

Crediário

Uma das maiores causas disparadas do endividamento das famílias se dá por compras impensadas que não cabem no orçamento.

Por isso é importante saber como evitar o consumo principalmente de compras com crediário e cartão de crédito. Evitar o crediário é muito importante para não ficar com o orçamento apertado porque em um momento de dificuldades você pode ficar atolado em dívidas.

Isso acontece porque normalmente os juros cobrados nas operações de crediário são na casa de 110% ao ano. Sim!

Você não leu errado, são 110% ao ano de taxa média no crediário. Isso quer dizer que se você compra uma geladeira que custa R$ 2.000,00 pode acabar pagando uma geladeira de R$ 4.000,00 em um ano por ter optado realizar a compra no crediário.

Às taxas de juros do crediário são mais baixas do que das outras linhas de crédito como cheque especial, crédito rotativo do cartão de crédito e o CDC (crédito direto ao consumidor) mas não deixam de ser enormes e um suicídio financeiro. Não é a toa que o crediário é uma das principais causas do endividamento das famílias.

Se você estiver em um aperto e precisar escolher o que pagar primeiro, é importante que você leve em consideração os custos da dívida. Caso seja estritamente necessário atrasar algum pagamento você deve fazer isso com a dívida que tenha a menor taxa de juros e pelo menor período possível.

Às formas de crédito mais baratas são o financiamento imobiliário e de veículos. Mas muita atenção, você só deve atrasar as contas em uma emergência. Se você não vai conseguir recuperar no mês seguinte o ideal é renegociar suas dívidas ou procurar uma forma de crédito mais barato para ter um fôlego financeiro.

Empréstimos Pessoais

Apesar de ser mais caro fazer um emprestimo pessoal do que fazer um crediário este tipo de dívida é procurada de forma consciente e não de forma impulsiva.

Afinal de contas é possível cair na tentação de comprar uma super televisão e fazer um crediário, mas ninguém vai para o banco fazer um empréstimo pessoal por tentação não é mesmo?

Empréstimos pessoais tem taxas de juros altíssimas, normalmente na casa dos 3,50% a 4,50% ao mês. Mesmo assim, esta ainda pode ser uma saída caso você esteja sem fôlego financeiro e esteja com dívidas no rotativo do cartão de crédito ou no cheque especial.

Falta de renda

Nós estamos saindo de uma das maiores crises da história atual do Brasil, e devido a isso o desemprego e a redução da renda das famílias tem sido uma das principais causas do endividamento das famílias.

Para ter os efeitos da crise reduzida é importante estar com o planejamento financeiro em dia e possuir uma boa reserva de emergência.

Doenças

O custo da saúde pode ser assustador. Além de pagar uma fortuna para os planos de saúde e uma diferença a cada consulta há também o preço dos remédios.

Uma doença inesperada pode arruinar as finanças de uma família e jogá-la no endividamento caso não haja uma sólida reserva financeira.

Financiamentos

Atrasar o pagamento da prestação do automóvel ou da casa própria pode gerar consequências graves.

Apesar destas serem as duas modalidades de financiamento mais baratas há o risco da retomada do bem. Se isso ocorrer, você pode perder tudo o que foi pago por ele.

Normalmente a tendência é que a retomada de um bem tenha início no terceiro mês de atraso e o processo de retomada costuma levar mais três meses.

Mas caso isso ocorra, além de perder o bem a dívida continua, principalmente no caso de automóveis. Não são raras as situações em que mesmo vendendo o automóvel o dinheiro da venda não é suficiente para cobrir o total da dívida com a instituição financeira.

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Como não aprendemos administração financeira nas escolas, o mais comum é aprendermos a mexer com dinheiro com nossos pais, e se estes possuem maus hábitos financeiros é muito provável que você também tenha.

Na época dos seus ancestrais, lidar com dinheiro no Brasil era muito diferente, eles passaram pela época da hiperhinflação e muitas vezes veem o valor do dinheiro de forma diferente.

Cabe a você investir em si mesmo e na sua educação financeira para ter uma vida feliz com às finanças em dia.

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