Hoje vamos falar sobre Planejamento Financeiro para Aquisição de um Imóvel.

Comprar um imóvel não é uma tarefa fácil, e precisa ser muito bem elaborada. Dependendo de como você for adquirir o imóvel, poderá levar anos até quita-lo coisa que acaba exigindo um grande esforço e planejamento.

As instituições financeiras em geral possuem diversas formas de financiamento para aquisição de um imóvel.

Para decidir qual imóvel escolher, será necessário fazer um bom estudo da sua atual condição financeira, e também de uma perspectiva, ou seja fazer um Planejamento Financeiro para Aquisição de um Imóvel.

Dessa forma, podemos avaliar melhor as condições para os pagamentos, e o quanto estamos dispostos a arcar com o financiamento.

A primeira coisa a ser feita, é montar uma boa poupança. Começando agora.

Poupar!

Mesmo com o setor imobiliário um tanto quanto parado, os preços dos imóveis não reduziram tanto.

Pequenos apartamentos, com espaço suficiente para uma pessoa (Kitnet) não são vendidos por menos de R$ 100.000,00 em cidades médias (em torno de 500.000 habitantes).

Levando em consideração que muitos brasileiros recebem um salario mínimo, ou um pouco mais do que isso fica bem difícil conseguir adquirir uma propriedade desse valor de uma vez só. Então, acabamos recorrendo ao financiamento. O mais utilizado nessas horas é o Minha Casa, Minha Vida.

Antes de continuar falando sobre o financiamento em si, precisamos montar uma boa poupança.

O objetivo dela além de fornecer mais capital para pagar na entrada, também serve para reduzir o montante a pagar. Isso irá influenciar de maneira positiva, no valor total de encargos que serão cobrados.

Essa quantia que pouparemos também servirá como uma forma de proteção em caso de eventuais problemas financeiros.

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Na hora de elaborar o plano de poupança precisamos saber em quanto tempo você vai querer comprar o imóvel. Isso é, fazer um Planejamento Financeiro para Aquisição de um Imóvel.

Se não existe muito tempo, sugiro poupar o máximo de dinheiro possível. Cortar todos os gastos que não são essências… dessa forma, você terá como pagar uma quantia maior na entrada e reduzir o tamanho das parcelas.

Mas, se o seu caso é de longo prazo então comece desde já a poupar uma parcela do salario, mês a mês.

O importante aqui é ficar claro o seguinte…

Quanto maior for o desembolso na entrada menores serão as parcelas, e mais curto poderá ser o financiamento e menos juro você ira pagar.

Quanto menor for o desembolso na entrada, maior será o valor das parcelas mais tempo levara para quitar o parcelamento e mais juro você irá pagar.

Onde investir, até dia da compra?

Por se tratar de um valor que poderá ser utilizado no médio prazo, aconselho comprar títulos do Tesouro Direto.

Invista no Tesouro Selic. Esse papel tem o rendimento atrelado a Selic assim todos os dias o título rende um pouquinho, o suficiente para ganhar da caderneta de poupança ou do CDB dos grandes bancos.

Será preciso abrir uma conta em uma corretora independente para começar a aplicar no Tesouro Direto.Os grandes bancos também oferecem essa possibilidade porem, eles acabam cobrando valores que em algumas corretoras os clientes são isentos.

Se você deseja saber mais sobre investimentos, aqui vai uma grande dica. Leia o livro Investimentos Inteligentes do grande Autor Gustavo Cerbasi. Este livro pode mudar a sua vida.

Concluímos que não existe um valor certo a guardar todos os meses mas o ideal é que você guarde no mínimo 30% da sua renda mensal.

Cada caso é um caso. Vários fatores podem influenciar no valor necessário para poupar mês a mês e até mesmo na quantia necessária para oferecer na entrada.

Quero comprar o imóvel, porque o valor do aluguel é praticamente o mesmo da parcela?

Ouço isso muito. Na verdade a pergunta aqui é… Comprar o imóvel, ou viver de aluguel?

Depende. Já vou explicar! Se você está iniciando a vida e pretende morar sozinho. Não tem porque comprar um apartamento grande, ou até mesmo uma casa.

Sem mencionar os aspectos financeiros de uma operação como essa. Adquirindo uma propriedade maior, haverá maior dispêndio financeiro.

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Resumindo, por meio do Minha Casa Minha Vida, ficou mais acessível comprar um imóvel. Tornando discutível a possibilidade alugar ao invés e comprar.

Sem mencionar a questão que o imóvel será seu, e você poderá fazer o que bem entender. Então, eu faço uma pergunta.

Digamos que, daqui uns 2 anos, você se case e queira ter filhos, ou melhor terá um filho em breve.

Vai ser difícil criar uma família em um apartamento de um quarto, não é?

E será que vai ser fácil vender um imóvel? Ao menos pelo valor que foi adquirido, acrescido de inflação do período?

Dependendo do mercado e da sua pressa e da região onde está localizada a propriedade pode ser bem difícil.

Não estamos falando em bolsa de valores, onde existem diversos compradores e vendedores dispostos a comprar e vender.

Estamos falando em mercado imobiliário, que possui impostos e obrigações a serem compridas na hora da compra e da venda.

Tudo isso, pode acabar exigindo mais do proprietário. Então eu sugiro pensar bem na hora de comprar um imóvel.

Veja se realmente vale a pena. Porque hoje um apartamento de um quarto, pode ser uma maravilha. Mas amanhã, nem tanto.

Minha Casa Minha Vida, melhor opção?

Se você está procurando um imóvel para ontem, e já tem um em negociação não tenho duvidas que o Minha Casa Minha Vida seja o melhor programa de financiamento habitacional disponível no momento.

Mas, se você está planejando e juntando dinheiro acredito que pode ser uma boa analisar o consorcio imobiliário.

Os consórcios são conhecidos por serem bem menos onerosos que os financiamentos. Isso acontece devido a algumas diferenças entre essas modalidades.

Em um financiamento comum, o cidadão faz a aquisição e já pode utilizar o valor para comprar o imóvel.

Depois, só precisa pagar as parcelas até quitar o mesmo. Já no consórcio a pessoa começa a pagar os valores mensais como se fosse uma aplicação.

E quando for possível realiza um lance. Dependendo do valor do lance, ela poderá ser contemplada com a linha de credito ou não.

Quando falamos em depender estamos citandos outros cotistas do plano. O consórcio funciona como um fundo.

Dentro de um fundo desses, existem mais cotistas que como você estão pagando o consórcio. Em um determinado momento, os cotistas poderão fazer um lance e se o seu lance for o maior ou um dos maiores (depende de como funciona o consorcio adquirido) você poderá ser comtemplado com a linha de credito, e assim adquirir o imóvel.

Conclusão

Se for possível, a melhor maneira de comprar o seu imóvel é juntando dinheiro e assim adquirido o mesmo.

Dessa forma, você não terá os custos de juro ou encargos e não estará precisando fazer lances, torcendo para ser contemplado no consorcio por exemplo.

Mas, observando que poupar o valor total de uma propriedade pode acabar levando anos então sugiro ir poupando parte do salario, e procurar por um bom consórcio. Dessa forma, você poderá esperar pelo momento certo para pagar um lance.

E com sorte conseguir a linha de credito. Lembrando que em todas as situações, é possível utilizar o FGTS. O FGTS é de grande auxilio Planejamento Financeiro para Aquisição de um Imóvel.

Até no consorcio do imóvel. Existem planos de consórcio, onde é possível utilizar o saldo do FGTS. Caso você tenha um bom saldo em conta o valor das parcelas a pagar pode ficar ainda menor.

Por fim, se existe pressa para adquirir a propriedade então recorra ao Minha casa Minha vida. Vá até uma agencia da Caixa para poder se informar melhor, sobre as condições do financiamento.