Você já sabe como funciona o Tesouro Direto.

Mas e o Imposto de Renda e o IOF sobre o Tesouro Direto? Nesse artigo vamos ver mais detalhes sobre a tributação que os rendimentos sofrem no programa de investimento do Tesouro Nacional.

Imposto de Renda

Em artigo anterior, já vimos alguns exemplos sobre a incidência de IR sobre alguns papeis do Tesouro.

Tanto com títulos que pagam juro semestralmente, e aqueles que permanecem sem pagamentos até o vencimento.

A tabela aplicada ao IR retido sobre os titulo público é a mesma. Temos alíquota de 22,5% para resgates antes de 180 dias e a menor alíquota de 15% para aplicações que permanecerem mais de 720 dias.

Sendo assim, por se tratar de investimentos com vencimentos diferentes mas todos acima dos 720 dias de duração, ao aguardar até o vencimento o investidor terá que arcar com 15% de IR.

Por mais que o valor possa sofrer influencia do mercado durante todo esse período, até o vencimento os rendimentos serão reconhecidos tornando o valor da letra maior.

Dessa forma, vai ficar visível o ganho. Quanto mais perto do vencimento o titulo estiver, menor volatilidade ele sofrera com o mercado.

Isso acontece devido ao acordo que fazemos no inicio da aplicação. Por exemplo, ao investir em um Tesouro Prefixado estamos inerentes ao sobe e desce do mercado.

Se o juro subir, e a letra descer, o valor do nosso investimento pode cair. Agora, o tamanho da queda vai depender de quanto tempo falta para vencer o titulo.

No caso de um vencimento acima dos 10 anos, é provável que a letra sofra bastante com a volatilidade.

No momento em que o juro no Brasil começou a subir bastante, em meados de 2013 a 2014, saindo dos 7,25% indo até os 11% ao ano, as perdas registradas no curto prazo com títulos do Tesouro IPCA passavam facilmente dos 30%!

Sim caro leitor, um titulo de renda fixa gerando perdas de 30%! Assustador não é mesmo? Mas isso só para aqueles que estivessem resgatando o valor antes do vencimento.

Essas letras que estavam registrando perdas aterrorizantes tinham duração muito longa, passando dos 20 anos.

O rendimento era um juro prefixado de 4% aproximadamente, ou seja, em 2014, a taxa oferecida pelo Tesouro IPCA era superior a 5%.

O valor do juro estava subindo, em detrimento do valor da letra. Mas o contrario está acontecendo atualmente.  Desde o inicio de 2016 até 2017 essas mesmas letras estão sofrendo o processo inverso.

Ao invés do juro estar subindo, e o valor do principal caindo, a oscilação é de queda do juro enquanto o principal sobe.

Os ganhos com as letras chegam aos 30%. O ganho vai depender principalmente da duração do investimento, enquanto tempo o titulo será resgatado, e se o mesmo possui pagamento de juro ou não.

Quando não existe pagamento de juro, o ganho pode acabar sendo bem maior. Ainda mais se o vencimento for longo.

IOF

O IOF vai incidir sobre operações de curto prazo, sendo assim, fique atento ao tentar vender um titulo com mesmo de 30 dias em carteira.

Você pode acabar não tendo um bom rendimento, devido às altas taxas do IOF.

Declaração de IR

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De maneira bem similar aos outros produtos de renda fixa que já foram vistos em artigos anteriores, os rendimentos do Tesouro Direto sofrem retenção de IR, e, portanto devem ser lançados na aba; Rendimentos Sujeitos a Tributação Exclusiva/ Definitiva.

Da mesma forma que as amortizações dos papeis. Já a posição que o investidor possui, precisa ser lançada na aba de Bens e Direitos.

Preenchendo de maneira bem detalhada, no campo de descriminação, com alguns dados, como; em qual corretora estão alocados os valores, e quantas letras existem, qual tipo de letra e afins.