Sob os holofotes, senhoras e senhores, desta vez temos o Banco do Brasil. Ele mesmo: o gigante que teima em dominar as manchetes após a apresentação de um plano de reestruturação com direito à desativação de agências e demissões em massa — e que não tem saído da cabeça daqueles que estão sempre de olho no mercado financeiro.

Introduções feitas, vamos partir para os fatos que se tornaram de conhecimento público:

No total, 361 espaços físicos serão desativados — 112 agências, 7 escritórios e 242 postos de atendimento. Pasmo? Espera que tem mais! 

Também foi anunciado que 243 serão convertidos em postos de atendimento, além de 145 unidades de negócios que se tornarão lojas do banco — aqueles espaços mais voltados para assessoria e relacionamento, sem caixas eletrônicos, sabe?

E as demissões em massa?

Agora é hora de dar aquela encarada no elefante na sala. Com tantas agências sendo fechadas, é claro que muitos funcionários perderiam os seus empregos. Muitos mesmo. O que fazer quando o número é assim tão grande?

Você eu não sei, mas o Banco do Brasil decidiu lançar duas modalidades de desligamento voluntário. Vale ressaltar: com a estimativa de que cerca de 5 mil funcionários aderissem a elas. 

As modalidades são essas: Programa de Adequação de Quadros (PAQ) e Programa de Desligamento Extraordinário (PDE). A ideia geral foi dar aquela enxugada clássica no quadro de funcionários. Ou seja: regularizar vagas, dar um fim nos excessos em dependências e praças e otimizar a distribuição da força de trabalho.

Em outras palavras: o BB quis mesmo é cortar custos. E por falar em corte de custos, a soma da economia é alta. Em termos líquidos, e se referindo a 2021, R$353 milhões vão ser economizados. Até 2025, R$2,7 bilhões.

O outro lado da moeda

Felizmente, não é só de más notícias que esse artigo é feito. Na contramão de tantos fechamentos, o BB também vai abrir 14 novas agências, espalhadas por seis estados brasileiros. Aliás, todas com foco no agronegócio.

E tem mais: 276 novos gerentes foram anunciados e o Banco já conta com 2 mil profissionais qualificados para atender aos produtores rurais. Bacana, né? 

O objetivo disso tudo é bastante claro: lucrar. Se as demissões e os fechamentos foram realizados para cortar despesas, logo, uma atitude seria tomada para fazer o BB prosperar. Nesse sentido, o agronegócio cai muito bem, de fato. Consegue imaginar os clientes de peso que o setor pode oferecer?

O que muda por aqui, na realidade dos meros mortais?

Uma notícia dessas, vinda de um banco desse tamanho, obviamente causa impacto em todo o mercado. Um desses impactos, a propósito, tem a ver com a digitalização.

A essa altura, você não deve mais aguentar ler por aí que “a pandemia de Covid-19 causou um boom no número de pessoas fazendo uso de plataformas digitais”. Você já sabe disso, é claro. Provavelmente deve ter, hoje mesmo, pago algum boleto no aplicativo do seu banco.

E se você já sabe bem disso, imagine o Banco do Brasil. Há tempos que a população brasileira vem substituindo o presencial pelo digital. A pandemia, afinal, acabou dando mais uma apressada naqueles que ainda não estavam tentando se adaptar.

O Banco obviamente já estava de olho na transformação digital e aproveitou o momento para agir com intensidade. Enxugou seus espaços físicos e agora segue mais firme e forte do que nunca na busca por relevância na internet.

E está certo, né? Nós bem que avisamos que a digitalização é tendência

Os investidores que fiquem espertos

Não é de hoje que o ministro da Economia, Paulo Guedes, tem defendido que o Banco do Brasil passe de público para privado. Inclusive, há boatos de que toda essa reestruturação é para deixar o BB mais rentável e competitivo.

E atrativo também, é claro. Para os investidores. Naturalmente, uma mudança desse tamanho não vai acontecer assim, de uma hora para outra. Aliás, muito provavelmente também não vai acontecer de forma total tornando o BB em um banco integralmente privado. 

Na dúvida, melhor seguir de olho nas notícias. 

Ainda quero ter uma carreira bancária. E agora?

Continue querendo e trabalhando para isso! Afinal, essas notícias não são para assustar, são para que você se mantenha preparado. 

De forma geral, posso até dizer que toda essa bomba é reflexo de mudanças no mercado que já não são novidades. Ou você ainda vai pessoalmente até a sua agência bancária mesmo quando pode resolver tudo pelo celular?

A digitalização é uma realidade e provavelmente nenhum banco acha uma boa ideia virar as costas para esse fato. 

Leu esses três parágrafos se perguntando como, afinal, você vai se preparar para esse tipo de situação? Simples: abra agora este link para ler o artigo após finalizar este aqui, sobre o Banco do Brasil.