Renda Fixa e Renda Variável CPA 10

CDB pós fixado

Kleber Stumpf
Escrito por Kleber Stumpf em 7 de novembro de 2019

A forma de remunerar mais tradicional dos CDBs é o pós-fixados. Quase todos os bancos oferecem algum CDB pós-fixado atrelado ao DI.

Praticamente uma marca registrada do CDB, o DI é sua principal taxa de referencia. O DI, ou CDI é uma taxa que segue de perto as oscilações da Selic.

Ou seja, o CDB é quase que uma copia fiel da taxa básica de juro o que pode diferir disso, está relacionado à porcentagem de rendimento.

De 78,5% até 120%

Os CDBs no mercado financeiro nacional oferecem rendimento de 78,5% até 120% do DI. É uma diferença muito grande.

Essa porcentagem está relacionada, quase que diretamente a dois fatores:

  • O vencimento das letras e a liquidez somente no vencimento;
  • O tamanho do banco: pequeno, grande, médio;

Se o titulo em questão não possui liquidez, ele provavelmente vai contar com um rendimento mais alto.

Isso serve para atrair mais o público, uma vez que os investidores podem dar preferencia por aplicações com porcentagens mais altas do DI.

Já os CDBs com liquidez diária, sem precisar esperar até o vencimento para liquidar a operação possuem uma porcentagem menor.

Bancos de varejo com o Itaú por exemplo, oferecem o CDB progressivo pagando no inicio 78,5% do DI.

Caso o investidor permaneça mais tempo com o papel ele poderá ter um rendimento de até 95% do DI.

Só para constar, bancos menores como o Sofisa ou Daycoval, oferecem CDB de 100% do DI para aplicações com liquidez diária.

Fica a critério dos investidores decidirem por qual investir. O CDB também pode servir para montar uma reserva futura.

Além do CDB o Tesouro Direto surgiu nos últimos tempos como uma das melhores formas de investimento.

O programa de investimentos do Tesouro Nacional, o Tesouro Direto foi criado para dar oportunidade a todos os brasileiros de terem uma aplicação de alta segurança aliada à liquidez, e boa rentabilidade.

Olhando esses dados sobre as letras fica fácil iniciar os investimentos no Tesouro Direto!

Sem esquecer que no livro o leitor poderá encontrar outras formas de investimentos tendo como objetivo alcançar a aposentadoria, e a independência financeira.

O atual momento favorece pós-fixados?

Sim, bastante! A taxa Selic está caindo e o mercado está precificando grande parte dos investimentos, contando com uma redução ainda maior da Selic.

No momento em que escrevo o mercado já considera uma Selic em 8,75% até o final de 2017. Hoje estamos com Selic em 12,25%.

Seria uma grande redução e poderia levar muitas aplicações para baixo. Atualmente, os papeis prefixados estão girando em torno dos 10% ao ano, rentabilidade que já está bem abaixo comparado com antes.

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Caso haja uma reviravolta na economia e o governo sofra uma cassação do TSE (devido aos problemas com candidatura; Dilma/Temer) e uma possível reforma previdenciária mais branda, poderemos ter outro cenário no futuro (acredito que pior).

Levando tudo isso em consideração, acredito que seja prudente nesse momento dar prioridade a ativos pós-fixados.

Veredito

O momento é das pós-fixadas! Faça aplicações em papeis de liquidez, mas não deixe de investir em alguns títulos com vencimento mais longo e sem liquidez.

Nesses papeis o investidor poderá ter um rendimento diferenciado! 120% do DI é mais difícil conseguir, porem existem outros disponíveis no mercado.

Pondere o tempo que será necessário deixar o valor aplicado, juntamente com o rendimento e o valor inicial da aplicação.

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