Afinal, quais são os ativos que podem fazer parte da carteira de um fundo de investimento você sabe?

Os fundos de investimento podem conter diferentes papeis em suas carteiras, porém, existem algumas exigências para isso.

Pesquisando sobre quais poderiam ser os critérios acabei me deparando com a liquidez dos ativos.

Liquidez

Já falei diversas vezes sobre ativos que possuem mais liquidez ou menos. Em outras palavras quero dizer que tais aplicações possuem uma facilidade maior para vender ou comprar.

Se houve baixa liquidez então pode ser mais difícil realizar uma operação.

Fundos de investimento não podem ter produtos financeiros muito difíceis de vender. Lógico, que também não sou obrigado a investir somente em ativos com liquidez extrema exemplo; títulos do tesouro e CDBs de grandes bancos.

Mas temos algumas regras com relação a isso, uma espécie de classificação. Que serve para determinar o grau de liquidez.

Ativos líquidos no acordo de Basileia III

De acordo com Basileia III, existe uma classificação para determinar quais são os ativos que possuem liquidez de curto prazo.

Eles podem ser divididos em dois segmentos, Nível 1 e Nível 2. Sendo que no Nível dois possui ainda mais duas subdivisões, 2A e 2B.

Ainda falando sobre o acordo de Basileia, se entende que ativos relacionados à reserva de moedas, reserva dos bancos centrais, títulos de valores mobiliários lastreados por bancos soberanos e afins, possuem o nível 1 de liquidez.

Ou seja, são os com a maior facilidade de negociar e transformar em capital. Já os ativos que fazem parte do nível 2 seriam outros papeis de emissão dos governos, títulos com garantia e títulos de dividas corporativa.

Na segunda subdivisão do grupo, podemos encontrar outros ativos corporativos lastreados por hipotecas e ações.

Ou seja, temos uma grande quantidade de papeis que podem ser elegíveis na hora de montar o fundo.

Aproveitando o momento no artigo, gostaria de fazer a indicação de um livro sobre finanças a obra; Finanças Para Empreendedores e Profissionais não Financeiros , do autor; Gustavo Cerbasi.

Mais um livro de Gustavo Cerbasi vem parar nas indicações, dessa vez a obra é voltada para um publico que não possui conhecimento em finanças.

Nem todos nós temos, e alguns que julgam ter podem acabar se deparando com um conteúdo muito interessante e relevante.

Voltado para o publico em geral e empreendedores, o livro traz dados que nunca deixarão de ser atuais, ainda mais no atual contexto de “vacas magras” e recessão.

Observando o acordo de Basileia III o Banco Central brasileiro, fez uma circular, nº 3.749/15 que trata das exigências para um ativo ser reconhecido com liquidez de curto prazo.

No nível 1 temos

  • Valores mantidos em espécie, em qualquer moeda;
  • Reservas:
    • Livres em bancos centrais;
    • Compulsórias recolhidas no Banco Central do Brasil (respeitando limites pré-estabelecidos);
    • Compulsórias em bancos centrais estrangeiros;
  • Títulos públicos federais brasileiros aceitos pelo Banco Central  do Brasil em operações de redesconto intradia;
  • Títulos públicos federais brasileiros emitidos no exterior, negociados em mercado ativo e significativo.
  • Títulos lastreados por bancos soberanos e/ou instituições multilaterais

No nível 2 temos

  • 2A (Art.8º):
    • Títulos líquidos emitidos ou garantidos por governos centrais de países estrangeiros, com classificação de rating pré-determinada pela circular;
    • Títulos privados emitidos por empresas não financeiras, que atendam requisitos;
    • Títulos garantidos por ativos da instituição emissora, não emitidos pela própria instituição, que atendam requisitos;
  • 2B (Art.9º):
    • Títulos líquidos emitidos ou garantidos por governos centrais de países estrangeiros, com classificação de rating pré-determinada pela circular;
    • Títulos de securitização colateralizados por carteira de financiamento para aquisição de imóvel residencial, que atendam requisitos; e.
    • Títulos privados emitidos por empresas não financeiras, que atendam requisitos;
    • Ações líquidas de empresas não financeiras e não pertencentes ao conglomerado prudencial e a entidades por ele controladas, que atendam requisitos.

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Resumindo

Podemos concluir que os ativos elegíveis em fundos de investimentos, começam entre os com maior liquidez que seriam:

  • Títulos do Tesouro Direto;
  • moedas estrangeiras;
  • CDB;
  • Títulos Privados;

Depois teríamos LCI, LCA, Debentures, ações, fundos imobiliários, CRI e outros ativos de mesmas características.